Dólar hoje oscila perto de R$ 5,45 após Copom manter Selic em 13,75%
Moeda americana alterna leves altas e baixas na abertura desta quinta-feira; investidores avaliam juros brasileiros, indicadores dos Estados Unidos e perspectivas para a economia
Publicado em: 05/11/2026 às 11:05hs
O dólar começou esta quinta-feira (5) oscilando próximo de R$ 5,45, com investidores repercutindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano. A pausa no ciclo de redução dos juros divide as atenções com os indicadores econômicos brasileiros e os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Na atualização das 9h13, pelo horário de Brasília, o dólar à vista registrava leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,4529 na venda. Minutos antes, às 9h08, a moeda registrava queda de 0,09%, a R$ 5,447, mostrando a alternância de direção no início dos negócios.
As cotações representam registros da abertura e estão sujeitas a mudanças ao longo do pregão.
Dólar futuro recua enquanto mercado digere decisão do Copom
No mercado futuro, o contrato de dólar para dezembro apresentava queda de 0,17%, aos R$ 5,4775, na referência das 9h13. No mesmo horário, o índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda americana diante de seis divisas, avançava 0,09%, aos 101,560 pontos.
A diferença de comportamento entre o dólar à vista, os contratos futuros e o indicador internacional reflete mercados com referências e condições de negociação distintas. Os valores futuros também incorporam fatores como prazo e diferencial de juros.
Na quarta-feira (4), o dólar à vista havia encerrado o pregão em queda de 0,64%, a R$ 5,4511, patamar que serviu de referência para a abertura desta quinta-feira.
Selic em 13,75% mantém juros no centro das atenções
A decisão do Copom interrompeu a sequência de cortes iniciada em março. A manutenção da taxa foi unânime.
Para o câmbio, juros elevados podem favorecer a procura por aplicações em reais, ao ampliar sua remuneração em relação a investimentos em outras moedas. Esse efeito, porém, depende também da percepção de risco, das perspectivas de inflação e das condições do mercado internacional.
Por isso, a manutenção da Selic não determina, isoladamente, uma queda do dólar. Os investidores também acompanham a condução das contas públicas e os sinais sobre os próximos passos da política monetária.
Indicadores dos Estados Unidos e do Brasil podem ampliar oscilações
A agenda econômica mantém o potencial de provocar ajustes nas cotações durante o dia. Nos Estados Unidos, informações sobre emprego ajudam a calibrar as expectativas para os juros americanos e podem alterar a demanda global por dólares.
No Brasil, os indicadores de atividade, incluindo o Índice de Gerentes de Compras (PMI), entram na avaliação sobre o desempenho da economia, os custos das empresas e as pressões inflacionárias.
A combinação desses dados com a leitura da decisão do Copom deve orientar o posicionamento dos investidores ao longo da sessão.
Ibovespa vem de recuperação no pregão anterior
A bolsa brasileira iniciou o dia tendo como referência a recuperação de quarta-feira. O Ibovespa encerrou aquela sessão com alta de 1,23%, aos 167.563 pontos, após uma sequência de perdas.
Esse número corresponde ao fechamento anterior, e não à cotação da bolsa nesta quinta-feira. O desempenho das ações durante o novo pregão dependerá da reação aos juros, dos resultados corporativos e do ambiente externo.
Como o dólar influencia o agronegócio
A oscilação cambial tem efeito direto sobre a formação de preços e os custos do agronegócio. Uma moeda americana mais valorizada pode ampliar a receita em reais das exportações, mas também encarece compras de fertilizantes, defensivos, máquinas e outros itens com componentes importados.
Nas commodities agrícolas, o efeito do câmbio precisa ser analisado em conjunto com as bolsas internacionais, os prêmios de exportação e os custos logísticos. Assim, uma alta do dólar não se traduz necessariamente em valorização equivalente da soja, do milho ou do café no mercado brasileiro.
Para produtores e empresas, o comportamento da moeda permanece relevante tanto nas decisões de comercialização quanto no planejamento das compras de insumos e no pagamento de compromissos vinculados ao dólar.
Fonte: Portal do Agronegócio
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