Preço da soja sobe 7% no mês com alta da energia e demanda firme
Compras chinesas e exportações dos Estados Unidos sustentam as cotações; óleos vegetais também avançam no mercado internacional
Publicado em: 23/09/2026 às 14:10hs
Os preços globais da soja subiram 7% em relação ao mês anterior, segundo o Conselho Internacional de Grãos (IGC). A valorização ocorreu em meio à alta da energia, à demanda firme e às preocupações com possíveis efeitos do El Niño sobre a produção de oleaginosas.
Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro de soja com vencimento mais próximo acumulou avanço de 8%. Além do encarecimento da energia, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para a volatilidade do mercado.
Compras chinesas e exportações dos EUA sustentam a soja
A China ampliou as compras de soja para embarque em 2026/27. Nos Estados Unidos, os compromissos de exportação no início de setembro estavam 102% acima dos registrados um ano antes. Com esse suporte da demanda, a cotação no Golfo dos EUA chegou a US$ 530 por tonelada FOB, conforme o IGC.
No Brasil, os prêmios de exportação recuaram ligeiramente desde meados de agosto. O movimento refletiu, em parte, a alta dos contratos futuros norte-americanos e a transferência sazonal de parte das compras para a nova safra dos Estados Unidos.
Ainda assim, o IGC aponta que a menor disponibilidade imediata de soja e a continuidade dos embarques brasileiros mantêm os prêmios sustentados. Em Paranaguá, o preço chegou a US$ 540 por tonelada FOB, aumento de US$ 32.
Canola e óleos vegetais também avançam
A valorização se estendeu à canola. No Canadá, os preços subiram 1% no mês, enquanto a cotação de exportação alcançou US$ 630 por tonelada em Vancouver. Na Austrália, as ofertas chegaram a US$ 573 por tonelada.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os preços internacionais dos óleos vegetais avançaram 0,6% em agosto e atingiram o maior nível desde junho de 2022.
Pelo lado da oferta, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou sua projeção para a produção mundial de canola em 2026/27 para quase 100 milhões de toneladas. As principais revisões positivas envolveram Austrália, Rússia, Uruguai e Cazaquistão.
Fonte: Portal do Agronegócio
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