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Mercado Financeiro

Dólar sobe a R$ 5,06 e Ibovespa cai com pesquisas eleitorais e inflação dos EUA no radar

Moeda americana avançava cerca de 0,6% por volta das 10h desta quinta-feira (15); Bolsa recuava 0,55%, enquanto investidores avaliavam dados do varejo e mudanças na jornada de trabalho.


Publicado em: 15/10/2026 às 11:08hs

Dólar sobe a R$ 5,06 e Ibovespa cai com pesquisas eleitorais e inflação dos EUA no radar

O dólar mantém alta frente ao real na manhã desta quinta-feira (15), enquanto o Ibovespa iniciou o pregão em queda. Por volta das 10h, no horário de Brasília, a moeda americana era negociada a R$ 5,06, com avanço de aproximadamente 0,6%. Às 10h05, o principal índice da B3 recuava 0,55%, aos 205.371 pontos, segundo acompanhamento do UOL. São cotações parciais da sessão.

A abertura concentra a reação dos investidores às pesquisas eleitorais, à inflação americana e aos indicadores de atividade. No cenário doméstico, o mercado também avalia possíveis efeitos da proposta de redução da jornada de trabalho sobre os custos das empresas.

Dólar amplia ganhos após fechamento a R$ 5,0283

Na quarta-feira (14), o dólar encerrou a sessão com valorização de 0,17%, a R$ 5,0283. O Ibovespa caiu 0,18%, aos 206.506 pontos.

Nos primeiros negócios desta quinta-feira, perto das 9h, a moeda chegou a registrar alta de 0,62%, cotada a R$ 5,0595. A referência próxima das 10h mostra a manutenção desse movimento.

Até o fechamento da véspera, o dólar acumulava alta de 0,88% na semana, mas ainda apresentava queda de 2,82% em outubro e de 8,39% no ano. Esses percentuais não incluem as oscilações desta quinta-feira.

Pesquisa Quaest mostra disputa presidencial apertada

Os investidores repercutem a pesquisa Quaest divulgada na véspera, que apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44%.

O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Votos em branco ou nulos somaram 9%, e os indecisos representaram 1%. Folha

A disputa mantém o cenário político entre os fatores de volatilidade dos ativos brasileiros. As expectativas sobre política fiscal, gastos públicos e condução econômica seguem influenciando o posicionamento dos agentes financeiros.

Inflação dos EUA mantém atenção sobre os juros

No exterior, o mercado continua avaliando os dados de inflação americana divulgados na quarta-feira. O índice de preços ao consumidor, o CPI, subiu 0,6% em setembro e acumulou 3,7% em 12 meses.

Embora a variação mensal tenha ficado em linha com a expectativa dos economistas consultados pela Reuters, o resultado anual superou a projeção de 3,6%. O núcleo, que exclui alimentos e energia, também veio acima das estimativas. 

Os números reforçam a atenção aos próximos passos do Federal Reserve. Nesta quinta-feira, o índice de preços ao produtor americano, o PPI, também integra a agenda de acompanhamento da inflação.

Varejo brasileiro cresce menos que o esperado

No Brasil, as vendas do comércio varejista avançaram 0,1% em agosto frente a julho, abaixo da expectativa de alta de 0,7% dos economistas consultados pela Reuters. Na comparação com agosto de 2025, houve crescimento de 0,4%, também inferior à projeção, de 1,45%. 

O desempenho acrescenta sinais de moderação da atividade às avaliações sobre consumo, resultados empresariais e juros.

O mercado também repercute a aprovação, no Senado, da proposta de mudança na jornada de trabalho. Investidores analisam como a reorganização das escalas e eventuais ganhos de produtividade poderão afetar despesas e margens em diferentes setores.

Câmbio influencia receitas e custos do agronegócio

Para o agronegócio, a alta do dólar pode elevar a conversão em reais das receitas de exportação, dependendo dos contratos e do momento de comercialização.

Por outro lado, a valorização da moeda americana pode pressionar o custo de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros itens importados. O efeito sobre a margem do produtor depende da combinação entre câmbio, preços internacionais e condições de compra e venda.

Fonte: Portal do Agronegócio

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