Publicidade
Mercado Financeiro

Bolsa brasileira: fundos sobem quase 10% no exterior após liderança de Flávio Bolsonaro

EWZ avança nos Estados Unidos e ETF ligado ao Ibovespa registra forte alta em Tóquio; investidores avaliam possíveis mudanças na política econômica e no ajuste fiscal


Publicado em: 05/10/2026 às 09:30hs

Bolsa brasileira: fundos sobem quase 10% no exterior após liderança de Flávio Bolsonaro

Fundos de ações brasileiras negociados no exterior registraram forte valorização após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reação sinaliza uma mudança nas expectativas dos investidores para a abertura dos mercados brasileiros nesta segunda-feira (5).

Nos Estados Unidos, o EWZ, fundo que reúne ações de empresas brasileiras, subiu quase 10% nas negociações noturnas de domingo (4), fora do pregão regular. O movimento ocorreu conforme a apuração consolidava a vantagem do candidato do PL e a disputa de segundo turno. poder360.com.br

Na Ásia, a valorização também alcançou um ETF que acompanha o Ibovespa em Tóquio. O fundo abriu em alta de 9,40%, cotado a 322 ienes, segundo os dados apresentados no relato sobre a reação dos mercados.

Resultado eleitoral fortalece expectativa de ajuste fiscal

A leitura dos analistas é que o desempenho de Flávio ampliou a percepção de possibilidade de mudança na condução da política econômica. Parte dos investidores associa uma eventual vitória da oposição a uma agenda de maior contenção de despesas e equilíbrio das contas públicas.

Essa expectativa favorece projeções de valorização das ações brasileiras, fortalecimento do real e recuo das taxas de juros futuros. Gestores ouvidos pela Bloomberg também apontaram o resultado eleitoral como um fator capaz de impulsionar os ativos locais na abertura de segunda-feira. bloomberglinea.com.br

Os movimentos no exterior, entretanto, representam uma antecipação das expectativas. O comportamento do Ibovespa, do dólar e dos juros no mercado doméstico dependerá das negociações ao longo do pregão e da evolução do cenário eleitoral.

Petrobras, Banco do Brasil e juros futuros entram no foco

Para Leonardo Mendes, economista da Manchester Investimentos, a bolsa tende a apresentar a reação mais imediata, com destaque para a sensibilidade das ações de estatais, especialmente Petrobras e Banco do Brasil.

Na avaliação do economista, porém, a alteração mais relevante pode ocorrer na curva de juros, que expressa as taxas negociadas para diferentes prazos. A perspectiva de maior disciplina fiscal está no centro dessa leitura sobre o mercado.

Felipe Balassiano, chefe de multimercados do ASA, avalia que os possíveis caminhos de transferência de votos tornam mais desafiadora uma vitória de Lula no segundo turno. Trata-se de uma interpretação do cenário eleitoral, ainda sujeito à campanha, às alianças e à decisão dos eleitores.

Segundo turno mantém cenário econômico no radar

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula. Com 99,99% das urnas apuradas às 0h21 desta segunda-feira, o candidato do PL tinha 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente registrava 45,16%. Tribunal Superior Eleitoral

Até a definição da eleição, as propostas para as contas públicas e a política econômica devem permanecer entre os principais fatores acompanhados pelos investidores. A alta dos fundos no exterior mostra como essas expectativas já começaram a influenciar os preços dos ativos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias