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Mercado Financeiro

Bolsas globais operam mistas e Ibovespa repercute Selic mantida em 13,75%; dólar oscila perto de R$ 5,45

Hong Kong avança 3,67%, enquanto Seul cai 5,28%; Europa sobe e futuros dos EUA divergem em sessão marcada por balanços e avaliação dos juros brasileiros


Publicado em: 05/11/2026 às 10:55hs

Bolsas globais operam mistas e Ibovespa repercute Selic mantida em 13,75%; dólar oscila perto de R$ 5,45

As bolsas de valores do Brasil e do mundo têm uma quinta-feira (5) de movimentos distintos, com investidores avaliando os efeitos das eleições legislativas nos Estados Unidos, os resultados corporativos e as perspectivas para os juros.

No Brasil, a principal novidade é a manutenção da Selic em 13,75% ao ano, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na noite de quarta-feira. A decisão interrompeu a sequência de cortes e passou a orientar a avaliação dos investidores sobre o mercado doméstico.

No câmbio, às 9h08, no horário de Brasília, o dólar à vista recuava 0,09%, a R$ 5,447, após fechar a sessão anterior em queda de 0,64%, a R$ 5,4511. O Ibovespa tinha como referência o encerramento de quarta-feira, aos 167.563,47 pontos; não foi possível confirmar uma cotação do índice à vista para a abertura desta quinta-feira nas fontes consultadas.

Bolsas asiáticas fecham divididas, com forte queda na Coreia do Sul

Na Ásia, o desempenho dos mercados voltou a mostrar diferenças expressivas entre países e setores.

O Kospi, da Coreia do Sul, caiu 5,28%, enquanto o Nikkei, do Japão, recuou 1,79%. Em sentido oposto, o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 3,67%.

Na China continental, os ganhos foram mais moderados: o Xangai Composto subiu 0,10%, e o CSI300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, ganhou 0,29%.

Os investidores continuam ajustando posições após as eleições americanas. A pressão sobre ações relacionadas à inteligência artificial também contribuiu para o desempenho negativo de parte das bolsas da região.

Europa avança e futuros de Wall Street apresentam sinais mistos

Na manhã europeia, o Stoxx 600 avançava cerca de 0,56%, apoiado por balanços corporativos. Nos Estados Unidos, os futuros divergiam: o Dow Jones subia 0,49%, enquanto o S&P 500 recuava 0,02% e o Nasdaq perdia 0,60%. A tecnologia permanecia entre os focos de cautela. Esses números representam uma fotografia da manhã e não o fechamento dos mercados.

O comportamento sucede uma sessão de recuperação em Nova York. Na quarta-feira, o Dow Jones ganhou 3,03%, o S&P 500 avançou 1,58% e o Nasdaq subiu 1,44%, conforme o acompanhamento de mercado do InfoMoney.

A nova composição do Congresso americano segue no radar pelos possíveis efeitos sobre política fiscal, regulação e condução da agenda econômica dos Estados Unidos.

Copom interrompe cortes e mantém próximos passos em aberto

A decisão sobre os juros brasileiros já foi tomada e substitui a expectativa mencionada no texto-base: o Copom manteve a Selic em 13,75% por unanimidade.

Segundo o comunicado reproduzido pelo Investing.com, o colegiado reconheceu uma desaceleração mais acentuada da atividade, mas também apontou piora do cenário inflacionário e riscos elevados.

A leitura do mercado se concentra agora na duração da pausa. As projeções das instituições divergem, e o Banco Central preservou flexibilidade para as próximas reuniões. Além dos juros, a produção industrial e os balanços corporativos integram a agenda doméstica.

Ibovespa encerrou sequência de seis quedas na véspera

Na quarta-feira (4), o Ibovespa subiu 1,23%, aos 167.563,47 pontos, interrompendo seis pregões consecutivos de perdas.

Apesar da recuperação, o índice ainda acumulava recuo de 0,21% na semana e em novembro. No ano, o saldo permanecia positivo em aproximadamente 4%.

O dólar, por sua vez, encerrou a sessão perto de R$ 5,45, acompanhando o alívio externo. Esses valores são referências do último fechamento e não representam o desempenho do pregão desta quinta-feira.

Vale, Petrobras e balanços permanecem no radar

Entre as ações de maior peso, a Vale segue sensível ao comportamento do minério de ferro e às perspectivas para a economia chinesa. A Petrobras acompanha as oscilações do petróleo e as avaliações sobre seus resultados e sua política de remuneração aos acionistas.

Os percentuais divergentes atribuídos a PETR3 e PETR4 no material enviado não foram confirmados e, por isso, não foram incorporados à atualização.

Para o mercado brasileiro, a combinação entre Selic elevada, cenário fiscal, câmbio e resultados das empresas deve orientar os próximos ajustes. No exterior, a reação aos desdobramentos políticos americanos e o desempenho das companhias de tecnologia continuam influenciando o apetite por risco.

Fonte: Portal do Agronegócio

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