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Frigoríficos e Abatedouros

Abate de bovinos, suínos e frangos bate recorde no segundo trimestre de 2026

Produção animal avança na comparação anual, enquanto captação de leite chega a 6,61 bilhões de litros e preço pago ao produtor sobe 20,5% frente ao primeiro trimestre


Publicado em: 16/09/2026 às 19:40hs

Abate de bovinos, suínos e frangos bate recorde no segundo trimestre de 2026

O abate de bovinos, suínos e frangos alcançou o maior volume já registrado para um segundo trimestre em 2026. Os resultados das pesquisas trimestrais da produção animal mostram crescimento nas três cadeias em relação ao mesmo período de 2025, além de avanços na aquisição de leite, no processamento de couro e na produção de ovos.

Entre abril e junho, foram abatidos 10,72 milhões de bovinos, 15,70 milhões de suínos e 1,69 bilhão de frangos. Na comparação anual, os volumes aumentaram 1,3%, 4% e 2,8%, respectivamente.

A captação de leite cru cresceu 1% e alcançou 6,61 bilhões de litros. O preço médio pago ao produtor chegou a R$ 2,70 por litro, com recuperação de 20,5% frente aos três primeiros meses do ano.

Abate de bovinos chega a 10,72 milhões de cabeças

O abate de bovinos avançou 1,3% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 4% na comparação com o primeiro trimestre de 2026. O volume de 10,72 milhões de cabeças foi o maior já apurado para o período na série histórica.

Junho concentrou o maior nível de atividade, com 3,66 milhões de bovinos abatidos, crescimento de 3,5% sobre o mesmo mês do ano anterior.

O abate de fêmeas recuou 1,9% na comparação anual, mas aumentou 2% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Na passagem do segundo trimestre de 2025 para igual período de 2026, o país registrou acréscimo de 135,71 mil cabeças. O crescimento ocorreu em 19 das 27 Unidades da Federação.

Entre os estados com participação nacional de pelo menos 1%, os maiores aumentos foram observados em São Paulo, com mais 151,70 mil cabeças; Minas Gerais, com acréscimo de 46,71 mil; e Mato Grosso, com avanço de 34,99 mil.

As reduções mais expressivas ocorreram no Pará, com menos 78,29 mil cabeças; Maranhão, com queda de 32,27 mil; e Mato Grosso do Sul, com recuo de 30,70 mil animais.

Mato Grosso permaneceu na liderança nacional do abate bovino, respondendo por 16,9% do total. São Paulo apareceu em seguida, com 12,2%, e Goiás ocupou a terceira posição, com 10%.

Abate de suínos cresce 4% e estabelece novo recorde

Os frigoríficos brasileiros abateram 15,70 milhões de suínos no segundo trimestre de 2026. O volume superou em 4% o resultado do mesmo período de 2025 e ficou 2,6% acima do registrado entre janeiro e março.

O desempenho também foi o melhor para um segundo trimestre na série histórica. Somente em junho, foram abatidos 5,40 milhões de suínos, recorde mensal para o período e crescimento de 8,6% na comparação anual.

O avanço de 602,59 mil cabeças em relação ao segundo trimestre de 2025 foi sustentado por aumentos em 19 das 25 Unidades da Federação participantes da pesquisa.

Mato Grosso do Sul apresentou o maior incremento, com mais 229,79 mil animais. Também se destacaram Santa Catarina, com acréscimo de 123,96 mil cabeças; Rio Grande do Sul, com 109,35 mil; Paraná, com 51,35 mil; e São Paulo, com 48,25 mil.

Santa Catarina continuou liderando o abate de suínos no país, com participação de 27,6%. Paraná respondeu por 21,1% e Rio Grande do Sul, por 17,7%.

Produção de frangos atinge 1,69 bilhão de aves abatidas

O abate de frangos totalizou 1,69 bilhão de cabeças no segundo trimestre. O resultado representa aumento de 2,8% na comparação com igual período de 2025, embora tenha ficado 1,2% abaixo do volume registrado no primeiro trimestre de 2026.

Apesar do recuo trimestral, o número foi o maior da série histórica para o período. Junho estabeleceu um novo recorde mensal para um segundo trimestre, com 568,51 milhões de aves abatidas, alta anual de 8,2%.

Na comparação entre os segundos trimestres de 2025 e 2026, o abate nacional cresceu 46,46 milhões de cabeças. Houve aumento em 17 das 26 Unidades da Federação pesquisadas.

O Paraná liderou a expansão, com acréscimo de 31,22 milhões de aves. São Paulo registrou aumento de 9,31 milhões; Goiás, de 5,13 milhões; Bahia, de 2,86 milhões; e Rio Grande do Sul, de 2,74 milhões. Santa Catarina apresentou a principal retração, de 3,32 milhões de cabeças.

Com 35% do abate nacional, o Paraná manteve ampla liderança. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 13,1%; São Paulo, com 11,6%; e Rio Grande do Sul, com 11,3%.

Captação de leite cresce e preço ao produtor sobe 20,5%

A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob inspeção alcançou 6,61 bilhões de litros no segundo trimestre de 2026. O volume representa crescimento de 1% sobre o mesmo período do ano anterior e redução de 2,5% em relação ao primeiro trimestre.

Abril, maio e junho apresentaram os maiores volumes da série histórica para cada um desses meses em segundos trimestres. Maio liderou a captação no período, com mais de 2,23 bilhões de litros.

O preço médio pago ao produtor foi de R$ 2,70 por litro. O valor ficou 1,5% abaixo do observado no segundo trimestre de 2025, mas apresentou recuperação de 20,5% frente à média dos três primeiros meses de 2026.

O aumento anual de 64,6 milhões de litros na captação nacional teve origem em 12 das 26 Unidades da Federação participantes da pesquisa.

Os maiores acréscimos ocorreram no Paraná, com 49,61 milhões de litros; Rio Grande do Sul, com 44,28 milhões; e Santa Catarina, com 17,92 milhões. As principais quedas foram verificadas em Goiás, com menos 38,11 milhões de litros; Rondônia, com recuo de 11,57 milhões; e Tocantins, com redução de 9,63 milhões.

Minas Gerais permaneceu como o maior produtor no ranking de aquisição de leite, com 23,8% da captação nacional. Paraná respondeu por 16,2% e Rio Grande do Sul, por 13,1%.

Curtumes recebem 10,96 milhões de peças de couro bovino

A aquisição de couro bovino pelos curtumes somou 10,96 milhões de peças no segundo trimestre. O volume cresceu 1,9% tanto na comparação anual quanto em relação ao primeiro trimestre de 2026.

O avanço corresponde a 206,52 mil peças adicionais frente ao mesmo período de 2025. Dez dos 17 estados com estabelecimentos pesquisados apresentaram crescimento.

Entre as Unidades da Federação com participação superior a 5% e pelo menos três estabelecimentos ativos, Mato Grosso registrou o maior acréscimo, com 226,04 mil peças. Goiás avançou 125,98 mil; Mato Grosso do Sul, 47,18 mil; e São Paulo, 7,82 mil.

As maiores retrações ocorreram em Rondônia, com menos 429,48 mil peças; Rio Grande do Sul, com queda de 137,57 mil; e Paraná, com redução de 28,69 mil.

Goiás liderou a aquisição nacional de couro bovino para processamento, com participação de 19%. Mato Grosso apareceu logo depois, com 18,8%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 13,1%.

Produção de ovos alcança 1,25 bilhão de dúzias

A produção brasileira de ovos de galinha chegou a 1,25 bilhão de dúzias no segundo trimestre de 2026. O resultado representa crescimento de 0,8% em relação ao mesmo período de 2025 e de 2% na comparação com o trimestre anterior.

O país produziu 9,41 milhões de dúzias a mais na comparação anual. Houve aumento em 18 das 26 Unidades da Federação com granjas incluídas na pesquisa.

Minas Gerais liderou o crescimento, com mais 5,32 milhões de dúzias. Também avançaram Rio Grande do Sul, com 4,17 milhões; Paraná, com 2,95 milhões; e Pará, com 2,74 milhões.

Das granjas pesquisadas, 1.151 unidades, equivalentes a 54,3% do total, produziram ovos para consumo e responderam por 82,6% da produção. Outras 968 granjas, ou 45,7%, concentraram-se em ovos para incubação, com participação de 17,4% no volume nacional.

São Paulo permaneceu como o maior produtor de ovos do país, respondendo por 24,7% do total. Minas Gerais ocupou a segunda posição, com 10,2%, seguido por Paraná, com 9,6%, e Espírito Santo, com 7,9%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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