Aglutinante melhora qualidade dos pellets e aumenta eficiência na produção de ração animal
Aditivo utilizado na fabricação de rações fortalece a estrutura dos pellets, reduz a geração de finos, melhora o aproveitamento do alimento pelos animais e contribui para maior produtividade nas fábricas.
Publicado em: 05/08/2026 às 15:00hs
A busca por maior eficiência industrial e melhor desempenho na alimentação animal tem levado as fábricas de ração a investir em tecnologias capazes de aprimorar cada etapa do processo produtivo. Entre as soluções disponíveis, o uso de aglutinantes para pellets vem ganhando destaque por contribuir para a formação de rações mais resistentes, reduzir perdas e aumentar o rendimento das peletizadoras.
Dentro da linha de produção, a peletizadora ocupa uma posição estratégica, transformando a mistura de ingredientes em pellets — formato que facilita o transporte, o armazenamento e favorece o consumo pelos animais.
Com a crescente exigência por qualidade e eficiência, a indústria busca alternativas para responder a uma questão fundamental: como produzir pellets mais resistentes, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade industrial?
Aglutinante fortalece estrutura dos pellets e reduz perdas na ração
Segundo o analista de nutrição animal da Quimtia Brasil, Stephen Janzen, a utilização de aglutinantes representa uma ferramenta importante para melhorar a qualidade física da ração.
O aditivo é composto por matérias-primas específicas que atuam diretamente na coesão das partículas, facilitando a formação de pellets mais sólidos e resistentes durante o processo de peletização.
Na prática, o resultado chega ao produtor rural por meio de uma ração mais uniforme, com menor presença de partículas quebradas e menor perda durante o transporte e o manejo.
"O objetivo das fábricas é justamente oferecer ao cliente final um produto mais homogêneo, com a menor quantidade possível de finos, o que se traduz em menor perda de ração durante transporte e manejo e maior aproveitamento do alimento pelos animais, que tendem a consumir o pellet em sua forma completa, em vez de selecionar partículas ou deixar sobras de pó", explica Janzen.
Maior resistência dos pellets melhora desempenho da alimentação animal
Um dos principais benefícios do uso do aglutinante está relacionado ao aumento do PDI (Pellet Durability Index), índice utilizado pela indústria para avaliar a resistência dos pellets à quebra durante processos como transporte, armazenamento e distribuição.
Ao melhorar a união entre as partículas da ração, o aditivo contribui para:
- maior dureza dos pellets;
- redução da formação de finos;
- menor desperdício de alimento;
- melhor aproveitamento nutricional pelos animais;
- aumento da qualidade percebida pelo produtor.
A maior integridade física da ração também favorece o consumo dos pellets completos, reduzindo a seleção de partículas pelos animais e evitando sobras no cocho.
Resultado depende de tecnologia, equipamentos e formulação da ração
Apesar dos benefícios comprovados, o desempenho do aglutinante pode variar conforme as condições da fábrica e as características do produto final.
De acordo com Stephen Janzen, fatores como tecnologia industrial disponível, regulagem dos equipamentos, manutenção das máquinas, composição da formulação e tipos de ingredientes utilizados influenciam diretamente nos resultados obtidos.
"Hoje, já há recomendações consolidadas para o nível de inclusão de aglutinante. No caso do produto Easy Pellet, desenvolvido pela Quimtia Brasil, a faixa indicada é de 0,5 a 3,0 kg por tonelada de ração", destaca o especialista.
Aumento da eficiência da peletizadora reduz custos industriais
Além dos ganhos relacionados à qualidade do pellet, o uso de aglutinantes também pode gerar benefícios operacionais para as fábricas de ração.
A melhoria da compactação da massa durante o processo pode contribuir para uma operação mais eficiente das peletizadoras, possibilitando maior produção em menor tempo e potencial redução no consumo de energia elétrica.
Segundo Janzen, o aglutinante não tem função nutricional direta, mas atua como uma ferramenta estratégica para otimizar o desempenho industrial.
"Ele não entra para atender exigências nutricionais dos animais, mas sim para melhorar o desempenho da indústria, possibilitando às fábricas produzirem mais ração peletizada em menos tempo e com menor geração de finos."
Indústria de ração busca produtividade e qualidade com novas tecnologias
O avanço das tecnologias aplicadas à fabricação de rações acompanha a necessidade do setor pecuário por produtos mais eficientes, sustentáveis e economicamente competitivos.
Ao unir maior resistência dos pellets, redução de perdas e ganho operacional, os aglutinantes se consolidam como uma alternativa para elevar o padrão de qualidade da produção industrial.
Para a cadeia produtiva, o benefício é compartilhado: as fábricas ganham eficiência, enquanto produtores rurais recebem uma ração com melhor aproveitamento, maior uniformidade e menor desperdício.
No cenário de expansão da produção animal, soluções voltadas à otimização da fabricação de ração devem continuar ganhando espaço como ferramentas estratégicas para aumentar a competitividade do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
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