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Café sobe em Nova York e arábica se aproxima de 300 cents; robusta avança em Londres

Contrato dezembro/26 do arábica chega a 296,35 cents por libra-peso na manhã desta terça-feira (3); estoques certificados, oferta e clima seguem no radar


Publicado em: 03/11/2026 às 11:40hs

Café sobe em Nova York e arábica se aproxima de 300 cents; robusta avança em Londres
Foto: IMA

Os preços futuros do café avançavam nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (3), dando continuidade à recuperação iniciada no primeiro pregão de novembro. O arábica liderava os ganhos em Nova York, com o vencimento dezembro/26 novamente próximo de 300 cents por libra-peso. Em Londres, o robusta apresentava valorização mais discreta.

O movimento ocorre após as duas variedades encerrarem a segunda-feira (2) com altas superiores a 1%. Os operadores acompanham a disponibilidade de café certificado, as perspectivas para as próximas safras e as condições climáticas nas principais regiões produtoras.

Arábica ganha força e se aproxima de 300 cents em Nova York

Por volta das 4h12, no horário de Chicago, o contrato dezembro/26 do café arábica era negociado a 296,35 cents por libra-peso, avanço de 4,25 cents sobre o fechamento anterior, equivalente a aproximadamente 1,45%.

Os demais vencimentos também registravam valorização:

  • Março/27: 283,90 cents por libra-peso, alta de 3,35 cents;
  • Maio/27: 280,25 cents por libra-peso, ganho de 3,75 cents;
  • Julho/27: 277,40 cents por libra-peso, avanço de 3,90 cents.

A recuperação aproxima o primeiro vencimento informado do patamar de 300 cents por libra-peso, referência psicológica acompanhada pelos participantes do mercado.

Na segunda-feira, o dezembro/26 havia encerrado o pregão a 292,10 cents por libra-peso.

Robusta acompanha valorização, com ganhos menores em Londres

Na Bolsa de Londres, os contratos do café robusta também operavam em alta, mas com variações inferiores às observadas no arábica.

O vencimento janeiro/27 era cotado a US$ 3.244 por tonelada, acréscimo de US$ 3 em relação ao encerramento anterior. O março/27 avançava US$ 4, para US$ 3.231 por tonelada, enquanto o maio/27 ganhava US$ 4, negociado a US$ 3.226.

No pregão de segunda-feira, o janeiro/27 havia fechado a US$ 3.241 por tonelada. As cotações da manhã indicavam, portanto, continuidade da recuperação, embora em ritmo moderado.

Estoques certificados e próximas safras orientam o mercado

A disponibilidade restrita de estoques certificados da ICE permanece entre os fatores de sustentação dos preços, especialmente para o arábica. Esses volumes são acompanhados como referência da oferta disponível para entrega nos contratos da bolsa.

Ao mesmo tempo, os investidores avaliam as perspectivas de produção em países como Brasil e Vietnã. O desenvolvimento das lavouras, o ritmo dos embarques e a possibilidade de recomposição dos estoques globais ajudam a orientar as expectativas para os próximos meses.

Nas regiões cafeeiras brasileiras, as condições climáticas seguem relevantes para a avaliação do potencial das próximas safras.

Dólar e mercado físico influenciam negócios no Brasil

A valorização nas bolsas melhora as referências internacionais utilizadas na comercialização do café brasileiro. O efeito sobre os preços recebidos pelo produtor, entretanto, também depende do câmbio e das condições de negociação no mercado doméstico.

Assim, além da continuidade da reação em Nova York e Londres, os agentes acompanham o comportamento do dólar, a demanda dos compradores e a disponibilidade de lotes no mercado físico.

Fonte: Portal do Agronegócio

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