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Milho e Sorgo

Preço do milho recua na B3 e segue pressionado no Brasil; Chicago aguarda USDA

Compras de reposição limitam negócios no mercado físico, enquanto chuvas dificultam o plantio no Sul; relatório norte-americano será divulgado nesta sexta-feira (9)


Publicado em: 09/10/2026 às 11:30hs

Preço do milho recua na B3 e segue pressionado no Brasil; Chicago aguarda USDA

Os preços do milho apresentam pressão no mercado brasileiro nesta sexta-feira (9), com negociações pontuais no mercado físico e queda dos contratos futuros na B3 durante a manhã. Em Chicago, o cereal opera próximo da estabilidade, à espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Segundo a TF Agroeconômica, compradores do Sul e de Mato Grosso do Sul concentram as aquisições na reposição de estoques, enquanto produtores restringem a oferta. Ao mesmo tempo, o excesso de chuvas dificulta operações de plantio e provoca danos em áreas da safra 2026/27.

Milho cai na B3 durante a manhã

Por volta das 10h21, no horário de Brasília, o contrato de milho para novembro/26 era negociado a R$ 69,20 por saca, queda de 0,49%.

O vencimento janeiro/27 recuava 0,31%, para R$ 73,70 por saca, enquanto março/27 apresentava baixa de 0,09%, cotado a R$ 77,27.

As cotações representam o comportamento dos contratos naquele horário, ainda durante o pregão.

Chicago aguarda relatório de oferta e demanda do USDA

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho apresentavam poucas alterações às 10h11, no horário de Brasília. Dezembro/26 era cotado a US$ 5,0025 por bushel, e março/27, a US$ 5,1525, ambos estáveis. Maio/27 avançava 0,25 ponto, para US$ 5,2250 por bushel.

Conforme informações do Agriculture.com, os investidores ajustavam posições antes da divulgação do relatório do USDA, prevista para 13h, no horário de Brasília.

A expectativa dos analistas é de uma pequena redução nas estimativas de produtividade e produção norte-americanas. Segundo o Farm Progress, a média das projeções aponta rendimento de 177,7 bushels por acre, ante os 177,8 bushels por acre estimados pelo USDA em setembro.

O andamento da colheita nos Estados Unidos também permanece no radar. Os trabalhos seguem abaixo da média dos últimos cinco anos, com atenção aos efeitos do clima sobre as operações.

Rio Grande do Sul tem milho entre R$ 60 e R$ 69 por saca

No mercado físico gaúcho, as referências variam de R$ 60 a R$ 69 por saca. A média estadual acompanhada pela Emater recuou 0,37%, para R$ 62,44.

O plantio do milho da safra 2026/27 chegou a 75% da área prevista. Entretanto, os temporais do fim de setembro provocaram danos por granizo, erosão e perdas de plantas. Na região de Santa Rosa, algumas áreas podem precisar de ressemeadura ou substituição da cultura.

A projeção estadual é de 896,4 mil hectares, com produtividade média estimada em 7.711 quilos por hectare. Para o milho destinado à silagem, a semeadura alcançou 50% da área, também sob influência do excesso de umidade.

Diferença entre ofertas limita negócios em Santa Catarina

Em Santa Catarina, vendedores trabalham com referências próximas de R$ 60 por saca, enquanto as propostas de compra ficam ao redor de R$ 55.

A distância entre os valores dificulta novos acordos e mantém a movimentação restrita. O estado continua dependente do abastecimento de outras regiões para atender ao consumo de milho.

Paraná registra recuos e plantio chega a 80%

No Paraná, a diferença entre preços pedidos e oferecidos também reduz o fechamento de negócios. Cascavel registrou queda de 1,74%, para R$ 56,03 por saca, enquanto Umuarama apresentou recuo de 1,45%, para R$ 55,47.

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), o plantio do milho de primeira safra atingiu 80% da área prevista.

Embora as chuvas beneficiem parte das lavouras, o excesso de umidade atrasa operações. Esse cenário mantém a atenção sobre o calendário agrícola e seus possíveis efeitos na janela da segunda safra.

Bioenergia absorve parte da oferta em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, os negócios ocorrem entre R$ 53 e R$ 56 por saca. Após valorizações anteriores, predominam recuos nas praças acompanhadas pela TF Agroeconômica.

Dourados apresentou a maior queda do levantamento, enquanto Maracaju registrou leve alta. A indústria de bioenergia continua absorvendo parte da oferta estadual, mas as compras dos demais agentes permanecem concentradas nas necessidades de reposição.

Fonte: Portal do Agronegócio

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