Publicidade
Mercado Financeiro

Dólar cai para R$ 5,32 e Ibovespa recua antes da decisão de juros do Fed

Moeda americana perde força após abertura em alta; Bolsa segue pressionada por bancos, balanços corporativos e ajustes no cenário pós-eleitoral


Publicado em: 28/10/2026 às 11:10hs

Dólar cai para R$ 5,32 e Ibovespa recua antes da decisão de juros do Fed

O dólar comercial passou a cair nesta quarta-feira (28), negociado na região de R$ 5,32, enquanto os investidores aguardam a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. No mercado acionário, o Ibovespa ampliava as perdas, com pressão sobre bancos e empresas ligadas ao consumo.

Na atualização das 10h20, no horário de Brasília, a moeda americana recuava para esse patamar e os juros futuros apresentavam movimentos mistos. Às 10h21, o Ibovespa caía 1,16%, aos 173.669,32 pontos.

A sessão combina expectativa pela política monetária americana, divulgação de resultados empresariais e revisão das perspectivas para a economia brasileira após as eleições.

Dólar muda de direção durante a manhã

A moeda americana havia iniciado os negócios com leve valorização. Nos primeiros registros, o dólar à vista subia 0,11%, a R$ 5,354, antes de inverter o sinal.

O movimento mostra que a acomodação cambial continua acompanhada de volatilidade. As cotações permanecem sensíveis tanto às condições externas quanto às expectativas para a política fiscal brasileira.

No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro também operou próximo da estabilidade no início da sessão. Essa referência corresponde a um instrumento diferente do dólar à vista e pode apresentar variações distintas.

Fed concentra atenção dos investidores

A decisão do Federal Reserve está prevista para as 15h, no horário de Brasília. A expectativa predominante é de manutenção dos juros americanos no intervalo de 3,75% a 4,00% ao ano.

Além da decisão, o mercado acompanhará a comunicação da autoridade monetária em busca de sinais sobre inflação e possíveis mudanças nas próximas reuniões.

A perspectiva para os juros dos Estados Unidos influencia o fluxo internacional de capitais e a força do dólar. No Brasil, essas condições também entram na avaliação dos investidores sobre inflação, câmbio e custos de financiamento.

Ibovespa segue pressionado por bancos e varejistas

A Bolsa brasileira perdeu força ao longo dos primeiros negócios. Às 10h11, o Ibovespa recuava 0,71%, aos 174.466,83 pontos, e aprofundou a queda na sequência.

Grandes bancos, varejistas e Vale contribuíam para o desempenho negativo. As ações da Petrobras e de outras petroleiras apresentavam ganhos, oferecendo alguma sustentação ao índice.

Na terça-feira (27), o Ibovespa havia encerrado o pregão com queda de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, após a forte desvalorização da segunda-feira.

Santander e Klabin movimentam temporada de balanços

Os resultados do terceiro trimestre estão entre os principais fatores de movimentação das ações.

O Santander Brasil informou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,89 bilhões, redução de 28% na comparação anual. Os papéis do banco começaram o pregão em queda.

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 393 milhões, recuo de aproximadamente 18% em relação ao mesmo período de 2025. Os números também integram a avaliação dos investidores sobre o desempenho das empresas brasileiras.

No exterior, a atenção se volta aos resultados de Microsoft e Alphabet, previstos para depois do fechamento do mercado americano.

Cenário fiscal e fluxo estrangeiro permanecem no radar

No ambiente doméstico, os investidores continuam acompanhando sinais sobre a composição da equipe econômica e as medidas para as contas públicas no próximo mandato presidencial.

O fluxo de capital estrangeiro também recebe atenção. Dados divulgados pela B3 apontaram retirada líquida de R$ 2,8 bilhões na segunda-feira, sessão marcada pela reação inicial ao resultado eleitoral.

Para o agronegócio, a evolução do câmbio afeta as receitas de exportação e os custos de insumos importados. Já as mudanças nas expectativas de juros influenciam as condições de crédito e o planejamento financeiro das empresas e propriedades rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias