Coamo bate recorde no recebimento de milho safrinha com 68,5 milhões de sacas em 2026
Somado ao milho da safra de verão 2025/26, volume recebido pela cooperativa supera 75 milhões de sacas; expansão da área e alta produtividade sustentaram o resultado
Publicado em: 16/09/2026 às 16:30hs
A Coamo Agroindustrial Cooperativa alcançou um novo recorde no recebimento de milho segunda safra em 2026. As unidades da cooperativa receberam mais de 68,5 milhões de sacas, resultado impulsionado pelo crescimento da área cultivada e pelo avanço da produtividade nas regiões atendidas.
Quando somado ao milho colhido na safra de verão 2025/26, o volume total recebido pela Coamo ultrapassa 75 milhões de sacas do cereal.
O recorde foi anunciado pela diretoria da cooperativa nesta segunda-feira (14) e envolve as operações realizadas nas unidades do Paraná, de Santa Catarina e de Mato Grosso do Sul.
Produção de milho da Coamo chega a 4,5 milhões de toneladas
De acordo com o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, a cooperativa deverá encerrar o ciclo atual com 4,5 milhões de toneladas de milho e 5,7 milhões de toneladas de soja.
A movimentação de volumes expressivos permite aproveitar melhor a capacidade das unidades, diluir custos operacionais e ampliar a eficiência das estruturas de recebimento, secagem e armazenagem.
“Essa expressividade é vital para a otimização das nossas estruturas, o que reduz custos operacionais e nos permite remunerar melhor o produtor, aumentando a rentabilidade do negócio”, afirma Galinari.
O dirigente ressalta que o desempenho obtido durante a colheita depende de um processo iniciado meses antes, com planejamento operacional, manutenção das unidades e preparação das equipes.
“A safra não se faz apenas no momento da colheita. Todo o planejamento começa muito antes, com a preparação da estrutura e das equipes de trabalho”, destaca.
Área maior e produtividade impulsionam recorde
O crescimento da produção de milho nas áreas atendidas pela Coamo está relacionado à combinação entre expansão do cultivo e aumento da produtividade.
A evolução do cereal exige maior capacidade para receber, movimentar, secar e armazenar a produção em um período concentrado. Por isso, a cooperativa vem investindo na modernização das unidades, na aquisição de equipamentos e na qualificação da mão de obra.
Segundo o gerente de Produtos da Coamo, José Carlos de Andrade, mais de 2 mil funcionários da área operacional participaram do recebimento da safra nas unidades localizadas nos três estados.
“Este é um esforço conjunto que envolve todas as áreas da cooperativa. O suporte da diretoria foi fundamental, oferecendo a estrutura necessária e o apoio financeiro para que alcançássemos esse volume sem intercorrências”, afirma.
Estrutura para milho exige eficiência e modernização
As características da colheita de milho aumentam a demanda sobre a infraestrutura da cooperativa. O elevado volume recebido em um intervalo reduzido exige agilidade na descarga, capacidade de secagem e disponibilidade de espaço para armazenagem.
Cada safra também apresenta condições diferentes de umidade, qualidade e ritmo de colheita, obrigando as unidades a adaptarem processos e equipes.
“De fato, a safra de milho exige uma estrutura mais robusta, eficiente e moderna. Por isso, a diretoria tem investido continuamente em tecnologia, melhorias nas unidades, equipamentos e qualificação da mão de obra”, explica Andrade.
Além de reduzir o tempo de espera para o produtor, uma operação mais eficiente contribui para preservar a qualidade dos grãos e evitar gargalos durante os períodos de maior movimentação.
Planejamento do próximo ciclo já está em andamento
Mesmo com a conclusão da colheita atual, a Coamo já iniciou o planejamento para a próxima temporada de milho.
A cooperativa está realizando a campanha de fornecimento de sementes e fertilizantes. Segundo Galinari, aproximadamente 60% dos cooperados já asseguraram os insumos necessários para o próximo ciclo.
“Os ciclos se sucedem de forma dinâmica. Já estamos em pleno planejamento para o próximo ciclo de milho, enquanto concluímos o atual”, afirma.
Para o presidente-executivo, a orientação técnica também será determinante para que o produtor avalie custos, escolha os insumos e organize a implantação das lavouras.
“Nosso papel é levar informação técnica precisa para que o produtor tome as melhores decisões”, acrescenta Galinari, que completará 40 anos de cooperativismo na Coamo em 2027.
Plantio de soja abre novo desafio para a cooperativa
Com o encerramento da segunda safra de milho, as atenções agora se voltam ao plantio da soja, que já começou em diferentes áreas de atuação da Coamo.
A expectativa da cooperativa é receber uma produção superior à registrada no ciclo anterior, o que deverá manter elevada a demanda sobre as estruturas operacionais.
“O plantio de soja já está em curso em diversas áreas, e a nossa expectativa é de uma safra superior à do ano anterior. Estamos preparados para realizar mais uma excelente colheita”, afirma Andrade.
Depois de superar 68,5 milhões de sacas de milho safrinha e ultrapassar 75 milhões de sacas quando considerado todo o ciclo do cereal, a Coamo inicia uma nova etapa de planejamento para atender o próximo volume de soja e manter o ritmo de suas operações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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