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Soja

Soja brasileira avança nos biocombustíveis e ganha força na transição energética

Produção de biodiesel deve crescer 6,3% em 2026 com a mistura B15, enquanto investimentos em rastreabilidade, inovação e eficiência ampliam o papel estratégico da oleaginosa


Publicado em: 04/09/2026 às 10:00hs

Soja brasileira avança nos biocombustíveis e ganha força na transição energética

A soja brasileira amplia sua presença na transição energética e consolida uma atuação que vai além da alimentação humana e animal. Matéria-prima de destaque na indústria e no agronegócio, a oleaginosa também ganha espaço na produção de biocombustíveis, impulsionada pela busca por fontes renováveis e pela necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Esse movimento ocorre em paralelo ao avanço de práticas relacionadas à sustentabilidade, à rastreabilidade e à eficiência produtiva. Com isso, a cadeia da soja reforça sua importância para a economia de baixo carbono e para o desenvolvimento de soluções destinadas aos mercados alimentício, energético e industrial.

Biodiesel aumenta importância energética da soja

O óleo de soja permanece como um dos principais insumos utilizados na produção brasileira de biodiesel. A expansão desse mercado fortalece a participação da oleaginosa na matriz energética e amplia as possibilidades de aproveitamento da produção nacional.

Segundo dados da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (AproBio), a produção nacional de biodiesel deverá crescer 6,3% em 2026, alcançando 10,5 bilhões de litros. A projeção considera a adoção da mistura B15, que estabelece a presença de 15% de biodiesel no diesel comercializado no país.

Além de diversificar os usos da soja, o crescimento dos biocombustíveis contribui para reduzir a dependência de fontes fósseis e aumenta a demanda por matérias-primas renováveis.

Para Alessandro Reis, CEO da CJ Selecta, a versatilidade explica a crescente relevância da cultura para diferentes atividades econômicas.

“A soja brasileira possui uma característica única: sua capacidade de conectar diferentes cadeias produtivas e gerar valor em múltiplos setores. Além da importância econômica e alimentar, ela também avança como um elemento relevante na agenda de transição energética, especialmente com a expansão do biodiesel e de outras soluções renováveis”, afirma.

Sustentabilidade e rastreabilidade ganham espaço na cadeia

O crescimento da soja no mercado energético também vem acompanhado por exigências socioambientais mais rigorosas. Compradores, indústrias e consumidores passaram a demandar maior transparência sobre a origem da matéria-prima e os impactos gerados ao longo da cadeia produtiva.

Nesse cenário, rastreabilidade, conformidade socioambiental, eficiência operacional e práticas ambientais, sociais e de governança, conhecidas pela sigla ESG, assumem papel estratégico.

A CJ Selecta afirma direcionar investimentos para inovação e desenvolvimento de soluções voltadas a uma cadeia produtiva mais responsável. As iniciativas abrangem o monitoramento da origem da matéria-prima, o cumprimento de critérios socioambientais e o aprimoramento dos processos industriais.

A proposta é conciliar produtividade, eficiência e geração de valor, atendendo às novas exigências dos mercados brasileiro e internacional.

Etanol de soja amplia aproveitamento da matéria-prima

Além do biodiesel, o desenvolvimento de tecnologias industriais abre novas possibilidades para o aproveitamento energético da soja. Entre essas iniciativas está a produção de etanol a partir de componentes provenientes do processamento da oleaginosa.

A CJ Selecta mantém uma planta dedicada à produção de etanol de soja. A unidade integra a estratégia da companhia para ampliar o aproveitamento da matéria-prima, reduzir desperdícios e agregar valor aos recursos obtidos durante o processo industrial.

A operação também fortalece a presença da soja no segmento de energias renováveis e cria alternativas alinhadas à transição para uma economia de baixo carbono.

“Acreditamos que inovação e sustentabilidade precisam caminhar juntas. A planta de etanol de soja representa nossa busca constante por novas soluções, ampliando o aproveitamento da matéria-prima e contribuindo para uma cadeia mais eficiente e preparada para os desafios futuros”, destaca Alessandro Reis.

Eficiência produtiva será decisiva para o futuro do agronegócio

A sustentabilidade na cadeia da soja envolve não apenas a redução de emissões, mas também o uso eficiente dos recursos naturais, a diminuição dos impactos ambientais, o desenvolvimento das comunidades produtoras e a transparência nas relações comerciais.

A integração desses fatores com os ganhos de produtividade deverá ganhar importância à medida que os mercados aumentarem suas exigências sobre a origem e os métodos de produção das commodities agrícolas.

“O futuro do agronegócio está diretamente relacionado à capacidade de produzir mais, com eficiência e responsabilidade. Investir em rastreabilidade, inovação e iniciativas ESG deixou de ser apenas um diferencial e passou a fazer parte da construção de cadeias produtivas mais resilientes e alinhadas às demandas globais”, conclui o CEO da CJ Selecta.

Fonte: Portal do Agronegócio

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