Dólar sobe acima de R$ 5,13 com novas tarifas de Trump e pressão externa; Ibovespa recua em dia de cautela nos mercados
Moeda norte-americana avança diante da escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e parceiros internacionais, enquanto investidores acompanham indicadores econômicos e mantêm postura defensiva. Bolsa brasileira opera em queda, refletindo o aumento da aversão ao risco global
Publicado em: 17/07/2026 às 11:03hs
O mercado financeiro brasileiro iniciou esta sexta-feira (17) sob forte influência do cenário internacional. O dólar comercial voltou a ganhar força frente ao real, superando a marca de R$ 5,13, enquanto o Ibovespa opera no campo negativo, pressionado pelo aumento da cautela dos investidores após a nova rodada de tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela expectativa em torno de indicadores econômicos relevantes divulgados no Brasil e no exterior.
Por volta das 10h20, a moeda norte-americana registrava alta de 0,65%, negociada a R$ 5,1313. Já o principal índice da B3 recuava 0,20%, aos 173.474 pontos, refletindo um movimento de realização de lucros e busca por ativos considerados mais seguros diante das incertezas internacionais.
Na sessão anterior, o dólar havia encerrado o dia cotado a R$ 5,0983, com avanço de 0,40%, enquanto o Ibovespa fechou em queda de 1,28%, aos 173.753 pontos, ampliando a volatilidade observada ao longo da semana.
Mercado acompanha impacto das tarifas dos EUA
A principal preocupação dos investidores continua sendo os efeitos econômicos das novas medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. O endurecimento da política tarifária norte-americana aumenta o receio de desaceleração do comércio internacional, pressiona moedas de países emergentes e fortalece o dólar no mercado global.
Além do cenário geopolítico, operadores acompanham atentamente novos indicadores econômicos que podem alterar as expectativas sobre juros tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, fator que influencia diretamente o fluxo de capital para mercados emergentes.
Dólar mantém desempenho positivo no pregão
Apesar da alta desta sexta-feira, a moeda norte-americana ainda apresenta desempenho acumulado favorável ao real em horizontes mais amplos.
Desempenho do dólar:
- Cotação parcial: R$ 5,1313
- Variação no dia: +0,65%
- Acumulado da semana: -0,20%
- Acumulado de julho: -1,25%
- Acumulado de 2026: -7,11%
A valorização do real ao longo do ano continua sendo sustentada pela entrada de capital estrangeiro, diferencial de juros e pelo bom desempenho das exportações brasileiras, embora episódios de maior aversão ao risco provoquem movimentos pontuais de alta da moeda norte-americana.
Ibovespa recua com realização de lucros
A Bolsa brasileira também opera pressionada, refletindo o ambiente externo menos favorável.
Desempenho do Ibovespa:
- Pontuação parcial: 173.474 pontos
- Variação no dia: -0,20%
- Acumulado da semana: -1,04%
- Acumulado do mês: +2,32%
- Acumulado de 2026: +9,24%
Analistas observam que investidores seguem ajustando posições após a sequência de máximas históricas do índice, enquanto aguardam maior definição sobre o cenário econômico internacional e os próximos passos da política monetária norte-americana.
Agro acompanha dólar e cenário externo
Para o agronegócio brasileiro, a recuperação do dólar tende a melhorar a competitividade das exportações de commodities como soja, milho, café, algodão, carnes e açúcar. Entretanto, uma valorização mais intensa da moeda norte-americana também pode elevar os custos de insumos importados, como fertilizantes, defensivos agrícolas e equipamentos.
O comportamento do câmbio continuará sendo um dos principais fatores acompanhados pelo setor nas próximas semanas, especialmente diante das negociações comerciais envolvendo os Estados Unidos e das expectativas para os juros globais, que seguem influenciando o fluxo de capitais e a formação dos preços das commodities internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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