Publicidade
Soja

Exportações de soja podem atingir 8,32 milhões de toneladas em setembro, alta de 19,3%

Embarques brasileiros de soja, milho, farelo, sorgo e derivados devem movimentar 17,39 milhões de toneladas no mês; milho recua, enquanto farelo e soja avançam


Publicado em: 17/09/2026 às 11:00hs

Exportações de soja podem atingir 8,32 milhões de toneladas em setembro, alta de 19,3%

As exportações brasileiras de soja podem alcançar 8,32 milhões de toneladas em setembro de 2026, crescimento de 19,3% em relação às 6,97 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. A projeção faz parte do levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), elaborado com base na programação dos portos.

Considerando soja, milho, farelo de soja, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil poderá exportar 17,39 milhões de toneladas neste mês. O volume representa avanço de 8,4% sobre as 16,04 milhões de toneladas registradas em setembro do ano passado.

O desempenho é sustentado principalmente pelos embarques de soja, farelo e sorgo. O milho segue na direção oposta, com previsão de queda anual de 17,8%.

Exportações de soja acumulam 102,6 milhões de toneladas

Entre janeiro e setembro de 2026, os embarques brasileiros de soja devem alcançar 102,61 milhões de toneladas, considerando a programação prevista para o restante deste mês.

O volume acumulado já se aproxima das 108,68 milhões de toneladas exportadas durante todo o ano de 2025, segundo a série histórica apresentada pela Anec.

Somente em agosto, o Brasil enviou 9,60 milhões de toneladas de soja ao exterior, crescimento de 18,4% diante das 8,11 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.

Para setembro, a expectativa é de 8,32 milhões de toneladas, acréscimo de 1,35 milhão de toneladas na comparação anual.

O desempenho reforça a posição da soja como principal produto da pauta acompanhada pela entidade e mantém elevada a movimentação nos portos brasileiros mesmo após o período de pico da safra.

China recebe 70% da soja brasileira

A China permanece como o principal destino da soja exportada pelo Brasil. Entre janeiro e agosto de 2026, o mercado chinês respondeu por 70% dos embarques nacionais da oleaginosa.

Na sequência aparecem Espanha, com 4%, além de Tailândia, Turquia e Paquistão, cada um com participação de 3%.

Holanda, México e Irã concentraram 2% cada. Bangladesh e Argélia responderam por 1% individualmente, enquanto os demais destinos somaram 8%.

A concentração das vendas na China evidencia a importância do país asiático para o escoamento da produção brasileira e para a formação dos preços no mercado doméstico.

Milho pode exportar 5,74 milhões de toneladas em setembro

As exportações brasileiras de milho estão estimadas em 5,74 milhões de toneladas em setembro. O volume representa queda de 17,8% em relação às 6,98 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

A retração equivale a aproximadamente 1,25 milhão de toneladas.

Entre janeiro e setembro, as exportações do cereal devem somar 19,89 milhões de toneladas. O resultado permanece distante das 41,59 milhões de toneladas registradas durante todo o ano passado, quando os embarques ganharam força principalmente no último trimestre.

Em agosto de 2026, o Brasil exportou 5,03 milhões de toneladas de milho, redução de 31,4% na comparação com as 7,34 milhões de toneladas do mesmo mês de 2025.

Egito lidera compras do milho brasileiro

O Egito foi o principal comprador do milho brasileiro entre janeiro e agosto de 2026, concentrando 28% dos embarques.

O Irã apareceu na segunda posição, com 14%, seguido pelo Vietnã, com 12%. Espanha respondeu por 6%, enquanto China e Argélia ficaram com 5% cada.

Arábia Saudita representou 4% das exportações, República Dominicana ficou com 3%, e Taiwan e Marrocos participaram com 2% cada. Outros mercados reuniram os 18% restantes.

A diversificação dos destinos reduz parcialmente a dependência de um único comprador, embora os três principais mercados tenham absorvido mais da metade do milho brasileiro exportado no período.

Farelo de soja cresce 14,2% em setembro

Os embarques de farelo de soja estão projetados em 2,24 milhões de toneladas em setembro, aumento de 14,2% diante das 1,96 milhão de toneladas exportadas um ano antes.

No acumulado de janeiro a setembro, o volume deve atingir 19,62 milhões de toneladas. O resultado representa crescimento sobre os primeiros nove meses de 2025, sustentado pelo aumento dos embarques observado em boa parte do ano.

A Indonésia liderou as compras do farelo brasileiro entre janeiro e agosto, com participação de 17%. Holanda e Tailândia responderam por 11% cada, enquanto o Irã concentrou 10%.

Espanha absorveu 7% das vendas, seguida por Polônia, França e Coreia do Sul, com 6% cada. Bangladesh ficou com 5%, Vietnã com 4% e os demais destinos somaram 18%.

Sorgo ganha espaço na pauta exportadora

O sorgo aparece como um dos destaques da programação de setembro. A Anec projeta exportações de 1,02 milhão de toneladas no mês.

No acumulado de 2026, os embarques deverão chegar a 1,33 milhão de toneladas. Desse total, aproximadamente 275,5 mil toneladas foram exportadas em agosto.

A expansão do sorgo adiciona uma nova frente ao comércio exterior de grãos e amplia as alternativas de escoamento para a produção brasileira.

Já as exportações de DDGS, coproduto utilizado principalmente na alimentação animal, são estimadas em 74,8 mil toneladas em setembro. Entre janeiro e setembro, o acumulado poderá alcançar cerca de 841 mil toneladas.

Embarques semanais podem superar 4,77 milhões de toneladas

Para a semana de 13 a 19 de setembro, a programação indica embarques totais de aproximadamente 4,77 milhões de toneladas entre os produtos acompanhados.

A soja lidera o fluxo semanal, com previsão de 2,23 milhões de toneladas. Na semana anterior, de 6 a 12 de setembro, foram embarcadas 1,46 milhão de toneladas.

O milho deverá movimentar 1,76 milhão de toneladas, acima das 984,9 mil toneladas registradas na semana passada. Para o farelo de soja, a projeção é de 585,8 mil toneladas, ante 373 mil toneladas no período anterior.

Também estão programadas 140,2 mil toneladas de sorgo e 58,3 mil toneladas de DDGS. Não há previsão de embarques de trigo na semana.

Santos lidera programação de soja e milho

O Porto de Santos concentra a maior programação semanal de soja, com 476,2 mil toneladas previstas, além de 495 mil toneladas de milho e 296,3 mil toneladas de farelo.

No Porto de Rio Grande, a expectativa é de 607,6 mil toneladas de soja e 60 mil toneladas de farelo. São Luís/Itaqui deverá movimentar 322,8 mil toneladas de soja, 198 mil toneladas de milho e 50 mil toneladas de farelo.

Paranaguá tem programação de 342,5 mil toneladas de soja, 344,9 mil toneladas de milho e 122 mil toneladas de farelo.

Barcarena poderá embarcar 112,4 mil toneladas de soja e 345,3 mil toneladas de milho. São Francisco do Sul aparece com 203,7 mil toneladas de soja e 65,8 mil toneladas de milho.

Programação confirma força da soja nas exportações

As projeções da Anec mostram que a soja continuará liderando o fluxo exportador brasileiro em setembro, com crescimento expressivo diante do mesmo período de 2025.

O farelo também apresenta perspectiva positiva, apoiado pela demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio. O milho, por outro lado, registra desempenho inferior ao do ano passado, apesar da aceleração prevista para os embarques semanais.

Como as estimativas de setembro são baseadas na programação portuária, os volumes ainda podem sofrer alterações em razão de condições climáticas, mudanças nas escalas dos navios e ajustes operacionais nos terminais.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias