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Açúcar cai em Nova York e Londres, mas preço sobe no Brasil e acumula alta de 4,77% em setembro

Realização de lucros pressiona contratos internacionais, enquanto menor produção no Centro-Sul e oferta restrita sustentam o açúcar cristal no mercado brasileiro


Publicado em: 14/09/2026 às 11:30hs

Açúcar cai em Nova York e Londres, mas preço sobe no Brasil e acumula alta de 4,77% em setembro

Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira (11) em queda nas bolsas de Nova York e Londres, corrigindo parte das altas registradas nos pregões anteriores. No mercado brasileiro, entretanto, o açúcar cristal branco manteve o movimento de valorização e acumulou avanço de 4,77% em setembro.

A realização de lucros esteve entre os fatores que pressionaram as cotações internacionais. No Brasil, a menor produção no Centro-Sul, a disponibilidade limitada do produto e as incertezas climáticas continuaram oferecendo suporte aos preços físicos.

Açúcar bruto recua na Bolsa de Nova York

Na ICE Futures U.S., todos os principais contratos do açúcar bruto terminaram a sessão em baixa.

O vencimento outubro de 2026 recuou 0,58 centavo de dólar e fechou cotado a 18,15 centavos de dólar por libra-peso. O contrato março de 2027 caiu 0,62 centavo, para 19,13 centavos por libra-peso.

Maio de 2027 perdeu 0,51 centavo, encerrando o pregão a 18,54 centavos por libra-peso. Julho de 2027 registrou baixa de 0,44 centavo e terminou negociado a 18,18 centavos por libra-peso.

Os demais vencimentos também acompanharam o movimento negativo. A correção ocorreu depois da valorização observada nas sessões anteriores, levando parte dos investidores a realizar lucros.

Açúcar branco registra perdas mais intensas em Londres

Na Bolsa de Londres, as cotações do açúcar branco apresentaram quedas mais acentuadas.

O contrato outubro de 2026 recuou US$ 15,20 e encerrou a sessão a US$ 523,10 por tonelada. Dezembro de 2026 perdeu US$ 12,90, com fechamento a US$ 528,70 por tonelada.

Para março de 2027, a retração foi de US$ 13,50, levando a cotação para US$ 532,80 por tonelada. Maio do próximo ano caiu US$ 12,80, para US$ 533,20, enquanto agosto de 2027 recuou US$ 11,40 e terminou negociado a US$ 527,20 por tonelada.

As demais posições também fecharam em baixa, reforçando o movimento de ajuste observado no mercado internacional.

Açúcar cristal sobe no mercado brasileiro

Na contramão das bolsas externas, o Indicador do Açúcar Cristal Branco Cepea/Esalq, referente ao mercado de São Paulo, manteve a trajetória positiva.

Na sexta-feira, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 119,18, com valorização de 0,06% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 23,26 por saca.

Com o novo avanço, o açúcar cristal acumulou alta de 4,77% em setembro. O comportamento reflete um mercado físico sustentado por menor disponibilidade, mesmo diante da correção das referências internacionais.

Produção menor no Centro-Sul sustenta preços

A perspectiva de redução na produção de açúcar do Centro-Sul brasileiro e os riscos climáticos permanecem entre os principais fatores de suporte ao mercado.

A disponibilidade mais limitada do produto pode manter os compradores atentos às negociações no mercado físico, enquanto agentes avaliam o avanço da safra, o ritmo de moagem e a qualidade da matéria-prima.

Outro ponto acompanhado pelo setor é a definição do mix de produção das usinas. A valorização do petróleo pode aumentar a competitividade do etanol e estimular uma maior destinação de cana-de-açúcar para o biocombustível, reduzindo potencialmente o volume disponível para a fabricação de açúcar.

O mercado inicia a próxima semana, portanto, dividido entre a pressão técnica observada nas bolsas internacionais e os fundamentos de oferta que continuam sustentando os preços do açúcar cristal no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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