Dólar sobe a R$ 5,14 com prévia da inflação, dívida pública e dados dos EUA no radar
Mercado financeiro acompanha o IPCA-15 de agosto e os números da dívida pública brasileira, enquanto indicadores norte-americanos podem influenciar as expectativas para os juros nos Estados Unidos
Publicado em: 26/08/2026 às 11:10hs
O dólar iniciou as negociações desta quarta-feira (26) em leve alta no mercado brasileiro, em uma sessão marcada pela divulgação de indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos. Investidores avaliam principalmente a prévia da inflação de agosto, os dados da dívida pública federal e os sinais sobre o desempenho da economia norte-americana.
Na abertura, a moeda norte-americana avançava 0,10%, cotada a R$ 5,1450. O movimento ocorre após o dólar encerrar a sessão anterior em queda de 0,25%, negociado a R$ 5,1399.
Prévia da inflação brasileira influencia o dólar
No cenário doméstico, as atenções estão concentradas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia oficial da inflação brasileira. O resultado pode alterar as projeções do mercado para a trajetória da taxa Selic e, consequentemente, influenciar o comportamento do câmbio.
Uma inflação acima do esperado tende a reforçar a necessidade de uma política monetária mais restritiva. Por outro lado, uma leitura mais moderada pode ampliar as apostas em novos cortes nos juros, dependendo da avaliação do Banco Central sobre a atividade econômica, o câmbio e as expectativas inflacionárias.
Para o agronegócio, as oscilações do dólar têm impacto direto sobre a competitividade das exportações, os preços internos das commodities e os custos de insumos importados, como fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e componentes.
Dívida pública também entra no radar do mercado
Os investidores acompanham ainda a divulgação dos dados da dívida pública federal. O indicador é observado com atenção porque ajuda a medir as condições de financiamento do governo, o custo dos títulos públicos e a percepção de risco fiscal do país.
Mudanças nas expectativas para as contas públicas podem provocar ajustes nos juros futuros, no dólar e na Bolsa de Valores. Uma piora na percepção fiscal tende a aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros, enquanto sinais de maior controle das despesas podem favorecer a entrada de capital estrangeiro.
Indicadores dos Estados Unidos podem movimentar o câmbio
No ambiente externo, o mercado aguarda novos dados da economia dos Estados Unidos. Os números podem influenciar as projeções para a política monetária do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
Indicadores mais fortes podem sustentar juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, aumentando a atratividade dos títulos norte-americanos e fortalecendo o dólar no mercado internacional. Dados mais fracos, por sua vez, podem reforçar expectativas de flexibilização monetária e beneficiar moedas de países emergentes, como o real.
Dólar acumula alta no mês, mas recua em 2026
Apesar do avanço registrado na abertura desta quarta-feira, o dólar ainda apresenta queda de 0,09% na semana e desvalorização de 6,35% no acumulado de 2026. No mês, entretanto, a moeda norte-americana registra valorização de 1,39%.
O comportamento do câmbio continua condicionado às perspectivas para os juros no Brasil e nos Estados Unidos, ao cenário fiscal doméstico e ao fluxo de recursos estrangeiros.
Ibovespa avança e supera 174 mil pontos
Na sessão anterior, o Ibovespa avançou 1,55% e encerrou o pregão aos 174.577 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira acumula valorização de 2,07% na semana e alta de 8,35% no ano.
Mesmo com o desempenho positivo em 2026, o indicador ainda registra queda de 1,92% em agosto. Nesta quarta-feira, as negociações na B3 começam às 10h, com o mercado atento aos dados econômicos, ao comportamento das bolsas internacionais e às oscilações das commodities.
Fonte: Portal do Agronegócio
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