Café inicia semana com alta em Nova York e avanço do dólar favorece negócios no Brasil
Valorização do arábica na ICE e câmbio acima de R$ 5,16 podem estimular as vendas dos produtores, após uma sexta-feira de pouca liquidez no mercado físico
Publicado em: 14/09/2026 às 11:10hs
O mercado brasileiro de café começa a semana com perspectiva de maior movimentação nos negócios. A combinação entre a valorização do arábica na Bolsa de Nova York e a alta do dólar diante do real melhora a referência para os preços internos e pode incentivar produtores a ampliar as vendas.
Na ICE Futures US, o contrato de café arábica com vencimento em dezembro de 2026 avançava 0,29%, cotado a 286,55 centavos de dólar por libra-peso. Ao mesmo tempo, o dólar comercial subia 0,73%, negociado a R$ 5,1614.
Esse cenário tende a dar sustentação às cotações no mercado físico brasileiro. A reação ocorre depois de uma sexta-feira (11) marcada por baixa liquidez, estabilidade nos preços do arábica e recuo do conilon.
Preços do café arábica permanecem estáveis em Minas Gerais
No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa, da safra nova, com 15% de catação, foi negociado entre R$ 1.620 e R$ 1.625 por saca, sem alteração.
No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura, também da safra nova e com 15% de catação, permaneceu entre R$ 1.630 e R$ 1.635 por saca.
Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica rio tipo 7, da safra 2026 e com 20% de catação, manteve preços entre R$ 1.240 e R$ 1.245 por saca.
A estabilidade refletiu um mercado cauteloso, com os participantes acompanhando as oscilações do arábica em Nova York antes de definir novas operações.
Café conilon recua no Espírito Santo
Enquanto o arábica apresentou estabilidade, o mercado de café conilon encerrou a sexta-feira com preços mais baixos em Vitória, no Espírito Santo.
O conilon tipo 7, da safra 2026, foi cotado entre R$ 980 e R$ 985 por saca, abaixo da faixa anterior de R$ 990 a R$ 995.
Para o conilon 7/8, os preços recuaram para R$ 970 a R$ 975 por saca. Na sessão anterior, as negociações estavam entre R$ 980 e R$ 985.
O mercado acompanhou o comportamento dos contratos de robusta em Londres, em uma sessão de ritmo lento na comercialização brasileira.
Café arábica avança na Bolsa de Nova York
O contrato de dezembro de 2026 do café arábica operava em alta de 0,29% na ICE Futures US, a 286,55 centavos de dólar por libra-peso.
Na sexta-feira, o mesmo vencimento havia encerrado a sessão cotado a 285,70 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 2,45 centavos, equivalente a 0,8%.
A recuperação dos futuros nesta abertura de semana, combinada ao fortalecimento do dólar, aumenta a possibilidade de melhora nas referências domésticas e pode favorecer a retomada dos negócios.
Fundos reduzem posição comprada em café
O relatório de compromissos dos traders da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), com dados até 8 de setembro, mostrou redução da posição líquida comprada dos grandes fundos e especuladores no mercado futuro de café arábica.
O grupo mantinha saldo comprado de 18.001 contratos, abaixo dos 23.979 contratos registrados na semana anterior.
As empresas comerciais, categoria que inclui indústrias, corretoras e comerciantes, apresentavam posição líquida vendida de 19.640 contratos. Já os participantes não reportáveis, formados principalmente por pequenos especuladores e negociadores locais, tinham saldo comprado de 1.639 contratos.
Até a última terça-feira, a ICE Futures US contabilizava 152.136 contratos de café arábica em aberto, redução semanal de 3.139 lotes.
Dólar sobe e mercados internacionais operam com cautela
Além do avanço de 0,73% do dólar comercial, para R$ 5,1614, o Dollar Index — indicador que compara a moeda norte-americana com uma cesta de divisas — registrava alta de 0,42%, aos 99,559 pontos.
Na Ásia, os principais mercados acionários encerraram o pregão em queda. A bolsa chinesa recuou 0,07%, enquanto o mercado japonês perdeu 0,81%.
As bolsas europeias apresentavam comportamento misto. Paris caía 0,80% e Frankfurt recuava 0,58%, enquanto Londres avançava 0,51%.
No mercado de energia, o petróleo também operava em alta. O contrato de outubro do WTI, negociado em Nova York, subia 3,44%, cotado a US$ 103,50 por barril.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias