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Mercado Financeiro

Ibovespa cai e dólar recua em dia de Fed; bolsas asiáticas sobem com impulso da inteligência artificial

Bolsa brasileira mantém pressão na abertura desta quarta-feira, enquanto investidores acompanham o cenário fiscal; no exterior, balanços de tecnologia dividem atenção com os juros dos EUA


Publicado em: 28/10/2026 às 11:09hs

Ibovespa cai e dólar recua em dia de Fed; bolsas asiáticas sobem com impulso da inteligência artificial

O Ibovespa operava em queda na manhã desta quarta-feira (28), enquanto o dólar recuava diante do real. O mercado brasileiro acompanha as perspectivas para as contas públicas após as eleições presidenciais e aguarda a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), principal destaque da agenda internacional.

Por volta das 10h30, no horário de Brasília, o índice brasileiro estava próximo de 173.413 pontos, enquanto a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,3282, em baixa de aproximadamente 0,40%, conforme o retrato intradiário informado.

No exterior, o cenário era distinto. As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, impulsionadas pelas empresas ligadas à inteligência artificial. Na Europa, os mercados apresentavam oscilações moderadas, enquanto Wall Street acompanhava a reunião do Fed e a temporada de balanços.

Ásia fecha em alta com destaque para chips e inteligência artificial

A recuperação das ações de tecnologia sustentou os ganhos nas principais bolsas asiáticas. O destaque foi o Kospi, da Coreia do Sul, que avançou 6,63%, para 6.012,44 pontos.

O movimento ganhou força após os resultados da SK Hynix, fabricante de chips de memória utilizados em aplicações de inteligência artificial. O desempenho da companhia renovou o interesse pelo setor antes da divulgação dos balanços de grandes empresas norte-americanas.

No Japão, o Nikkei subiu 1,08%, para 63.954 pontos. Em Taiwan, o Taiex avançou 2,04%, enquanto Hong Kong e Xangai também encerraram a sessão no campo positivo.

Na China continental, o Shanghai Composite ganhou 0,91%, e o CSI300 avançou 0,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng fechou com alta de 0,23%.

Europa oscila com balanços e expectativa pelos juros americanos

As bolsas europeias apresentaram movimentos contidos durante a manhã, refletindo a avaliação de resultados corporativos e a cautela antes da decisão do banco central dos Estados Unidos.

Na primeira parte da sessão, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrava ligeira queda. O desempenho dos bancos contribuiu para movimentos distintos entre as ações, conforme os investidores comparavam os balanços com as expectativas do mercado.

O ambiente também era influenciado pela alta do petróleo e pelas incertezas geopolíticas, fatores que podem afetar a inflação e as perspectivas de juros.

Wall Street acompanha Fed e balanços das gigantes de tecnologia

Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve concentra as atenções. Os investidores esperam manutenção dos juros nesta reunião, mas buscam sinais sobre os próximos passos da política monetária.

Na abertura de Wall Street, um registro da Associated Press apontava ganhos moderados: S&P 500 em alta de 0,2%, Dow Jones com avanço de 0,1% e Nasdaq subindo 0,3%, às 9h35 de Nova York.

Além do Fed, os balanços de Microsoft e Alphabet estão entre os principais eventos acompanhados pelo mercado. Os resultados devem trazer novas informações sobre a demanda por inteligência artificial e o retorno dos investimentos em infraestrutura tecnológica.

Ibovespa segue pressionado após perdas nos últimos pregões

No Brasil, o cenário fiscal permanece no centro das avaliações. Investidores acompanham as sinalizações sobre a condução da política econômica, a trajetória da dívida pública e os compromissos com o resultado primário.

Na terça-feira (27), o Ibovespa caiu 0,51%, para 175.710,05 pontos, após oscilar entre 175.130,23 e 178.526,08 pontos. A baixa ocorreu depois da forte desvalorização registrada na segunda-feira, primeiro pregão após o segundo turno.

A continuidade das perdas na manhã desta quarta-feira mostra que o mercado ainda passa por um processo de ajuste das expectativas para os ativos brasileiros.

Dólar muda de direção durante a manhã

O dólar iniciou a sessão com leve alta, mas passou a recuar posteriormente. O movimento reforça a volatilidade observada desde o começo da semana.

A moeda norte-americana havia encerrado a terça-feira próxima de R$ 5,35. Nesta quarta-feira, além dos fatores domésticos, a cotação responde à expectativa pela decisão do Fed e ao comportamento do dólar no mercado internacional.

Petróleo e câmbio entram no radar do agronegócio

Para o agronegócio, a combinação entre juros internacionais, câmbio e petróleo merece atenção. O dólar influencia a conversão das receitas de exportação e os custos de insumos importados, enquanto os combustíveis afetam a produção e o transporte.

As oscilações financeiras também podem repercutir nas negociações de soja, milho, café, açúcar e outras commodities. O efeito sobre cada produto dependerá, contudo, das cotações internacionais, dos prêmios de exportação e das condições de oferta e demanda.

Nota de atualização: as cotações brasileiras das 10h30 foram preservadas do material enviado e não tiveram confirmação independente nesse mesmo horário. Os percentuais acumulados da semana foram omitidos porque os textos apresentam referências divergentes. Os dados internacionais foram conferidos em publicações do dia; cotações de horários diferentes não representam um painel simultâneo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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