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Fruticultura e Horticultura

Exportações brasileiras de frutas crescem 20,4% e país caminha para novo recorde em 2026

Brasil embarcou 36,5 mil contêineres no primeiro semestre, com melões, melancias e mangas na liderança; Europa concentrou cerca de 85% do volume


Publicado em: 04/09/2026 às 10:50hs

Exportações brasileiras de frutas crescem 20,4% e país caminha para novo recorde em 2026

As exportações brasileiras de frutas mantiveram forte ritmo de crescimento no primeiro semestre de 2026. O país embarcou 36.552 TEUs em cargas conteinerizadas entre janeiro e junho, avanço de 20,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Datamar.

O desempenho reforça a perspectiva de um novo recorde anual para a fruticultura exportadora brasileira. A expectativa é sustentada pelo crescimento já registrado e pela sazonalidade do setor, uma vez que parte importante dos embarques de algumas das principais frutas do país ocorre no segundo semestre.

Em todo o ano de 2025, as exportações brasileiras de frutas em contêineres haviam alcançado 80.179 TEUs. A sigla TEU representa a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, medida utilizada para dimensionar o transporte marítimo de cargas.

Exportações de frutas chegam a quase 499 mil toneladas

Além dos produtos transportados em contêineres, o Brasil exportou 48.846 toneladas de frutas em navios frigoríficos convencionais, conhecidos como reefers.

Somados os embarques realizados nos dois modais marítimos, as exportações brasileiras de frutas totalizaram 498.915 toneladas no primeiro semestre de 2026. O volume representa crescimento de 29,2% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado.

De acordo com Andrew Lorimer, CEO da Datamar, os números provisórios estão alinhados às estatísticas oficiais do Comex Stat e indicam que 2026 poderá consolidar mais um resultado histórico para o setor.

O executivo destaca que o avanço é especialmente relevante porque o segundo semestre concentra parte expressiva das exportações de produtos importantes da pauta frutícola nacional.

Melões e melancias lideram exportações em contêineres

Melões e melancias formaram a principal categoria exportada pelo Brasil em contêineres no primeiro semestre de 2026, com 9.825 TEUs.

As mangas apareceram na segunda posição, somando 9.399 TEUs. Na sequência, limões e limas alcançaram 8.849 TEUs. Juntos, os três grupos representaram aproximadamente 76,8% de todas as frutas brasileiras exportadas em contêineres no período.

A liderança desses produtos evidencia a relevância das regiões produtoras especializadas em frutas tropicais e frescas, especialmente dos polos que combinam produção irrigada, elevada produtividade e acesso competitivo aos terminais marítimos.

Países Baixos recebem mais da metade das frutas brasileiras

A Europa permaneceu como o principal destino das exportações brasileiras de frutas. Os Países Baixos receberam 20.321 TEUs entre janeiro e junho, volume equivalente a 55,6% do total identificado pelo DataLiner, plataforma de inteligência comercial da Datamar.

A Espanha ficou na segunda colocação, com 5.499 TEUs e participação de 15,1%. O Reino Unido ocupou o terceiro lugar, com 5.218 TEUs, correspondentes a 14,3% dos embarques.

Juntos, Países Baixos, Espanha e Reino Unido concentraram cerca de 85% das exportações brasileiras de frutas em contêineres no primeiro semestre. Os números mostram a importância do mercado europeu para o setor, mas também evidenciam a necessidade de diversificação dos destinos comerciais.

Complementaridade das safras favorece presença na Europa

Uma das principais vantagens competitivas do Brasil está na complementaridade entre o calendário nacional de produção e as safras europeias. Essa condição permite que o país amplie o fornecimento durante períodos de menor disponibilidade de frutas cultivadas localmente.

Produtos como melão, manga e uva encontram oportunidades comerciais importantes durante o inverno europeu. No caso dos melões, o Brasil ganha participação quando a produção da Espanha diminui, ajudando a manter o abastecimento do mercado.

Segundo Lorimer, essa complementaridade estabelece uma relação comercial favorável entre o Brasil e os países europeus, sem impedir a busca por novos compradores em outras regiões.

Navios frigoríficos ganham espaço nos embarques

O crescimento das exportações brasileiras de frutas não ficou restrito ao transporte em contêineres. Os dados da Datamar mostram que aproximadamente 10% do volume marítimo embarcado no primeiro semestre foi transportado em navios frigoríficos convencionais.

Esse modal ganhou importância nos últimos anos e continua ampliando sua participação nas operações do setor. Os navios reefer são projetados para o transporte de mercadorias que exigem controle rigoroso de temperatura e condições adequadas de conservação durante viagens internacionais.

A utilização conjunta de contêineres refrigerados e embarcações frigoríficas amplia a capacidade logística do Brasil e oferece alternativas para exportadores que precisam movimentar grandes volumes de produtos altamente perecíveis.

Segundo semestre pode ampliar resultado da fruticultura

A combinação entre crescimento da produção, demanda internacional, complementaridade das safras e ampliação da estrutura logística cria uma perspectiva favorável para as exportações brasileiras de frutas em 2026.

O setor, no entanto, continuará atento aos custos de frete, à disponibilidade de contêineres refrigerados, às exigências fitossanitárias dos compradores e à concentração das vendas no mercado europeu.

Com quase 499 mil toneladas exportadas apenas no primeiro semestre e crescimento de 29,2% em volume, a fruticultura brasileira inicia a segunda metade do ano em posição favorável para superar os resultados registrados em 2025 e alcançar um novo recorde no comércio exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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