Novo inseticida promete ação em até uma hora contra percevejos e bicudo-do-algodoeiro
Registrado para soja, milho e algodão, Sucessor combina tecnologia de formulação, efeito de choque e ação residual; desempenho rápido foi observado em testes de campo apresentados pela UPL
Publicado em: 26/08/2026 às 07:00hs
A UPL Brasil obteve o registro do inseticida Sucessor, desenvolvido para o manejo do complexo de percevejos nas culturas de soja e milho e do bicudo-do-algodoeiro. A nova solução utiliza a tecnologia de formulação Blast, criada pela companhia para reunir ingredientes ativos anteriormente considerados incompatíveis em uma mesma composição.
Segundo a empresa, um dos diferenciais é a velocidade de ação sobre as pragas. Ensaios de campo realizados em diferentes regiões brasileiras indicaram efeito de choque entre 30 minutos e uma hora após a aplicação.
A informação representa o desempenho reportado pela fabricante nos testes citados. Os resultados no campo podem variar conforme espécie e estágio da praga, nível de infestação, condições climáticas, tecnologia de aplicação e cumprimento das recomendações da bula. Revista Cultivar
Tecnologia permite combinar ingredientes ativos
A tecnologia Blast foi desenvolvida para viabilizar a combinação de ingredientes ativos com características físico-químicas que dificultavam sua presença em uma mesma formulação.
Na prática, a solução busca reunir diferentes mecanismos em um único produto, associando ação rápida, efeito residual e consistência no controle.
A formulação amplia as possibilidades de manejo em sistemas de produção de soja, milho e algodão, culturas nas quais percevejos e bicudos podem provocar perdas relevantes quando não controlados no momento adequado.
De acordo com a UPL, o desenvolvimento do produto avançou a partir das necessidades relatadas pelos agricultores e dos desafios observados nas lavouras brasileiras.
Ação rápida é diferencial contra insetos sugadores
Os percevejos utilizam o aparelho bucal para perfurar os tecidos vegetais e retirar nutrientes. Na soja, os ataques podem afetar vagens e grãos, enquanto no milho determinadas espécies causam danos principalmente durante o estabelecimento das plantas.
Em situações de pressão elevada, a velocidade de controle ganha importância para interromper a alimentação e reduzir a continuidade dos danos.
A UPL informa que o Sucessor apresentou eliminação dos insetos-alvo entre 30 minutos e uma hora, em média, nos ensaios realizados no país.
A empresa também destaca o efeito residual da formulação, característica destinada a prolongar a proteção depois da aplicação. A duração efetiva do controle dependerá das condições encontradas em cada área e das orientações técnicas previstas no registro.
Percevejos ameaçam soja e milho
Na cultura da soja, o complexo de percevejos pode comprometer a formação e a qualidade dos grãos. Os danos incluem redução de peso, deformações, queda do poder germinativo e perda de qualidade das sementes.
Os insetos também podem permanecer nas áreas após a colheita e migrar para lavouras de milho, especialmente em sistemas de sucessão.
No cereal, o ataque durante os estágios iniciais pode causar perfurações, deformações, perfilhamento anormal e até a morte das plantas. Quanto mais jovem estiver o milho, maior pode ser o impacto sobre a formação do estande.
O monitoramento deve começar antes da semeadura e continuar durante o desenvolvimento das culturas, principalmente em regiões com histórico de alta infestação.
Bicudo permanece como desafio para o algodão
O bicudo-do-algodoeiro está entre as pragas de maior importância econômica para a cotonicultura.
O inseto ataca estruturas reprodutivas, como botões florais e maçãs, prejudicando a formação das fibras. A alta capacidade de multiplicação e a permanência em restos culturais tornam o manejo complexo.
O controle exige monitoramento frequente, destruição adequada de soqueiras e plantas voluntárias, cumprimento do vazio sanitário e aplicações realizadas conforme os níveis de infestação e as recomendações técnicas.
A chegada de uma nova ferramenta pode ampliar as opções disponíveis para a formação de programas de manejo. O produto, entretanto, não substitui as demais práticas preventivas e culturais necessárias ao controle do bicudo.
Aplicação aérea está prevista conforme a bula
O Sucessor poderá ser aplicado por via aérea, desde que sejam respeitadas as condições e orientações estabelecidas na bula.
A operação exige atenção à velocidade do vento, umidade relativa do ar, temperatura, tamanho das gotas, altura de voo e distância de áreas sensíveis.
A tecnologia de aplicação é determinante para que o produto alcance o alvo de maneira uniforme e para reduzir perdas por deriva ou evaporação.
A decisão sobre dose, momento e modalidade de aplicação deve ser tomada com acompanhamento de um engenheiro agrônomo e com base no monitoramento da lavoura.
Nova solução amplia portfólio da UPL
Para Cristiano Figueiredo, CEO da UPL Brasil, o lançamento representa a aplicação da pesquisa científica a um problema concreto enfrentado pelos produtores.
“Sucessor materializa nossa visão de que a inovação transforma o agro. A ciência aplicada ao desenvolvimento dessa solução possibilita avançar na tecnologia de formulação e transformar conhecimento em uma opção para o manejo de insetos de alto impacto”, afirma.
Segundo o executivo, o produto foi desenvolvido a partir da escuta dos agricultores, buscando alinhar a pesquisa às necessidades encontradas nos sistemas produtivos.
A nova solução amplia o portfólio da companhia voltado aos insetos sugadores e ao bicudo-do-algodoeiro.
Manejo integrado continua indispensável
Mesmo com novas tecnologias, o controle eficiente não deve depender exclusivamente de aplicações químicas. A utilização repetida de um mesmo mecanismo de ação pode aumentar a pressão de seleção e favorecer populações resistentes.
O planejamento precisa combinar monitoramento, nível de ação, rotação de mecanismos, controle biológico, eliminação de plantas voluntárias e cumprimento das medidas sanitárias recomendadas para cada cultura.
Também devem ser observados dose, intervalo entre aplicações, período de carência, número máximo de tratamentos e equipamentos de proteção individual.
Sucessor é um produto de uso agrícola e deve ser utilizado somente conforme o registro, a bula e o receituário agronômico. A aplicação correta será decisiva para transformar a rapidez indicada nos ensaios em controle consistente nas lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
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