Açúcar reage e fecha semana em alta: mercado interno avança quase 2% e bolsas internacionais recuperam perdas
Recuperação técnica impulsiona cotações do açúcar em Nova York, Londres e no mercado brasileiro, enquanto clima na Índia e preços do petróleo seguem no radar dos investidores.
Publicado em: 27/07/2026 às 11:20hs
O mercado de açúcar encerrou a semana em recuperação, com valorização nas bolsas internacionais e avanço dos preços no mercado físico brasileiro. Após uma sequência de oscilações, os contratos negociados em Nova York e Londres registraram ganhos, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal voltou a subir, reforçando um movimento de recomposição das cotações.
Apesar da reação positiva, agentes do setor seguem atentos aos fatores que continuam determinando o comportamento do mercado global, especialmente as condições climáticas na Índia, maior produtor mundial da commodity, e a influência dos preços do petróleo sobre a destinação da cana-de-açúcar entre açúcar e etanol.
Bolsas internacionais encerram semana em recuperação
Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta.
O contrato com vencimento em outubro/26 avançou 0,39 ponto, encerrando o pregão em 14,83 cents de dólar por libra-peso. Já o contrato março/27 subiu 0,36 ponto, para 15,73 cents/lbp, enquanto o vencimento maio/27 registrou alta de 0,35 ponto, fechando em 15,55 cents/lbp. Os demais contratos também acompanharam o movimento de valorização.
Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou recuperação.
O contrato outubro/26 avançou US$ 15,30, encerrando o dia cotado a US$ 469,90 por tonelada. O vencimento dezembro/26 subiu US$ 14,50, alcançando US$ 467,70 por tonelada, enquanto o contrato março/27 ganhou US$ 12,90, fechando em US$ 467,10 por tonelada.
O desempenho positivo refletiu um movimento de recuperação técnica após as perdas acumuladas nos pregões anteriores.
Mercado interno registra valorização do açúcar cristal
No mercado brasileiro, o açúcar cristal também apresentou recuperação.
O Indicador CEPEA/ESALQ, referência para o estado de São Paulo, fechou o dia em R$ 93,30 por saca de 50 quilos, representando uma valorização diária de 1,98%.
Com esse resultado, o indicador passou a acumular alta de 2,22% em julho, sinalizando uma retomada dos preços no mercado físico após um período de maior volatilidade.
Petróleo e clima continuam influenciando os preços
Embora a recuperação tenha sustentado as cotações ao final da semana, o mercado permanece condicionado por fatores externos que podem limitar novos avanços.
Entre os principais elementos monitorados está o comportamento dos preços do petróleo. A redução das cotações da commodity energética tende a diminuir a competitividade do etanol, favorecendo um maior direcionamento da cana para a produção de açúcar e aumentando a oferta disponível no mercado internacional.
Outro fator determinante continua sendo o clima na Índia. A melhora das chuvas de monção reduziu parte das preocupações com a produção do país, amenizando os riscos de escassez no mercado global. Ainda assim, investidores permanecem atentos à evolução das condições climáticas, consideradas um dos principais direcionadores das cotações nas próximas semanas.
Perspectivas para o mercado de açúcar
O cenário para o açúcar segue marcado por elevada sensibilidade às condições climáticas, ao comportamento do setor de energia e às expectativas para a oferta mundial.
Enquanto a recuperação das bolsas internacionais e do mercado interno reforça uma reação técnica das cotações, a continuidade desse movimento dependerá da evolução da safra nos principais países produtores, do ritmo da demanda global e das decisões das usinas quanto ao mix de produção entre açúcar e etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
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