Ibovespa sobe acima dos 208 mil pontos e dólar cai: veja a abertura das bolsas hoje
Bolsa brasileira avança nesta sexta-feira (9), enquanto mercados europeus sobem e Ásia fecha sem direção única; inflação, petróleo e cenário eleitoral orientam investidores.
Publicado em: 09/10/2026 às 11:18hs
O Ibovespa iniciou os negócios desta sexta-feira, 9 de outubro, em alta, acompanhando a recuperação dos mercados internacionais e o recuo do petróleo. No Brasil, investidores também avaliam a inflação de setembro e as expectativas para o segundo turno das eleições presidenciais.
Na atualização do UOL, economia.uol.com.br o Ibovespa à vista avançava 1,14%, aos 208.568 pontos, às 10h20. O dólar comercial era negociado a R$ 4,999 na venda, com queda de 0,50%, às 10h15. As cotações representam esses horários e podem mudar durante o pregão.
Ibovespa sobe com exterior favorável e eleições no radar
A bolsa brasileira mantém o cenário político entre os principais fatores de formação dos preços. Após a reação ao primeiro turno, o mercado acompanha pesquisas eleitorais e sinalizações sobre a política econômica do próximo governo.
As expectativas de maior disciplina fiscal influenciam o apetite por ações brasileiras. A continuidade desse movimento, entretanto, depende das propostas apresentadas pelos candidatos e das condições para sua implementação.
Nos juros futuros, os contratos de prazos mais longos registravam queda no início da manhã. A curva também incorpora a avaliação dos investidores sobre inflação, contas públicas e juros internacionais.
IPCA de setembro acrescenta cautela ao mercado
A inflação brasileira divide as atenções com o cenário eleitoral. Conforme o acompanhamento do Money Times, Money Times o IPCA subiu 0,82% em setembro, enquanto a variação acumulada em 12 meses alcançou 4,58%.
O indicador entra na avaliação sobre os próximos passos da política monetária. Para empresas e produtores rurais, a trajetória dos juros influencia o custo do crédito, o financiamento de investimentos e as despesas com capital de giro.
Bolsas europeias avançam e futuros americanos apontavam alta
O ambiente externo apresentou recuperação durante a manhã. Segundo o boletim do Banco do Brasil, investalk.bb.com.br por volta das 9h, as bolsas de Londres, Paris e Frankfurt subiam 1,24%, 1,03% e 1,35%, respectivamente.
Nos Estados Unidos, antes da abertura do mercado à vista, os futuros também indicavam ganhos. Às 8h50, o Dow Jones futuro avançava 0,13%, o S&P 500 ganhava 0,40% e o Nasdaq subia 0,81%.
O petróleo contribuía para o alívio: na atualização da manhã, o WTI recuava 1,06% e o Brent caía 1,52%. As tensões no Oriente Médio, porém, continuavam no radar dos investidores.
Ásia fecha mista, com recuperação em Hong Kong
As bolsas asiáticas encerraram a sessão sem direção única, em uma semana marcada por feriados e pressão sobre empresas relacionadas à inteligência artificial.
Hong Kong apresentou a recuperação mais expressiva entre os mercados citados, enquanto os índices chineses registraram ganhos modestos:
- Hong Kong — Hang Seng: alta de 1,79%, aos 24.211 pontos.
- China — Xangai: avanço de 0,05%, aos 3.813 pontos.
- China — CSI 300: valorização de 0,16%, aos 4.317 pontos.
- Japão — Nikkei: queda de 0,02%, aos 69.030 pontos.
- Cingapura — Straits Times: recuo de 0,20%, aos 5.401 pontos.
- Austrália — S&P/ASX 200: alta de 0,64%, aos 8.716 pontos.
As bolsas da Coreia do Sul e de Taiwan permaneceram fechadas. Na China, a pequena recuperação não eliminou a pressão sobre o CSI 300, que continuou próximo das mínimas em mais de um ano.
Dólar e petróleo exigem atenção do agronegócio
Para o agronegócio brasileiro, o câmbio merece acompanhamento nas duas pontas da atividade. A valorização do real pode pressionar os preços domésticos de commodities vinculadas à exportação e favorecer novas compras de insumos dolarizados.
Esses efeitos dependem do momento de contratação. Quem comprou insumos com dólar mais alto e ainda precisa comercializar a produção pode enfrentar redução da margem.
O petróleo também influencia a cadeia produtiva por sua relação com combustíveis, fretes e custos logísticos. Seu recuo oferece alívio ao mercado, mas a transmissão aos custos no campo depende da duração do movimento e das condições comerciais.
Na agenda corporativa, investidores acompanham o aumento de capital do Bradesco, o recorde trimestral de vendas da MRV, a ampliação da participação da BlackRock na Metalúrgica Gerdau e o cronograma de incorporação da Emae pela Sabesp.
Fonte: Portal do Agronegócio
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