Publicado em: 29/06/2026 às 10:55hs
O mercado financeiro iniciou a semana em clima de forte otimismo. As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta segunda-feira (29) em alta, impulsionadas principalmente pelos setores de saúde, consumo e tecnologia, enquanto o mercado brasileiro acompanhou o movimento positivo. O Ibovespa abriu com valorização superior a 2,5%, sustentado pelo desempenho das ações do setor financeiro e do varejo, ao mesmo tempo em que o dólar voltou a perder força frente ao real.
O cenário internacional também favoreceu os investidores, com uma rotação de recursos para segmentos considerados mais descontados, ampliando o movimento comprador para além das empresas ligadas à inteligência artificial.
Na Ásia, os investidores ampliaram as compras em ações dos setores de saúde, consumo básico e semicondutores, refletindo uma diversificação das apostas após meses de forte valorização das empresas ligadas diretamente à inteligência artificial.
Na China continental, o índice de Xangai (SSEC) encerrou o dia com avanço de 1,16%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,21%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou ganho de 1,57%, impulsionado principalmente por empresas de tecnologia, consumo e saúde.
O índice de saúde do CSI300 disparou 6,3%, registrando sua maior valorização desde outubro de 2024, enquanto o setor de consumo básico avançou 3,4%, melhor desempenho em cinco meses.
Outro destaque foi o índice STAR 50, voltado para empresas de tecnologia, que saltou 4,6%, liderado pelas fabricantes de semicondutores. O movimento ganhou força após a fabricante chinesa de memórias CXMT anunciar um contrato de fornecimento superior a 20 bilhões de yuans com a Tencent Holdings, reforçando as perspectivas para toda a cadeia de chips no país.
Entre os demais mercados asiáticos, o desempenho foi misto:
Na abertura do pregão desta segunda-feira, o Ibovespa registrava forte valorização de 2,51%, operando na faixa dos 173.569 pontos, refletindo a melhora do ambiente externo e a expectativa dos investidores em relação aos indicadores econômicos domésticos.
Ao mesmo tempo, o dólar comercial recuava 1,01%, sendo negociado próximo de R$ 5,10, movimento favorecido pela entrada de fluxo estrangeiro para mercados emergentes e pela redução da aversão ao risco global.
O mercado brasileiro também acompanha a divulgação do Boletim Focus, além das expectativas para os próximos indicadores de inflação e atividade econômica.
Entre as ações de maior liquidez na abertura do pregão, o destaque ficou para os setores financeiro e de consumo.
As maiores movimentações foram:
Na outra ponta, empresas ligadas a commodities apresentavam desempenho mais moderado.
A Petrobras (PETR4) recuava 1,01%, refletindo a acomodação dos preços internacionais do petróleo, enquanto a Vale (VALE3) operava em leve baixa de 0,65%. Já a Suzano registrava queda mais acentuada, de 4,50%, acompanhando ajustes no mercado internacional de celulose.
O desempenho positivo das bolsas asiáticas reforça um ambiente de maior apetite ao risco entre os investidores globais. A migração de recursos para setores de saúde, consumo e tecnologia amplia o movimento iniciado nas últimas semanas, reduzindo a concentração dos investimentos exclusivamente nas empresas ligadas à inteligência artificial.
No Brasil, esse cenário internacional mais favorável contribui para a valorização da Bolsa e para o fortalecimento do real frente ao dólar, especialmente com o avanço das ações do setor financeiro e do varejo, beneficiadas pela expectativa de um ambiente de juros mais favorável.
Os investidores seguem atentos aos próximos indicadores econômicos no Brasil e no exterior, que deverão definir o ritmo dos mercados ao longo da semana, em um ambiente ainda marcado pela expectativa sobre política monetária, crescimento global e comportamento das commodities.
Fonte: Portal do Agronegócio
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