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Açúcar amplia perdas nas bolsas internacionais e pressiona mercado brasileiro; etanol acumula queda de 8% em julho

Cotações do açúcar recuam em Nova York, Londres e no mercado interno, enquanto avanço da safra brasileira e perspectiva de ampla oferta global mantêm preços sob pressão.


Publicado em: 24/07/2026 às 11:10hs

Açúcar amplia perdas nas bolsas internacionais e pressiona mercado brasileiro; etanol acumula queda de 8% em julho

O mercado mundial de açúcar voltou a registrar perdas nesta quinta-feira (23), reforçando o movimento de desvalorização observado ao longo da semana. As cotações encerraram o pregão em baixa tanto na ICE Futures US, em Nova York, quanto na ICE Futures Europe, em Londres, refletindo a combinação entre expectativa de maior oferta global, avanço da safra brasileira e redução das preocupações com a produção na Índia.

No mercado doméstico, o cenário também permaneceu pressionado. O açúcar cristal registrou nova queda no indicador do Cepea/Esalq, enquanto o etanol hidratado voltou a recuar em Paulínia (SP), ampliando as perdas acumuladas no mês.

Açúcar bruto fecha em queda na Bolsa de Nova York

Os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o dia em baixa na Bolsa de Nova York.

Entre os principais vencimentos:

  • Outubro/2026: 14,69 cents de dólar por libra-peso, queda de 0,05 ponto;
  • Março/2027: 15,58 cents/lbp, recuo de 0,07 ponto;
  • Maio/2027: 15,40 cents/lbp, baixa de 0,08 ponto.

Os demais contratos também acompanharam o movimento negativo, refletindo um mercado mais cauteloso diante da perspectiva de oferta confortável nos principais países produtores.

Açúcar branco também perde força em Londres

Na ICE Futures Europe, o açúcar branco seguiu a mesma tendência.

Os principais contratos encerraram o pregão em baixa:

  • Outubro/2026: US$ 459,80 por tonelada, queda de US$ 4,90;
  • Dezembro/2026: US$ 459,60 por tonelada, recuo de US$ 3,80;
  • Março/2027: US$ 461,00 por tonelada, baixa de US$ 2,80.

O movimento reforça o ambiente de menor prêmio de risco no mercado internacional.

Açúcar cristal recua no mercado físico brasileiro

No mercado interno, o Indicador CEPEA/ESALQ registrou o açúcar cristal em R$ 91,49 por saca de 50 quilos, representando queda diária de 0,21%.

Apesar da desvalorização no fechamento da sessão, o indicador ainda apresenta alta acumulada de 0,24% em julho, evidenciando um mercado físico que segue operando com oscilações ao longo do mês.

Etanol amplia perdas durante a safra

O mercado de combustíveis renováveis também permaneceu pressionado.

Em Paulínia (SP), o Indicador Diário apontou o etanol hidratado negociado a R$ 2.176,00 por metro cúbico, com retração de 0,11% frente ao dia anterior.

No acumulado de julho, a queda chega a 8,01%, movimento atribuído principalmente ao aumento da disponibilidade de produto com o avanço da moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul.

Clima na Índia reduz prêmio de risco do mercado

Segundo análises do mercado, os investidores continuam atentos às condições climáticas na Índia, um dos maiores produtores globais de açúcar.

Embora as chuvas de monção ainda permaneçam abaixo da média histórica em algumas regiões, a recuperação registrada nas últimas semanas diminuiu parte das preocupações com possíveis perdas na produção, reduzindo o prêmio climático incorporado às cotações internacionais.

Oferta global segue como principal fator de pressão

Outro elemento acompanhado pelos agentes é o comportamento do mercado de energia. Apesar do suporte proporcionado pelo petróleo em sessões anteriores, o cenário continua dominado pela expectativa de ampla oferta mundial de açúcar.

Além disso, o avanço da safra brasileira mantém elevado o fluxo de produção e exportações, limitando uma recuperação mais consistente das cotações internacionais.

Com esse ambiente, analistas avaliam que o mercado deve continuar sensível às atualizações sobre o clima nos principais países produtores, ao ritmo da moagem no Brasil e às perspectivas para o consumo global nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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