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Mercado Financeiro

Boletim Focus reduz previsão do IPCA de 2026 para 4,90% e corta projeção do PIB

Mercado financeiro mantém Selic em 13,75% e dólar em R$ 5,20 para este ano, mas eleva estimativa de inflação de 2027 para 4,30%


Publicado em: 14/09/2026 às 11:07hs

Boletim Focus reduz previsão do IPCA de 2026 para 4,90% e corta projeção do PIB

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central reduziram de 5,00% para 4,90% a previsão para a inflação oficial do Brasil em 2026. A nova estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) consta na edição mais recente do Boletim Focus.

Apesar da revisão para baixo, a projeção do mercado permanece acima da meta de inflação de 3,00% estabelecida para o período. Para 2027, a expectativa seguiu em direção oposta e avançou ligeiramente, de 4,29% para 4,30%.

O levantamento também trouxe redução nas estimativas de crescimento da economia brasileira. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 recuou de 1,93% para 1,89%, enquanto a projeção para 2027 passou de 1,50% para 1,45%.

Preços administrados recuam, mas IGP-M avança em 2026

A expectativa para a inflação dos preços administrados em 2026 diminuiu de 4,71% para 4,61%. Esse grupo reúne tarifas e valores definidos por contratos ou regulados pelo poder público.

Em contrapartida, a estimativa para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 4,34% para 4,54%. O indicador acompanha preços em diferentes etapas da economia e costuma ser utilizado como referência para reajustes contratuais.

Para 2027, a previsão do mercado para os preços administrados aumentou de 3,79% para 3,85%. A projeção do IGP-M permaneceu estável em 4,11%.

Mercado reduz estimativas para o PIB de 2026 e 2027

As projeções do Boletim Focus indicam menor crescimento da atividade econômica nos dois anos analisados. Para 2026, a estimativa de expansão do PIB caiu 0,04 ponto percentual, passando de 1,93% para 1,89%.

O número ficou abaixo da projeção do próprio Banco Central, que estima crescimento de 2,00% para a economia brasileira em 2026, conforme a edição mais recente do Relatório de Política Monetária, publicada em junho.

Para 2027, a previsão das instituições financeiras foi reduzida em 0,05 ponto percentual, de 1,50% para 1,45%.

O desempenho da economia influencia diretamente o ambiente de negócios, o consumo interno e as decisões de investimento. No agronegócio, a trajetória do PIB também ajuda a definir as condições de demanda, crédito e comercialização.

Focus mantém Selic em 13,75% no fim de 2026

A expectativa para a taxa básica de juros permaneceu em 13,75% ao ano no encerramento de 2026. Com a Selic atualmente em 14,00%, o mercado projeta uma redução acumulada de 0,25 ponto percentual até dezembro.

Para 2027, a estimativa também não sofreu alterações e continuou em 12,00% ao ano.

O comportamento dos juros tem impacto direto sobre o custo do crédito rural, o financiamento de máquinas, os investimentos em infraestrutura e o capital de giro das empresas do agronegócio. Mesmo com a redução esperada, a projeção indica a permanência da Selic em patamar elevado.

Dólar permanece projetado em R$ 5,20 para 2026

A previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio no encerramento de 2026 ficou estável em R$ 5,20 por dólar, mesmo valor apontado quatro semanas antes.

Para 2027, a estimativa foi reduzida de R$ 5,30 para R$ 5,28. Há quatro semanas, a projeção estava em R$ 5,29.

A cotação do dólar é acompanhada de perto pelo agronegócio por influenciar os preços dos produtos exportados e os custos de insumos importados, como fertilizantes, defensivos, máquinas e componentes.

Com inflação ainda acima da meta, crescimento econômico revisado para baixo e juros elevados, o Boletim Focus mostra que o mercado financeiro mantém uma perspectiva cautelosa para a economia brasileira em 2026 e 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

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