Grãos operam em ritmo misto em Chicago, com trigo e milho em alta e soja estável
Contratos futuros refletem ajustes após a forte valorização registrada desde agosto; trigo lidera os ganhos na Bolsa de Chicago nesta terça-feira
Publicado em: 08/09/2026 às 11:40hs
O mercado futuro de grãos iniciou esta terça-feira (8) com movimentos distintos na Bolsa de Chicago (CBOT). Enquanto trigo e milho avançavam nas primeiras horas de negociação, a soja apresentava estabilidade, após acumular expressiva valorização desde meados de agosto.
De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, por volta das 7h05, o trigo subia 2,42%, o milho avançava 0,47% e a soja registrava leve queda de 0,02%. O comportamento indica uma sessão marcada por ajustes técnicos e realização pontual de lucros depois da recente escalada das cotações.
Preço do trigo dispara em Chicago
O trigo soft red winter (SRW), com vencimento em dezembro de 2026, era negociado a 751,6 centavos de dólar por bushel, valorização de 17,6 centavos em relação ao fechamento anterior.
Ao longo da sessão, o contrato alcançou a máxima de 763 centavos por bushel, após abrir a 746,4 centavos. A mínima do período foi de 742,6 centavos, com volume negociado de aproximadamente 30,47 mil contratos.
A alta desta terça-feira reforça o movimento de recuperação do cereal. Desde agosto, o trigo saiu de níveis próximos de 650 centavos por bushel e chegou a superar a marca de 780 centavos no começo de setembro.
Depois de recuar a partir das máximas recentes, o contrato voltou a ganhar força, indicando que o mercado ainda encontra sustentação para os preços em Chicago.
Soja opera próxima da estabilidade
A soja para novembro de 2026 apresentava variação discreta no início do dia. O contrato era cotado a 1.309,4 centavos de dólar por bushel, com baixa de apenas 0,2 centavo.
A oleaginosa abriu a sessão a 1.315,2 centavos, atingiu máxima de 1.321,2 centavos e mínima de 1.307 centavos por bushel. O volume negociado chegava a 34,35 mil contratos.
Apesar da estabilidade observada nesta terça-feira, o mercado da soja ainda carrega uma valorização significativa. Em meados de agosto, os contratos eram negociados abaixo de 1.200 centavos por bushel, antes de iniciarem uma trajetória consistente de recuperação.
A pequena oscilação desta manhã sugere cautela dos investidores diante dos patamares elevados e da necessidade de novas informações capazes de definir uma direção mais clara para as cotações.
Milho mantém trajetória de valorização
Os contratos do milho para dezembro de 2026 também operavam em alta na Bolsa de Chicago. O cereal avançava 2,4 centavos, sendo negociado a 539,2 centavos de dólar por bushel.
Durante as primeiras negociações, a cotação variou entre 538 e 543,4 centavos por bushel, com volume de aproximadamente 41,64 mil contratos.
Assim como o trigo e a soja, o milho acumulou forte recuperação desde agosto. Naquele período, o contrato chegou a operar próximo de 460 centavos por bushel, antes de iniciar o movimento de alta que levou os preços para a faixa atual.
Mercado de grãos passa por ajustes após forte escalada
O desempenho misto dos grãos em Chicago ocorre após semanas de valorização nas principais commodities agrícolas. O avanço acumulado abriu espaço para ajustes técnicos e movimentos de realização de lucros, especialmente no mercado da soja.
Trigo e milho, entretanto, continuavam sustentados nesta manhã, com os investidores avaliando se a recuperação recente ainda encontra fundamentos para avançar ou se as cotações entrarão em uma fase de maior volatilidade.
Para o mercado brasileiro, as oscilações na CBOT permanecem relevantes na formação dos preços, embora o comportamento doméstico também dependa da taxa de câmbio, dos prêmios de exportação, da demanda internacional e das condições de oferta em cada região.
Fonte: Portal do Agronegócio
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