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Mercado Financeiro

Dólar recua levemente antes de dados de emprego no Brasil e sinalizações do Fed

Moeda norte-americana opera próxima de R$ 5,16, enquanto investidores acompanham o mercado de trabalho brasileiro, a política monetária dos Estados Unidos e as tensões no Estreito de Ormuz


Publicado em: 28/08/2026 às 11:10hs

Dólar recua levemente antes de dados de emprego no Brasil e sinalizações do Fed

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (28) em leve baixa diante do real, com os investidores à espera de novos indicadores sobre o mercado de trabalho brasileiro e de sinalizações do Federal Reserve (Fed) sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.

Por volta das 9h25, a moeda norte-americana recuava 0,05%, negociada próxima de R$ 5,16. Na sessão anterior, o dólar havia avançado 0,21%, encerrando cotado a R$ 5,1620.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, tem abertura prevista para as 10h. Na quinta-feira (27), o indicador avançou 0,31%, aos 175.135 pontos.

Dados de emprego movimentam o mercado brasileiro

A agenda doméstica concentra as atenções em novos números do mercado de trabalho. Os indicadores podem oferecer sinais sobre o ritmo da atividade econômica, o comportamento da renda e a trajetória da inflação no país.

Um mercado de trabalho aquecido tende a sustentar o consumo, mas também pode aumentar a cautela do Banco Central na condução dos juros. Esse equilíbrio influencia diretamente as expectativas para a Selic e, consequentemente, o comportamento do dólar e dos ativos negociados na B3.

Para o agronegócio, a oscilação cambial afeta diferentes segmentos. A valorização do dólar pode favorecer as receitas dos exportadores de soja, milho, café, açúcar, carnes e celulose, mas também eleva os custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis, máquinas e outros insumos importados.

Discurso do Fed pode definir direção do dólar

No exterior, os investidores acompanham novas declarações de integrantes do Federal Reserve. O mercado procura indicações sobre a trajetória dos juros norte-americanos, especialmente diante dos sinais de moderação da inflação e das dúvidas sobre o ritmo da economia dos Estados Unidos.

A manutenção de juros elevados por mais tempo tende a fortalecer o dólar no mercado internacional e reduzir o fluxo de recursos para países emergentes. Por outro lado, perspectivas de flexibilização monetária podem favorecer moedas como o real e ampliar o interesse por ativos brasileiros.

Petróleo e Estreito de Ormuz permanecem no radar

As cotações do petróleo também são monitoradas diante das incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.

Eventuais restrições à navegação podem pressionar os preços internacionais do petróleo, com reflexos sobre combustíveis, transporte, fretes e custos de produção. No agronegócio, movimentos mais intensos do barril podem atingir especialmente as despesas com diesel e logística das safras.

Dólar acumula alta na semana e no mês

Apesar da leve baixa registrada no início desta sexta-feira, a moeda norte-americana ainda apresenta valorização nos períodos mais recentes:

  • Semana: alta de 0,34%;
  • Agosto: avanço de 1,82%;
  • Ano: queda acumulada de 5,95%.

O comportamento mostra uma recuperação parcial do dólar no curto prazo, embora a divisa permaneça desvalorizada no acumulado de 2026.

Ibovespa avança na semana e no ano

A Bolsa brasileira chega à última sessão da semana apoiada pelos ganhos recentes. O Ibovespa acumula:

  • Semana: alta de 2,40%;
  • Agosto: queda de 1,61%;
  • Ano: valorização de 8,70%.

O desempenho dos mercados nesta sexta-feira deverá depender da leitura dos indicadores brasileiros, das sinalizações do Fed e da evolução das tensões geopolíticas. Para o agronegócio, o dólar próximo de R$ 5,16 permanece como referência importante para exportações, custos de produção e decisões de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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