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Flores

Floricultura movimenta R$ 271 milhões no Paraná; veja as regiões e os municípios líderes

Gramados concentram 60% do faturamento estadual, enquanto Curitiba e Maringá respondem por mais da metade do valor gerado pela atividade


Publicado em: 04/09/2026 às 10:40hs

Floricultura movimenta R$ 271 milhões no Paraná; veja as regiões e os municípios líderes

A floricultura do Paraná movimentou R$ 271 milhões em 2025, consolidando-se como uma atividade diversificada e presente em quase 100 municípios. Embora represente apenas 0,13% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) estadual, o setor reúne diferentes cadeias produtivas e apresenta forte concentração econômica em determinados produtos e regiões.

Os números fazem parte do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). No mesmo período, o VBP total da agropecuária paranaense alcançou R$ 212,6 bilhões.

Em valores corrigidos, a receita da floricultura cresceu 0,9% na comparação com 2024, quando a atividade havia gerado R$ 268,5 milhões.

Gramados lideram faturamento da floricultura paranaense

A produção de gramados ocupa a liderança da floricultura no Paraná, com Valor Bruto da Produção de R$ 162,9 milhões. O segmento respondeu sozinho por 60,1% de toda a receita gerada pela atividade em 2025.

Na segunda posição aparecem as plantas ornamentais perenes, que movimentaram R$ 32,5 milhões e representaram 12% do total estadual. Somados, gramados e plantas perenes concentraram 72,1% do VBP da floricultura paranaense.

As orquídeas ficaram em terceiro lugar, com faturamento de R$ 20,1 milhões e participação de 7,4%. Os crisântemos vieram na sequência, movimentando R$ 13,8 milhões, equivalentes a 5,1% do setor.

Outros destaques foram a flor do deserto, com R$ 5,8 milhões e participação de 2,1%, e as mudas destinadas à arborização, que geraram R$ 5,2 milhões, ou 1,9% do VBP.

De acordo com o Deral, os principais produtos analisados representam 90,9% da receita da atividade. Outras 35 espécies completam o levantamento estadual.

Cultivo de flores gera R$ 58,1 milhões

Dentro do conjunto de produtos que compõem a atividade, o segmento específico de flores reúne 31 espécies cultivadas e movimentou R$ 58,1 milhões em 2025.

Esse valor corresponde a 21,5% da receita bruta gerada pela floricultura no campo paranaense. Os números evidenciam a diversidade do setor, que também inclui gramados, plantas ornamentais, mudas para arborização e outras espécies destinadas ao paisagismo e à decoração.

Curitiba e Maringá concentram mais da metade da produção

A floricultura apresenta forte concentração regional no Paraná. Os Núcleos Regionais de Curitiba e Maringá responderam, juntos, por 56,2% do Valor Bruto da Produção da atividade.

Na sequência aparecem Londrina, com participação de 10,7%; Toledo, com 10,4%; e Cascavel, com 8%. Somadas, as cinco regiões concentraram 85,3% do faturamento da floricultura paranaense em 2025.

Segundo o Deral, a distribuição econômica da produção pelo Estado está diretamente ligada às espécies cultivadas e à especialização produtiva encontrada em cada região.

Marialva lidera ranking dos municípios

Entre os municípios, Marialva ocupa a primeira posição no ranking da floricultura do Paraná, respondendo por 15,2% do valor bruto gerado pelo setor.

São José dos Pinhais aparece em segundo lugar, com participação de 9,2%, seguido por Mandaguari, com 5,2%; Agudos do Sul, com 4,7%; e Sertanópolis, com 3,8%.

Juntos, esses cinco municípios foram responsáveis por 38,1% do VBP estadual da floricultura. Além deles, outras 94 cidades paranaenses exploram comercialmente a atividade, demonstrando que a cadeia produtiva está distribuída por diferentes partes do Estado.

Floricultura ganha relevância com diversidade produtiva

Apesar da participação reduzida no conjunto da agropecuária do Paraná, a floricultura possui importância econômica regional e gera oportunidades em áreas como produção de flores, cultivo de plantas ornamentais, formação de gramados, arborização e paisagismo.

A proximidade da primavera, que começa em 22 de setembro, tende a ampliar a visibilidade do setor e favorecer a demanda por flores e plantas ornamentais. Os dados do Deral mostram que a atividade combina diversidade de espécies, presença territorial e polos produtivos especializados, com destaque para os eixos de Curitiba e Maringá.

Fonte: Portal do Agronegócio

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