Colheita do algodão alcança 89,4% no Brasil e logística ganha prioridade em Mato Grosso
Tempo seco contribui para preservar a qualidade da pluma, mas aumento dos rolos nas lavouras exige agilidade no transporte até as algodoeiras
Publicado em: 08/09/2026 às 11:50hs
A colheita do algodão da safra 2025/26 atingiu 89,4% da área cultivada no Brasil e entrou na fase final nos principais estados produtores. Com a retirada da pluma avançando, a logística de transporte passa a ocupar o centro das atenções, especialmente em Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra.
De acordo com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as operações mato-grossenses estão concentradas nos talhões semeados mais tarde. O predomínio do tempo seco tem favorecido o ritmo dos trabalhos e ajudado a preservar as características qualitativas do algodão.
Acúmulo de rolos aumenta demanda por transporte em Mato Grosso
O avanço da colheita elevou a quantidade de rolos de algodão armazenados temporariamente nas propriedades. Diante desse cenário, os produtores intensificam o escoamento da produção até as unidades de beneficiamento.
A prioridade neste momento é reduzir o tempo de permanência do produto no campo e organizar o fluxo de caminhões até as algodoeiras. A medida ajuda a evitar gargalos operacionais e permite que o beneficiamento acompanhe o ritmo das máquinas nas lavouras.
A eficiência logística torna-se ainda mais importante nesta etapa da safra, quando grandes volumes precisam ser transportados em um intervalo relativamente curto. Além da disponibilidade de veículos, o setor acompanha as condições das estradas e a capacidade de recebimento das unidades processadoras.
Tempo seco favorece qualidade da pluma
As condições climáticas registradas em Mato Grosso continuam contribuindo para a conservação da qualidade da fibra. A ausência de chuvas durante a colheita reduz a exposição do algodão à umidade e diminui riscos de perdas qualitativas antes do beneficiamento.
Mesmo com o cenário favorável no campo, o acúmulo de rolos exige planejamento para que o produto seja encaminhado rapidamente às algodoeiras. Assim, a operação deixa de estar concentrada apenas na retirada da lavoura e passa a depender cada vez mais da integração entre colheita, transporte e processamento.
Colheita do algodão avança nos principais estados produtores
Na Bahia, segunda maior produtora nacional, a colheita chegou a 76% da área semeada. Os trabalhos seguem em andamento, com atenção às condições climáticas e ao desempenho das lavouras mais tardias.
Mato Grosso do Sul apresenta uma das etapas mais avançadas do país, com 98% da área já colhida. As chuvas registradas no início da semana, entretanto, provocaram interrupções temporárias nas operações.
Em Goiás, a colheita ganhou velocidade e se aproxima da conclusão. Os produtores também trabalham para retirar os fardos das propriedades e reduzir a exposição do algodão às variações do clima.
Minas Gerais alcançou 81% da área colhida. Segundo a Conab, o avanço ocorre dentro da normalidade esperada para o período.
Reta final da safra amplia atenção aos gargalos logísticos
Com quase 90% da área nacional já colhida, o setor entra em uma etapa decisiva para assegurar a qualidade da pluma e manter a eficiência do beneficiamento. O desafio agora é compatibilizar o ritmo de retirada do algodão das lavouras com a capacidade de transporte e de processamento.
Em Mato Grosso, onde está concentrada a maior parcela da produção brasileira, o desempenho logístico será determinante para evitar atrasos e preservar o valor comercial da fibra até sua chegada às algodoeiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias