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Mercado Financeiro

Dólar sobe perto de R$ 5,50 após feriado; Copom e eleições nos EUA pressionam mercado

Moeda americana chegou a superar R$ 5,51 na abertura desta terça-feira; Ibovespa recua com investidores atentos aos juros e às perspectivas para a política econômica brasileira


Publicado em: 03/11/2026 às 11:00hs

Dólar sobe perto de R$ 5,50 após feriado; Copom e eleições nos EUA pressionam mercado
Foto: Freepik

O dólar iniciou novembro em alta frente ao real, em uma sessão marcada pelo retorno do feriado de Finados, pelas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e pela expectativa com a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para quarta-feira (4).

Após superar R$ 5,51 nos primeiros negócios, a moeda americana reduziu parte do avanço. Às 10h22 desta terça-feira (3), no horário de Brasília, era negociada a aproximadamente R$ 5,483, alta de 0,71%. No mesmo horário, o Ibovespa caía 1,45%, aos 165.488 pontos, segundo acompanhamento do UOL.

No Brasil, os investidores também monitoram as sinalizações sobre a composição da equipe econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as medidas para a condução das contas públicas.

Dólar mantém valorização após forte alta na semana anterior

A abertura foi marcada por oscilações. Perto das 9h, o dólar chegou a R$ 5,5126, com avanço de 1,21%. Às 9h18, a cotação estava em R$ 5,4923, alta de 0,85%.

Nesse segundo registro, o dólar futuro para dezembro avançava 0,93%, para R$ 5,5220. O contrato futuro tem referência e vencimento próprios e não deve ser confundido com a cotação da moeda no mercado à vista.

Na sexta-feira (30), última sessão antes do feriado, o dólar havia encerrado próximo de R$ 5,44, acumulando valorização de aproximadamente 9% na semana e de 5,2% em outubro. Esses percentuais correspondem ao período anterior e não incluem o movimento desta terça-feira.

Decisão do Copom concentra atenção no Brasil

A reunião do Copom é um dos principais eventos da semana. Os participantes do mercado acompanham tanto a definição da taxa Selic quanto a comunicação do Banco Central sobre inflação, atividade econômica e riscos para os próximos meses.

O cenário fiscal também permanece no centro das avaliações. A expectativa sobre a política econômica do novo mandato influencia a percepção de risco e o comportamento do câmbio e dos juros.

Nesse ambiente, declarações oficiais e anúncios sobre a equipe econômica podem provocar ajustes nas posições dos investidores ao longo do pregão.

Eleições nos Estados Unidos ampliam cautela

No exterior, as eleições de meio de mandato americanas, conhecidas como midterms, mobilizam os mercados nesta terça-feira.

A votação definirá a composição do Congresso e poderá alterar as condições políticas para a aprovação de medidas econômicas nos Estados Unidos. Os investidores também acompanham os dados do mercado de trabalho americano, importantes para avaliar a atividade e as perspectivas de juros.

A combinação entre agenda eleitoral e indicadores econômicos pode aumentar a volatilidade das moedas e influenciar os fluxos de capital para países emergentes.

Ibovespa começa novembro sob pressão

A bolsa brasileira iniciou o mês em queda depois de encerrar outubro com cinco sessões consecutivas de perdas.

Na sexta-feira, o Ibovespa recuou 0,75%, para aproximadamente 167.922 pontos. A perda acumulada na semana chegou a 18,12%, evidenciando a intensidade dos ajustes nos ativos brasileiros.

O desempenho negativo na abertura desta terça-feira mantém a atenção sobre a capacidade de recuperação do mercado, diante das incertezas domésticas e da movimentação das bolsas internacionais.

Câmbio afeta receitas e custos do agronegócio

Para o agronegócio, a valorização do dólar pode favorecer a conversão das receitas de exportação em reais. O efeito sobre os preços recebidos, porém, depende também das cotações internacionais, dos prêmios e das condições dos contratos.

Ao mesmo tempo, a moeda mais cara pressiona os custos de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros itens importados. A trajetória dos juros também influencia o crédito para custeio e investimento.

Por isso, as oscilações do câmbio e os próximos sinais da política monetária permanecem relevantes para o planejamento financeiro e comercial dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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