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Mercado Financeiro

Ibovespa sobe e bolsas da China saltam mais de 2% após eleições nos EUA; Copom concentra atenção

Bolsa brasileira tenta interromper seis quedas consecutivas, enquanto dólar recua para perto de R$ 5,46; mercados avaliam novo cenário político americano e decisão sobre a Selic


Publicado em: 04/11/2026 às 11:36hs

Ibovespa sobe e bolsas da China saltam mais de 2% após eleições nos EUA; Copom concentra atenção

O Ibovespa opera em recuperação nesta quarta-feira (4), acompanhando a melhora de parte dos mercados internacionais após as eleições legislativas nos Estados Unidos. A sessão também é marcada pela expectativa para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e pela divulgação de balanços corporativos.

Às 10h10, no horário de Brasília, o índice brasileiro subia 0,90%, aos 167.012,19 pontos, enquanto o dólar comercial recuava 0,42%, a R$ 5,464. A Bolsa buscava interromper uma sequência de seis sessões negativas. O resultado trimestral do Itaú também estava entre os destaques acompanhados pelos investidores.

China registra maior alta diária em sete meses

As bolsas chinesas tiveram forte valorização, impulsionadas por medidas de apoio ao mercado e pela reação dos investidores ao resultado eleitoral americano.

O Xangai Composto avançou 2,16%, aos 3.686 pontos, no maior ganho diário em sete meses. O CSI300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 2,31%, aos 4.101 pontos, registrando seu melhor desempenho em três meses.

Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 1,67%, aos 23.919 pontos, com destaque para fabricantes de chips e empresas de biotecnologia. A recuperação ocorreu após um período de pressão sobre os ativos chineses e de dúvidas sobre a capacidade das iniciativas oficiais de restabelecer a confiança dos investidores.

Japão e Taiwan recuam, apesar da recuperação chinesa

O movimento positivo não foi uniforme na Ásia. No Japão, o Nikkei caiu 1,42%, aos 62.188 pontos, enquanto o Taiex, de Taiwan, perdeu 0,83%, aos 42.948 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,62%, aos 5.683 pontos. Em outras praças, o Straits Times, de Cingapura, recuou 0,01%, aos 5.268 pontos, e o australiano S&P/ASX 200 cedeu 0,59%, aos 8.834 pontos.

As diferenças entre os índices mostram que a reação ao cenário político americano convive com ajustes específicos em setores e empresas, especialmente no segmento de tecnologia.

Europa sobe e futuros de Wall Street oscilam após eleições

Na Europa, as principais bolsas apresentavam recuperação durante a manhã. Em levantamento divulgado às 10h30 de Lisboa, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava mais de 1%. Itália e Espanha ganhavam mais de 2%, enquanto França e Alemanha subiam acima de 1%. Londres registrava valorização próxima de 0,8%.

Nos Estados Unidos, os futuros passaram por mudanças de direção durante a madrugada e a manhã. A reação inicial negativa deu lugar à recuperação em levantamentos posteriores, refletindo diferentes avaliações sobre as consequências de um Congresso controlado pelos democratas.

O novo equilíbrio político pode ampliar os obstáculos à agenda de Donald Trump. Para os mercados, isso envolve tanto possíveis limites a mudanças fiscais quanto maior fiscalização de setores como tecnologia, bancos e criptomoedas. Os efeitos sobre as empresas ainda dependem das iniciativas do novo Congresso e de sua relação com a Casa Branca.

Copom decide Selic em ambiente de expectativas divididas

No Brasil, o principal evento do dia é a decisão do Copom, prevista para depois do encerramento do pregão. Além da taxa anunciada, investidores acompanharão o comunicado em busca de sinais sobre inflação, câmbio e os próximos passos da política monetária.

As expectativas variam conforme o público consultado. Segundo levantamento publicado pelo Investing.com, a pesquisa Projeções Broadcast com 75 instituições apontou 39 participantes esperando corte de 0,25 ponto percentual, para 13,50%, e 36 projetando manutenção em 13,75%.

Já uma sondagem da XP Macro Strategy com 72 investidores institucionais mostrou que 79% esperavam uma pausa. A diferença recomenda cautela ao tratar um dos cenários como consenso de mercado.

Balanços corporativos dividem espaço com juros e cenário fiscal

Entre as empresas, o Itaú Unibanco permanece no radar após informar lucro recorrente de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A agenda de resultados também inclui Prio, Totvs, Vibra Energia, C&A, GPA e Smart Fit. Os números ajudam os investidores a avaliar como custos, crédito e atividade econômica estão afetando o desempenho das companhias.

Apesar da recuperação nesta manhã, as preocupações com as contas públicas e a trajetória das expectativas de inflação continuam relevantes para os ativos brasileiros. A decisão do Copom e a sinalização sobre os juros serão determinantes para a avaliação do mercado após o alívio inicial.

Fonte: Portal do Agronegócio

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