Pecuária de Mato Grosso bate recorde histórico e 45% dos bovinos abatidos têm até 24 meses
Avanço na idade de abate revela aumento da produtividade da pecuária mato-grossense, impulsionado por genética, nutrição, manejo e tecnologias que reduzem o ciclo de produção da carne bovina.
Publicado em: 27/07/2026 às 10:30hs
A pecuária de corte de Mato Grosso alcançou um novo recorde de eficiência produtiva. No primeiro semestre de 2026, 45% dos bovinos abatidos no Estado tinham até 24 meses de idade, o maior percentual registrado na série histórica iniciada em 2006.
O resultado confirma a evolução tecnológica da pecuária mato-grossense, com produtores investindo em melhoramento genético, nutrição animal, manejo de pastagens e sistemas de produção mais eficientes para antecipar o ponto ideal de abate e elevar a competitividade da carne bovina brasileira.
Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram uma transformação profunda no perfil da pecuária estadual nas últimas duas décadas.
Idade de abate cai e produtividade aumenta em Mato Grosso
Em 2006, apenas 2% dos bovinos abatidos em Mato Grosso tinham menos de 24 meses. Duas décadas depois, esse índice saltou para 45%, demonstrando uma mudança estrutural na forma de produzir carne no Estado.
No mesmo período, a participação dos animais abatidos com mais de 36 meses caiu significativamente, passando de 65% para 22%.
A redução da idade de abate representa um dos principais indicadores de modernização da pecuária, pois permite produzir mais carne em menor tempo, melhora o aproveitamento dos recursos da propriedade e acelera o retorno financeiro dos investimentos realizados pelo produtor rural.
Segundo especialistas, a evolução está diretamente ligada ao avanço das ferramentas de produção utilizadas nas fazendas, como:
- seleção genética de animais mais precoces;
- suplementação alimentar estratégica;
- melhoria da qualidade das pastagens;
- manejo mais eficiente do rebanho;
- adoção de tecnologias de monitoramento e gestão.
Pecuária mato-grossense aumenta eficiência e competitividade
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a redução da idade de abate demonstra a capacidade de adaptação dos pecuaristas do Estado.
“A redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária mato-grossense. Ela mostra que o produtor investiu em tecnologia, melhoramento genético, manejo e nutrição para produzir mais carne em menos tempo”, destaca.
A mudança no perfil dos animais abatidos fortalece a posição de Mato Grosso como um dos principais polos produtores de carne bovina do mundo, aumentando a eficiência das propriedades e ampliando a capacidade de atendimento aos mercados interno e externo.
Abate de bovinos cresce no primeiro semestre de 2026
O avanço tecnológico também aparece nos números gerais da cadeia produtiva.
Nos primeiros seis meses de 2026, Mato Grosso registrou o abate de 3,65 milhões de bovinos, crescimento de 3,58% na comparação com o mesmo período de 2025.
O desempenho foi puxado principalmente pelos machos, cujo volume de abates aumentou 13,05% no período.
Já o envio de fêmeas aos frigoríficos apresentou queda de 4,26%, movimento associado à retenção de matrizes pelos pecuaristas para expansão e recomposição dos rebanhos.
Abate precoce fortalece sustentabilidade da carne bovina
Além dos ganhos econômicos, a redução da idade de abate também contribui para uma pecuária mais sustentável.
Com ciclos produtivos menores, os animais permanecem menos tempo nas propriedades, utilizam recursos naturais de forma mais eficiente e podem reduzir a emissão de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida.
O indicador ambiental ganha cada vez mais importância diante das exigências dos mercados internacionais, que buscam cadeias produtivas com maior eficiência e menor impacto ambiental.
Mato Grosso consolida pecuária de alta produtividade
O recorde de 45% dos bovinos abatidos com até 24 meses reforça a transformação da pecuária de Mato Grosso em direção a um modelo baseado em mais produtividade, tecnologia e sustentabilidade.
A redução do ciclo de produção coloca o Estado em uma posição estratégica no mercado global de carne bovina, ampliando a competitividade dos produtores e fortalecendo a imagem do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de proteína animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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