Manejo alimentar de suínos na fase de crescimento e terminação é decisivo para produtividade e rentabilidade da granja
Nutrição balanceada, qualidade da ração, regulagem dos comedouros e consumo adequado de água são fatores que elevam o ganho de peso e melhoram a conversão alimentar na suinocultura
Publicado em: 22/07/2026 às 14:00hs
A fase de crescimento e terminação dos suínos concentra o maior consumo de ração dentro do ciclo produtivo e exerce influência direta sobre a rentabilidade da atividade. Um manejo alimentar eficiente, aliado à nutrição balanceada e ao correto fornecimento de água e alimento, é fundamental para maximizar o desempenho zootécnico, reduzir perdas e aumentar a eficiência da produção.
Especialistas destacam que decisões relacionadas à alimentação dos animais impactam diretamente indicadores como ganho de peso diário, conversão alimentar, consumo de ração e taxa de mortalidade, tornando essa etapa estratégica para a competitividade da suinocultura.
Nutrição adequada melhora desempenho dos suínos e aumenta a eficiência produtiva
O planejamento nutricional é um dos principais pilares da fase de crescimento e terminação.
Segundo a zootecnista Joice Silva, da Auster Nutrição Animal, o balanceamento correto das dietas conforme idade, peso e potencial genético dos animais permite maior deposição de tecido muscular e favorece a expressão do máximo desempenho produtivo.
Além da formulação adequada, fatores como qualidade das matérias-primas, processamento da ração e oferta contínua de alimento influenciam diretamente os resultados obtidos nas granjas.
Quando ocorrem falhas no fornecimento ou restrições de acesso ao alimento, o desempenho dos animais pode ser comprometido, refletindo na produtividade e na rentabilidade do sistema.
Indicadores zootécnicos orientam a gestão da produção
Durante essa fase, o acompanhamento dos principais indicadores produtivos permite avaliar a eficiência do manejo alimentar e identificar oportunidades de melhoria.
Entre os parâmetros mais importantes estão:
- Consumo médio diário de ração;
- Ganho de peso diário (GPD);
- Conversão alimentar;
- Taxa de mortalidade.
O monitoramento constante desses índices auxilia os produtores na tomada de decisões para otimizar custos de produção e elevar os resultados econômicos da atividade.
Regulagem dos comedouros influencia ganho de peso e desperdício de ração
A qualidade e o ajuste correto dos comedouros desempenham papel essencial no desempenho dos suínos.
Segundo a especialista, equipamentos mal regulados podem restringir o acesso dos animais à alimentação ou provocar desperdícios significativos, reduzindo a eficiência produtiva.
Quando os comedouros permanecem excessivamente fechados, a disponibilidade de ração diminui, aumentando a competição entre os animais e prejudicando o ganho de peso diário.
Por outro lado, regulagens muito abertas favorecem perdas de alimento e podem comprometer a conversão alimentar, elevando os custos da produção.
Além disso, equipamentos de melhor qualidade reduzem a necessidade de manutenção e facilitam o manejo diário nas granjas.
Estrutura adequada reduz competição entre os animais
Outro aspecto importante é a disponibilidade de espaço para alimentação.
O número de bocas de comedouro deve ser compatível com a quantidade de animais alojados em cada baia e adequado à fase produtiva.
Essa organização reduz disputas pelo alimento, melhora o comportamento alimentar dos suínos e contribui para maior uniformidade do lote.
A recomendação técnica é que o monitoramento dos comedouros faça parte da rotina operacional da granja para garantir o funcionamento correto dos equipamentos.
Consumo de água é essencial para ganho de peso e conversão alimentar
A oferta de água de qualidade é outro fator indispensável para o bom desempenho dos suínos.
Animais com dificuldade de acesso ou submetidos a baixa disponibilidade hídrica tendem a reduzir o consumo de ração, comprometendo o ganho de peso e a eficiência alimentar.
Além da quantidade, a água deve apresentar boa qualidade, temperatura adequada e vazão compatível com a fase produtiva.
A orientação técnica é utilizar bebedouros com vazão entre 1,5 e 2 litros por minuto, mantendo número suficiente de equipamentos para evitar competição entre os animais e garantir acesso contínuo ao recurso.
Manejo alimentar fortalece a rentabilidade da suinocultura
Com custos elevados de alimentação, que representam a maior parcela das despesas na produção de suínos, investir em manejo nutricional eficiente tornou-se uma estratégia fundamental para aumentar a competitividade das granjas.
A combinação entre dietas balanceadas, equipamentos adequados, monitoramento constante e fornecimento correto de água permite melhorar os índices zootécnicos, reduzir desperdícios e elevar a rentabilidade da atividade.
Ao proporcionar condições para que os animais expressem plenamente seu potencial genético, o manejo alimentar contribui para maior produtividade, melhor qualidade das carcaças e maior eficiência econômica da suinocultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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