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Mercado Financeiro

Dólar perde força após abertura em alta e Ibovespa supera 209 mil pontos

Moeda americana oscila perto de R$ 5,02 nesta quarta-feira; pesquisas eleitorais, balanços corporativos e petróleo orientam os investidores.


Publicado em: 21/10/2026 às 11:05hs

Dólar perde força após abertura em alta e Ibovespa supera 209 mil pontos

O dólar devolveu a alta registrada na abertura desta quarta-feira (21) e passou a oscilar próximo da estabilidade, enquanto o Ibovespa avançou nos primeiros negócios e superou os 209 mil pontos. O mercado acompanha novas pesquisas eleitorais, resultados empresariais e o comportamento do petróleo no exterior.

Na atualização consultada, publicada às 10h08, no horário de Brasília, o dólar comercial era indicado a R$ 5,019 na venda, com leve queda de 0,01%. O Ibovespa subia 0,39%, aos 209.114 pontos, após a abertura. São cotações parciais, que não representam o fechamento da sessão.

Dólar devolve avanço dos primeiros negócios

A moeda americana começou o dia em valorização. Perto das 9h, o dólar avançava 0,17%, para R$ 5,0271, mas perdeu força ao longo da primeira hora de negociações.

O movimento ocorre depois da queda de 0,58% na terça-feira (20), quando a divisa encerrou cotada a R$ 5,0188.

Até aquele fechamento, o dólar acumulava desvalorização de 1,06% na semana, 3,01% em outubro e 8,56% em 2026. Esses percentuais não incorporam as oscilações desta quarta-feira.

Pesquisas eleitorais concentram atenção no Brasil

A proximidade do segundo turno presidencial mantém o noticiário político entre os principais fatores acompanhados pelos investidores.

A agenda desta quarta-feira inclui a pesquisa Quaest sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Novos levantamentos podem provocar ajustes nas posições de câmbio, ações e juros, conforme o mercado reavalia as perspectivas para o próximo governo.

Na divulgação anterior da Quaest, de 14 de outubro, Flávio tinha 46% das intenções de voto e Lula, 44%, em empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Esses números se referem à rodada anterior.

Além das intenções de voto, investidores observam propostas para as contas públicas, controle do endividamento e condução da política econômica.

Ibovespa avança após valorização de 1,57% na véspera

A Bolsa brasileira iniciou a quarta-feira em alta, dando continuidade ao movimento positivo da sessão anterior.

Na terça-feira, o Ibovespa subiu 1,57%, aos 208.296 pontos. Nesta manhã, a temporada de balanços também participa da formação dos preços, com investidores avaliando lucros, receitas e perspectivas das companhias.

Entre os resultados divulgados, a WEG apresentou lucro de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 0,9% na comparação anual. A receita líquida alcançou R$ 10,86 bilhões, avanço de 5,7%.

Petróleo e resultados internacionais influenciam o mercado

No exterior, a acomodação do petróleo e a divulgação de balanços corporativos ajudam a orientar o apetite por risco.

O Brent, referência internacional, recuava das máximas em cinco semanas. O alívio nos preços da energia reduz parte da preocupação com pressões inflacionárias, enquanto os resultados empresariais oferecem novos sinais sobre o desempenho da atividade.

No Brasil, também segue no radar a notícia de que o Banco Central estuda medidas para conter o endividamento das famílias. O tema acrescenta atenção às perspectivas para crédito, consumo e desempenho de bancos e varejistas.

Câmbio exige atenção na comercialização do agronegócio

Para o agronegócio, as oscilações do dólar influenciam tanto as receitas de exportação quanto os custos de insumos negociados em moeda estrangeira.

Um dólar mais baixo pode reduzir a conversão das vendas externas em reais e aliviar o custo de novas compras importadas. O efeito sobre cada operação, porém, depende também dos preços internacionais, fretes, prêmios e condições contratuais.

Com pesquisas eleitorais e balanços na agenda, o acompanhamento conjunto dessas variáveis ganha importância para as decisões de comercialização e planejamento financeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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