Exportações do agronegócio seguem aquecidas e soja supera 85 milhões de toneladas em 2026, aponta ANEC
Boletim da ANEC mostra avanço das exportações brasileiras de soja, milho e farelo de soja, com China mantendo liderança entre os principais compradores do grão brasileiro.
Publicado em: 28/07/2026 às 20:00hs
O agronegócio brasileiro continua demonstrando força no mercado internacional. Os embarques de soja, milho e farelo de soja seguem em ritmo elevado em 2026, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) revelam que as exportações permanecem aquecidas, impulsionadas pela forte demanda externa e pela competitividade da produção nacional.
Exportações de soja já ultrapassam 85 milhões de toneladas
Segundo a ANEC, a previsão acumulada para 2026 indica embarques de aproximadamente 85,07 milhões de toneladas de soja, enquanto o farelo de soja deve alcançar 15,34 milhões de toneladas. Já as exportações de milho somam 9,57 milhões de toneladas até o momento, considerando a programação dos embarques.
Os números reforçam a importância do complexo soja para a balança comercial brasileira e mostram que o país continua ampliando sua presença no mercado internacional, mesmo diante das oscilações logísticas e econômicas globais.
Semana registra quase 2,9 milhões de toneladas de soja embarcadas
Na programação da semana analisada pela ANEC (26 de julho a 1º de agosto), os embarques de soja estão estimados em aproximadamente 2,9 milhões de toneladas, enquanto o farelo de soja deve atingir 878 mil toneladas e o milho 1,52 milhão de toneladas.
Os principais portos responsáveis pela movimentação continuam sendo:
- Santos;
- Paranaguá;
- Itaqui (São Luís);
- Barcarena;
- Rio Grande;
- São Francisco do Sul.
Esses corredores logísticos permanecem estratégicos para o escoamento da produção brasileira destinada aos mercados internacionais.
China lidera compras da soja brasileira
A China segue como o principal destino da soja exportada pelo Brasil, respondendo por 71% das compras realizadas entre janeiro e junho de 2026. Na sequência aparecem Espanha e Turquia, ambas com 4%, além de Tailândia, Paquistão, Holanda, Irã, México e Argélia entre os principais mercados consumidores.
A forte dependência do mercado chinês reforça a relevância da relação comercial entre os dois países e evidencia o papel do Brasil como fornecedor estratégico para a segurança alimentar mundial.
Milho amplia presença em mercados do Oriente Médio
No milho, o principal comprador em 2026 é o Irã, responsável por 29% das importações do cereal brasileiro, seguido por Egito (20%) e Vietnã (17%). Arábia Saudita, China, Marrocos e Argélia também figuram entre os maiores destinos das exportações nacionais.
O cenário demonstra a crescente diversificação dos mercados compradores, reduzindo a dependência de poucos destinos e fortalecendo a presença do milho brasileiro em diferentes regiões do mundo.
Farelo de soja ganha espaço na Ásia
Nas exportações de farelo de soja, a Indonésia lidera o ranking de importadores, concentrando 18% das compras. Tailândia, Holanda, Irã, Espanha, Polônia, França, Bangladesh, Coreia do Sul e Vietnã aparecem entre os principais mercados consumidores do produto brasileiro.
A demanda crescente por proteína vegetal destinada à produção de ração animal continua impulsionando o desempenho das exportações brasileiras.
Agronegócio mantém protagonismo nas exportações brasileiras
Os números da ANEC mostram que o Brasil segue consolidando sua posição como um dos maiores exportadores mundiais de grãos. A combinação entre elevada produção, infraestrutura portuária cada vez mais eficiente e demanda internacional consistente mantém o agronegócio como um dos principais motores da economia brasileira.
Com a continuidade dos embarques previstos para os próximos meses, a expectativa é de que o país mantenha um elevado volume exportado até o encerramento de 2026, fortalecendo ainda mais sua participação no comércio agrícola global.
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Fonte: Portal do Agronegócio
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