Dólar cai mais de 4% e rompe R$ 5 após primeiro turno; ativos brasileiros avançam
Resultado eleitoral impulsiona o real, os contratos futuros da Bolsa e a queda dos juros de longo prazo; investidores avaliam perspectivas fiscais antes do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Publicado em: 05/10/2026 às 10:43hs
O dólar iniciou esta segunda-feira (5) em forte queda no Brasil e passou a ser negociado abaixo de R$ 5, em reação ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial. Por volta das 9h20, a moeda norte-americana recuava 4,59%, a R$ 4,975, segundo cotação publicada pela Folha de S.Paulo. Esses são os dados com horário confirmado disponíveis na apuração desta atualização.
A valorização do real acompanha o reposicionamento dos investidores após a votação de domingo (4). O movimento também aparece nos contratos futuros do Ibovespa, nos juros de longo prazo e nos fundos de ações brasileiras negociados no exterior.
Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%. Os candidatos disputarão o segundo turno em 25 de outubro. infomoney.com.br
Por que o dólar caiu após o resultado eleitoral?
Parte dos investidores passou a atribuir maior probabilidade a uma mudança na condução da política econômica. A expectativa de medidas de contenção de gastos e ajuste das contas públicas favoreceu a procura por ativos brasileiros e a redução da percepção de risco.
Essa leitura ajuda a explicar a reação conjunta do câmbio, da Bolsa e dos juros. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o desempenho de Flávio acima das expectativas das pesquisas contribuiu para o movimento de valorização dos ativos locais.
A reação financeira representa uma avaliação dos investidores sobre o cenário eleitoral e econômico. A definição da Presidência permanece para o segundo turno.
Ibovespa futuro sobe e juros de longo prazo recuam
Antes da abertura do mercado de ações, o Ibovespa futuro chegou a subir mais de 8%, conforme acompanhamento do Banco do Brasil. O indicador sinalizava forte demanda por exposição à Bolsa brasileira após a eleição. investalk.bb.com.br
Nas primeiras negociações descritas no material da sessão, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) de longo prazo recuavam cerca de 100 pontos-base, equivalentes a um ponto percentual.
No exterior, o EWZ, fundo que reúne ações brasileiras e é negociado nos Estados Unidos, avançava aproximadamente 12,5% por volta das 9h. O movimento reforçava a disposição dos investidores estrangeiros de comprar ativos do país.
Esses números se referem a contratos futuros e fundos negociados fora do Brasil. Não correspondem à variação do Ibovespa à vista após a abertura da B3.
Mercado acompanha Focus e indicadores dos Estados Unidos
Além da eleição, a agenda desta segunda-feira inclui o relatório Focus, do Banco Central, e indicadores de atividade no Brasil e nos Estados Unidos.
O Focus reúne as projeções de instituições financeiras para inflação, Selic, crescimento econômico e câmbio. Também estão na programação os índices de atividade dos setores de serviços, que ajudam a orientar as expectativas para a economia e os juros.
No mercado cambial, o Banco Central tem previsto para as 11h30 o leilão regular de rolagem de swap, com oferta de 50 mil contratos para 3 de novembro, conforme a agenda informada para a sessão.
Dólar encerrou sexta-feira a R$ 5,2158
No último pregão antes da votação, na sexta-feira (2), o dólar comercial fechou a R$ 5,2158, com baixa de 0,08%. O Ibovespa avançou 2,63%, aos 192.114,55 pontos. spacemoney.com.br
A queda superior a 4% na abertura desta segunda-feira representa, portanto, uma mudança expressiva em relação à cotação anterior. O resultado eleitoral concentra as atenções, enquanto os indicadores econômicos e as negociações ao longo do pregão ajudarão a mostrar a continuidade do movimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias