Dólar cai para R$ 5,46 com vitória democrata nos EUA e expectativa pela decisão do Copom
Moeda americana acompanha enfraquecimento no exterior nesta quarta-feira; investidores aguardam definição da Selic e monitoram os rumos da política econômica brasileira
Publicado em: 04/11/2026 às 11:38hs
O dólar operava em queda frente ao real na manhã desta quarta-feira (4), acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior após a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. No Brasil, a atenção se concentra na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para depois do fechamento do mercado.
Às 10h05, no horário de Brasília, o dólar à vista recuava 0,37%, para R$ 5,4661 na venda, segundo acompanhamento da Reuters. No mesmo horário, o dólar futuro para dezembro caía 0,43%, para R$ 5,4945.
O movimento devolve parte da valorização registrada na sessão anterior, quando a divisa encerrou próxima de R$ 5,49. A queda desta manhã ainda não representa o resultado definitivo do pregão.
Vitória democrata enfraquece dólar no mercado internacional
A conquista da maioria na Câmara e no Senado pelos democratas altera o equilíbrio político em Washington e leva investidores a reavaliar as perspectivas para a agenda do presidente Donald Trump.
A reação alcançou o mercado de moedas. Às 10h05, o DXY, índice que compara o dólar com uma cesta de seis divisas, recuava 0,48%, para 101,230 pontos. Esse enfraquecimento internacional contribuiu para a baixa da moeda também no Brasil.
Nos próximos dias, os investidores acompanharão como a nova composição do Congresso poderá influenciar as negociações sobre medidas econômicas e regulatórias nos Estados Unidos.
Copom decide Selic nesta quarta-feira
No cenário doméstico, a principal expectativa é a definição da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano.
Uma pesquisa da Reuters apontou expectativa de manutenção dos juros, com uma pausa no ciclo de cortes para avaliar as perspectivas econômicas após a eleição presidencial. Além da decisão, o mercado acompanhará a avaliação do Banco Central sobre inflação, atividade e riscos fiscais.
A comunicação do Copom será importante para as projeções das próximas reuniões e poderá influenciar o câmbio e os juros futuros nas sessões seguintes.
Mercado brasileiro segue atento ao cenário fiscal
A queda do dólar ocorre em meio à continuidade das avaliações sobre a política econômica do próximo mandato presidencial. Sinalizações sobre a equipe de governo, medidas tributárias e condução das contas públicas permanecem relevantes para a percepção de risco dos investidores.
Na bolsa, a referência do fechamento anterior é de 165.545 pontos para o Ibovespa, após recuo de 1,42% na terça-feira (3). O resultado reforça o ambiente de cautela que marcou os últimos pregões.
Os percentuais de alta de 0,79% do dólar na semana e no mês, apresentados no levantamento anterior, correspondiam ao fechamento de terça-feira e não incorporavam a baixa desta quarta-feira.
Dólar e juros afetam planejamento do agronegócio
Para o agronegócio, a oscilação cambial influencia tanto as receitas de exportação quanto os custos de insumos importados. Uma queda do dólar pode reduzir o valor convertido em reais nas vendas externas, enquanto o efeito sobre fertilizantes, defensivos e máquinas depende dos contratos e do momento das compras.
Já a trajetória da Selic afeta o custo do crédito, o capital de giro e as decisões de investimento. A combinação entre câmbio e juros exige atenção à margem de cada operação, considerando também os preços internacionais das commodities, os prêmios de exportação e as despesas logísticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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