Alimentação de suínos: manejo na terminação reduz desperdícios e melhora eficiência
Dietas ajustadas ao peso e à genética, comedouros bem regulados e água de qualidade são essenciais para o desempenho e a rentabilidade das granjas.
Publicado em: 20/10/2026 às 08:00hs
O manejo alimentar nas fases de crescimento e terminação dos suínos influencia diretamente o ganho de peso, a conversão alimentar e os custos de produção. Como essas etapas concentram a maior parcela do consumo de ração, falhas no balanceamento das dietas ou no acesso ao alimento podem comprometer a rentabilidade da atividade.
Segundo Joice Silva, zootecnista da Auster Nutrição Animal, a eficiência depende da combinação entre nutrição adequada, qualidade das matérias-primas e acompanhamento da rotina de alimentação. A regulagem dos comedouros e o fornecimento de água também são determinantes para que os animais expressem seu potencial produtivo.
Indicadores ajudam a avaliar o desempenho dos suínos
O acompanhamento dos resultados da granja deve considerar quatro indicadores principais: consumo médio diário de ração, ganho de peso diário, conversão alimentar e mortalidade.
Essas informações permitem avaliar o desempenho dos lotes e orientar decisões sobre alimentação e manejo. De acordo com a especialista, monitorar os indicadores é fundamental para identificar oportunidades de melhoria na eficiência produtiva e nos resultados econômicos.
A análise precisa estar associada às condições de criação, já que dificuldades de acesso à ração, desperdícios e consumo inadequado de água podem prejudicar o desempenho mesmo quando a dieta está corretamente formulada.
Dietas devem acompanhar peso, idade e genética
As exigências nutricionais mudam ao longo do desenvolvimento dos suínos. Por isso, o balanceamento das dietas deve considerar idade, peso e características genéticas dos animais, ajustando o fornecimento de nutrientes às necessidades de cada fase.
Segundo Joice, esse cuidado favorece a deposição de tecido muscular e contribui para o aproveitamento do potencial produtivo do rebanho.
A qualidade dos ingredientes e o processamento da ração também exigem atenção. Problemas nessas etapas, assim como restrições no fornecimento do alimento, podem comprometer os indicadores zootécnicos.
Regulagem dos comedouros evita perdas e competição
A regulagem dos comedouros interfere tanto na disponibilidade de alimento quanto no desperdício. Equipamentos excessivamente fechados deixam pouca ração na bandeja, dificultam o acesso e aumentam a competição entre os animais, com possível prejuízo ao ganho de peso diário.
No extremo oposto, aberturas excessivas favorecem perdas de ração e prejudicam a conversão alimentar, elevando a quantidade de alimento utilizada por quilo de peso produzido.
A estrutura dos equipamentos também deve permitir acesso fácil e oferecer número de bocas compatível com a quantidade de suínos por baia e a fase de criação. Comedouros de baixa qualidade podem exigir mais intervenções e aumentar a demanda por mão de obra.
A recomendação da zootecnista é incorporar a inspeção e os ajustes dos comedouros à rotina operacional da granja.
Água de qualidade é essencial para o consumo de ração
O fornecimento de água merece o mesmo cuidado dedicado à alimentação. Quando o acesso é limitado ou o consumo é insuficiente, os suínos tendem a ingerir menos ração, comprometendo o ganho de peso e a conversão alimentar.
Além de limpa e fresca, a água deve estar disponível em bebedouros bem dimensionados, com quantidade de animais por equipamento compatível com a capacidade de atendimento.
Para as fases abordadas, Joice indica vazão em torno de 1,5 a 2 litros por minuto, observadas as necessidades dos animais. A temperatura da água também deve ser acompanhada para evitar efeitos negativos sobre o consumo.
Eficiência depende da integração entre nutrição e rotina da granja
O desempenho no crescimento e na terminação resulta da combinação entre dietas adequadas e condições que permitam o consumo regular de ração e água.
Na avaliação da especialista, acompanhar os indicadores, ajustar os equipamentos e preservar a qualidade dos insumos são medidas decisivas para reduzir perdas zootécnicas, melhorar a eficiência alimentar e favorecer a rentabilidade da produção de suínos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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