Ibovespa cai e dólar chega a R$ 5,06 com tombo das bolsas asiáticas e temor sobre juros nos EUA
Kospi recua 7,57% e Nikkei perde 4,90%; inflação americana e queda das ações de tecnologia pressionam mercados nesta quinta-feira
Publicado em: 15/10/2026 às 11:05hs
O Ibovespa opera em queda e o dólar avança nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, em uma manhã de cautela nos mercados internacionais. A forte desvalorização das ações de tecnologia na Ásia e as preocupações com os juros dos Estados Unidos reduzem o apetite por risco.
Em atualização da manhã, a Bolsa brasileira registrava queda de 0,55%, aos 205.371 pontos, enquanto o dólar comercial subia cerca de 0,6%, próximo de R$ 5,06. Os investidores também acompanhavam indicadores do varejo e os desdobramentos da discussão sobre a jornada de trabalho no Brasil.
Panorama da manhã de 15 de outubro. As cotações são parciais e correspondem a momentos distintos dos mercados.
Ibovespa começa o dia pressionado após recuo na véspera
A abertura brasileira ocorre depois de uma sessão negativa na quarta-feira (14), quando o Ibovespa fechou aos 206.505,98 pontos, com baixa de 0,18%. O dólar encerrou aquele pregão em alta de 0,17%, a aproximadamente R$ 5,028. Esses números correspondem ao fechamento anterior, e não à abertura desta quinta-feira.
No cenário doméstico, a pesquisa eleitoral e a proposta de alteração da jornada de trabalho acrescentam volatilidade. As vendas do varejo, com crescimento de 0,1% em agosto, abaixo das expectativas, também entraram na avaliação dos investidores.
Bolsas asiáticas têm forte queda, com tecnologia no centro das perdas
A sessão asiática concentrou os movimentos mais intensos. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 7,57%, para 5.554,22 pontos, atingindo o menor fechamento em seis meses e completando sete pregões consecutivos de perdas.
Durante as negociações, a queda acionou uma interrupção temporária dos negócios, o chamado circuit breaker. As fabricantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix recuaram 9,5% e 11,1%, respectivamente.
No Japão, o Nikkei perdeu 4,90%, encerrando aos 64.425,95 pontos. O movimento acompanhou a pressão internacional sobre empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de tecnologia.
Na China, o índice de Xangai recuou cerca de 1,6%, enquanto Hong Kong e Taiwan também terminaram em baixa, conforme os dados reunidos nos textos-base.
Europa apresenta maior resistência, mas ações de tecnologia recuam
As bolsas europeias apresentaram desempenho mais moderado que o observado na Ásia, com oscilações entre os mercados e apoio de balanços corporativos.
Resultados de empresas como Ericsson e Pernod Ricard ajudaram a sustentar alguns segmentos. Ainda assim, fabricantes de semicondutores acompanharam a pressão global, mantendo o setor de tecnologia entre os principais focos de atenção.
Em uma das atualizações da sessão, o Stoxx 600 recuava 0,16%, aos 636,73 pontos, enquanto o setor europeu de tecnologia perdia 2,7%.
Estados Unidos: futuros indicam pressão sobre tecnologia
No mercado americano, o início da manhã foi marcado por desempenho desigual dos índices futuros. Um levantamento do pré-mercado apontava queda de 0,32% nos futuros do S&P 500 e alta de 0,23% nos futuros do Dow Jones.
Já os futuros do Nasdaq 100 recuavam cerca de 1,2%, sinalizando continuidade da pressão sobre empresas de tecnologia antes da abertura do mercado à vista. Esses contratos indicam expectativas dos investidores e não representam o resultado da sessão regular de Wall Street.
Inflação americana mantém juros no radar
O principal fator externo é a reação à inflação dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor, o CPI, avançou 0,6% em setembro e acumulou 3,7% em 12 meses, acima da expectativa de 3,6%.
A leitura reacendeu apostas em novo aperto monetário pelo Federal Reserve. A perspectiva de juros elevados aumenta a cautela com empresas de tecnologia e influencia o fluxo de recursos para mercados emergentes, como o Brasil.
Dólar e cenário externo exigem atenção do agronegócio
Para o agronegócio brasileiro, câmbio, juros e atividade econômica internacional permanecem entre os principais pontos de acompanhamento.
Como efeito econômico geral, a valorização do dólar pode favorecer a conversão das receitas de exportação para reais, mas também encarecer insumos importados. O impacto sobre as margens depende das condições comerciais, dos custos e das operações de proteção de cada empresa ou produtor.
Nesta quinta-feira, a combinação de volatilidade cambial, preocupação com os juros americanos e queda das ações globais mantém o ambiente de cautela na abertura dos mercados.
Fonte: Portal do Agronegócio
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