Açúcar cai em Nova York e Londres, mas cristal acumula alta de 5,97% em outubro
Desvalorização do real e perspectivas de oferta brasileira pressionam contratos internacionais; em São Paulo, saca de 50 quilos encerrou o mês a R$ 128,35
Publicado em: 03/11/2026 às 11:20hs
Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira (30) em queda nas bolsas de Nova York e Londres, pressionados pela desvalorização do real e pelas perspectivas de oferta brasileira para exportação. O movimento devolveu parte da recuperação registrada no decorrer da semana.
No mercado paulista, o açúcar cristal branco também recuou no último pregão de outubro. Apesar da baixa diária, o Indicador CEPEA/ESALQ acumulou valorização de 5,97% no mês, encerrando o período a R$ 128,35 por saca de 50 quilos.
Açúcar bruto recua em Nova York
Na ICE Futures U.S., os principais contratos de açúcar bruto terminaram a sessão no campo negativo. O vencimento março de 2027 fechou a 19,36 cents de dólar por libra-peso, redução de 0,11 centavo de dólar.
O contrato maio de 2027 caiu 0,10 centavo, para 18,85 cents por libra-peso, enquanto julho de 2027 perdeu 0,06 centavo, encerrando a 18,47 cents por libra-peso.
Nos demais vencimentos, as desvalorizações variaram de 0,02 a 0,04 centavo de dólar por libra-peso.
Açúcar branco acompanha queda em Londres
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco também encerrou a sexta-feira em baixa.
O contrato dezembro de 2026 recuou US$ 11,30, para US$ 516,30 por tonelada. Março de 2027 perdeu US$ 6,80, fechando a US$ 535,90 por tonelada, enquanto maio de 2027 caiu US$ 5,10, para US$ 542,50 por tonelada.
O desempenho nas duas bolsas manteve o mercado internacional pressionado no encerramento da semana.
Cristal branco cai no dia, mas mantém valorização mensal
Em São Paulo, o Indicador do Açúcar Cristal Branco CEPEA/ESALQ registrou queda de 1,25% na sexta-feira, frente ao pregão anterior, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 128,35. Em dólar, a referência ficou em US$ 23,54 por saca.
A redução no fechamento não anulou os ganhos acumulados ao longo de outubro. Com valorização mensal de 5,97%, o cristal apresentou comportamento diferente da pressão observada nas bolsas internacionais no fim da semana.
Câmbio pressiona preços, enquanto chuvas limitam perdas
Segundo análise publicada pelo Notícias Agrícolas, a desvalorização do real foi um dos principais fatores de pressão sobre os contratos internacionais. A moeda brasileira mais fraca pode aumentar a competitividade do açúcar nacional no exterior e favorecer a oferta para exportação.
Em sentido contrário, os dados de menor moagem de cana e produção de açúcar no Centro-Sul ajudaram a conter parte das perdas. As chuvas, que dificultam as operações de campo e o processamento, também permaneceram no radar dos agentes.
Ainda assim, o efeito do câmbio e as expectativas sobre a disponibilidade brasileira prevaleceram no fechamento de sexta-feira, levando o açúcar a encerrar a semana em baixa nas duas bolsas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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