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Mercado Financeiro

Dólar sobe na abertura e mercado financeiro monitora juros, balanços, tarifas e tensões globais

Moeda norte-americana inicia a última sessão de julho em alta, enquanto investidores acompanham resultados corporativos, decisões de política monetária, formação da PTAX, cenário geopolítico e impactos das tarifas comerciais sobre o Brasil


Publicado em: 31/07/2026 às 11:00hs

Dólar sobe na abertura e mercado financeiro monitora juros, balanços, tarifas e tensões globais

O dólar comercial iniciou esta sexta-feira (31), última sessão de julho, em alta frente ao real, refletindo um ambiente de maior cautela nos mercados internacionais. Após encerrar o pregão anterior em queda de 0,92%, cotado a R$ 5,0608, a moeda voltou a ganhar força nas primeiras negociações desta manhã, sendo negociada próxima de R$ 5,07, acompanhando o movimento de valorização global do dólar e o ajuste de posições típico do fechamento de mês.

Enquanto isso, o mercado acionário brasileiro inicia o dia sustentado pelo forte desempenho da véspera, quando o Ibovespa avançou 1,88%, encerrando aos 177.150 pontos, impulsionado principalmente pelo fluxo estrangeiro, pela expectativa de manutenção do apetite por ativos de risco e pela temporada de balanços corporativos.

Mercado acompanha juros, dados econômicos e balanços

Os investidores permanecem atentos às sinalizações do Federal Reserve (Fed) e aos próximos indicadores da economia norte-americana, que continuam sendo determinantes para o comportamento dos mercados globais.

Além das decisões de política monetária, os resultados trimestrais das grandes empresas nos Estados Unidos seguem influenciando o humor dos investidores. Balanços acima das expectativas reforçam o cenário de maior confiança nos mercados, enquanto números mais fracos podem ampliar a volatilidade ao longo do pregão.

No Brasil, também permanecem no radar os indicadores fiscais, as expectativas para a trajetória da Selic e os desdobramentos da política econômica, fatores que influenciam diretamente o fluxo de capital estrangeiro.

Formação da PTAX aumenta volatilidade

Por ser o último dia útil do mês, o mercado também acompanha a formação da taxa PTAX, referência utilizada para liquidação de contratos cambiais.

Tradicionalmente, esse processo aumenta o volume de negociações e pode provocar movimentos mais intensos tanto no dólar quanto nos contratos futuros, elevando a volatilidade durante o pregão.

Geopolítica continua pressionando os mercados

Outro fator de atenção permanece sendo o cenário internacional.

As tensões no Oriente Médio continuam elevando a percepção de risco global. Os impactos sobre importantes rotas marítimas de comércio e energia mantêm investidores cautelosos, sustentando preços mais elevados do petróleo e reforçando preocupações com a inflação mundial.

A valorização do petróleo amplia os custos de transporte e produção em diversos setores da economia, aumentando as incertezas sobre o ritmo de cortes de juros nas principais economias do mundo.

Tarifas dos Estados Unidos também pesam sobre o câmbio

O mercado segue repercutindo a entrada em vigor das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A medida aumenta a pressão sobre o comércio bilateral e adiciona um componente de risco para o fluxo cambial, especialmente em setores exportadores. Analistas avaliam que qualquer deterioração adicional nas relações comerciais poderá aumentar a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo o dólar.

Como está o mercado nesta manhã

Na abertura desta sexta-feira, o ambiente internacional apresenta viés misto. Os investidores acompanham simultaneamente:

  • temporada de balanços corporativos;
  • expectativa sobre novos indicadores econômicos nos Estados Unidos;
  • oscilações dos preços do petróleo;
  • cenário geopolítico no Oriente Médio;
  • formação da PTAX de fim de mês;
  • repercussão das tarifas comerciais envolvendo o Brasil.

Esse conjunto de fatores mantém o mercado financeiro em compasso de espera e tende a provocar oscilações ao longo do pregão.

Desempenho dos mercados
  • Dólar
    • Cotação na abertura: próximo de R$ 5,07;
    • Acumulado da semana: -0,40%;
    • Acumulado de julho: -1,98%;
    • Acumulado de 2026: -7,80%.
  • Ibovespa
    • Fechamento anterior: 177.150 pontos;
    • Acumulado da semana: +1,78%;
    • Acumulado de julho: +2,98%;
    • Acumulado de 2026: +9,94%.
Perspectivas

Analistas avaliam que o comportamento do dólar continuará sendo determinado pela combinação entre política monetária, desempenho da economia norte-americana, fluxo de investidores estrangeiros, cenário fiscal brasileiro e evolução das tensões geopolíticas.

Caso o ambiente internacional permaneça favorável ao risco, o real pode continuar entre as moedas de melhor desempenho do ano. Por outro lado, qualquer agravamento das tensões externas, alta adicional do petróleo ou novas medidas comerciais entre Brasil e Estados Unidos poderá impulsionar uma valorização mais intensa da moeda norte-americana nas próximas sessões.

Fonte: Portal do Agronegócio

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