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Mercado Financeiro

Dólar recua para perto de R$ 5,10 e mercado acompanha payroll dos EUA; Ibovespa inicia sessão em alta

Moeda americana opera em queda nesta sexta-feira (7), enquanto investidores aguardam os dados oficiais do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem definir os próximos passos dos juros americanos e influenciar o câmbio, a Bolsa e as commodities


Publicado em: 07/08/2026 às 11:00hs

Dólar recua para perto de R$ 5,10 e mercado acompanha payroll dos EUA; Ibovespa inicia sessão em alta

O dólar comercial abriu esta sexta-feira (7) em queda frente ao real, refletindo a expectativa dos investidores pela divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos (Payroll), um dos indicadores econômicos mais relevantes do mundo. Por volta das 9h, a moeda norte-americana recuava cerca de 0,18%, sendo negociada próxima de R$ 5,10, após encerrar o pregão anterior cotada a R$ 5,1281.

No mercado acionário, o Ibovespa iniciou o dia em recuperação, acompanhando o movimento dos mercados internacionais, enquanto os investidores ajustam posições antes da divulgação dos indicadores americanos, que podem alterar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve (Fed).

Mercado financeiro concentra atenções no payroll dos Estados Unidos

O principal fator de volatilidade desta sexta-feira é o relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como Payroll, que mede a criação de vagas no setor não agrícola da maior economia do mundo.

O resultado é acompanhado de perto porque influencia diretamente as expectativas para os próximos movimentos do Federal Reserve. Um mercado de trabalho mais aquecido tende a fortalecer o dólar globalmente, ao reduzir as chances de cortes de juros. Já números mais fracos costumam favorecer moedas emergentes, como o real, além de impulsionar ativos de risco.

Além do payroll, investidores acompanham dados sobre salários médios e taxa de desemprego, indicadores considerados essenciais para avaliar a trajetória da inflação americana.

Dólar hoje: moeda reduz ganhos da semana

Após vários pregões de valorização, o dólar apresenta realização de lucros nesta manhã.

Até o momento, os indicadores acumulados mostram:

  • Cotação na abertura: cerca de R$ 5,10
  • Fechamento anterior: R$ 5,1281
  • Acumulado da semana: +1,15%
  • Acumulado de agosto: +1,15%
  • Acumulado de 2026: -6,57%

Mesmo com a recuperação recente, a moeda americana continua apresentando desvalorização frente ao real no acumulado do ano, reflexo da melhora dos fundamentos fiscais brasileiros, do diferencial de juros e do fluxo de capital estrangeiro.

Ibovespa busca recuperação

Depois de encerrar o pregão anterior em leve baixa, o Ibovespa iniciou a sessão desta sexta-feira em terreno positivo, acompanhando o comportamento das bolsas internacionais antes da divulgação dos dados americanos.

Os números acumulados do índice são:

  • Semana: -0,15%
  • Agosto: -0,15%
  • 2026: +10,30%

Investidores seguem monitorando especialmente ações ligadas ao setor financeiro, commodities, mineração, petróleo e exportadoras, que costumam responder rapidamente às oscilações do câmbio.

Agronegócio acompanha impacto do câmbio

Para o agronegócio brasileiro, a movimentação do dólar continua sendo um dos principais fatores de formação de preços.

Uma moeda americana mais fraca tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, principalmente de soja, milho, café, açúcar, carnes e celulose. Em contrapartida, favorece a redução dos custos de importação de fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e outros insumos dolarizados.

Caso o payroll surpreenda positivamente, o mercado poderá registrar aumento da volatilidade nas próximas horas, com reflexos imediatos sobre o câmbio, as commodities negociadas em Chicago e Nova York e os contratos futuros negociados na B3.

Perspectivas para o mercado

Analistas avaliam que o comportamento do dólar ao longo do dia dependerá principalmente da leitura que o mercado fará dos números do emprego americano. Caso os dados indiquem desaceleração da economia dos EUA, aumentam as apostas em flexibilização monetária pelo Fed, cenário que tende a favorecer moedas emergentes e ativos brasileiros. Por outro lado, um mercado de trabalho mais forte pode fortalecer o dólar globalmente e elevar a volatilidade nas bolsas e nas commodities.

Fonte: Portal do Agronegócio

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