Ultracargo bate recorde em Rondonópolis com movimentação de 112,47 mil m³
Volume recebido pelo terminal cresceu 116% em um ano, impulsionado pela expansão dos biocombustíveis e pela integração ferroviária entre Mato Grosso e São Paulo
Publicado em: 17/09/2026 às 07:30hs
A Ultracargo registrou um novo recorde mensal de movimentação no terminal de Rondonópolis, em Mato Grosso. A unidade recebeu 112,47 mil metros cúbicos de produtos em julho, maior volume desde o início de suas operações.
O resultado representa crescimento de 116% em relação a julho de 2025, quando o terminal recebeu 52 mil m³. Na comparação com junho de 2026, o avanço foi de aproximadamente 10%.
O aumento acompanha a estratégia de interiorização da companhia e os investimentos realizados para integrar Mato Grosso, um dos principais polos produtores de biocombustíveis do país, aos grandes mercados consumidores do Sudeste.
Etanol de milho amplia demanda por infraestrutura logística
Mato Grosso lidera a produção nacional de etanol de milho e concentra parcela importante da expansão desse biocombustível no Brasil.
Na safra 2024/25, o etanol produzido a partir do cereal respondeu por mais de 80% da fabricação total de etanol no estado. Os dados fazem parte de levantamento do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE), do Banco do Nordeste, elaborado a partir de informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O avanço da produção aumenta a necessidade de armazenagem e transporte para conectar as usinas do Centro-Oeste aos principais centros de consumo. Nesse cenário, terminais intermodais e corredores ferroviários ganham importância para reduzir custos, ampliar a capacidade de escoamento e melhorar a previsibilidade das operações.
Corredor ferroviário liga Rondonópolis a Paulínia
A Ultracargo vem ampliando os investimentos no corredor logístico entre Rondonópolis e Paulínia, no interior de São Paulo.
No início de 2026, entrou em operação o novo desvio ferroviário do terminal mato-grossense. O projeto recebeu investimento de R$ 95 milhões e estabeleceu uma conexão direta com a unidade de Paulínia.
Na outra ponta do corredor, a companhia havia concluído em 2025 o desvio ferroviário do terminal paulista. Em 2026, a estrutura também recebeu uma nova ampliação de sua capacidade de armazenagem.
A conexão entre os dois terminais permite integrar áreas produtoras de biocombustíveis aos mercados consumidores e distribuidores instalados em São Paulo.
Ferrovia melhora aproveitamento dos fluxos entre regiões
A integração ferroviária possibilita a movimentação de produtos nos dois sentidos do corredor. Derivados podem seguir do Sudeste para Mato Grosso, enquanto os biocombustíveis produzidos no Centro-Oeste fazem o trajeto de retorno até São Paulo.
Esse modelo melhora o aproveitamento dos vagões e reduz deslocamentos ociosos. A operação também fortalece a ligação entre uma das regiões que mais expandem a produção de etanol de milho e um dos principais centros de consumo e distribuição de combustíveis do país.
Além de ampliar a eficiência logística, a ferrovia oferece capacidade para transportar grandes volumes em longas distâncias, característica relevante diante do crescimento da produção mato-grossense.
Terminal amplia movimentação de biodiesel B100
O terminal de Rondonópolis também avançou na movimentação de biodiesel B100 durante julho. O produto é formado integralmente por biodiesel e utilizado na mistura obrigatória ao diesel comercializado no país.
A operação complementa a movimentação de etanol e amplia a participação da unidade na logística de biocombustíveis.
Com o recorde de 112,47 mil m³, a Ultracargo fortalece a presença no Centro-Oeste e consolida o corredor entre Rondonópolis e Paulínia como uma rota estratégica para o transporte de combustíveis e biocombustíveis no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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