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Soja

Exportações de soja devem atingir 8 milhões de toneladas em setembro, alta de 15%, aponta ANEC

Programação portuária também prevê 5,97 milhões de toneladas de milho e 2,22 milhões de farelo; embarques totais podem alcançar 17,04 milhões de toneladas


Publicado em: 22/09/2026 às 20:00hs

Exportações de soja devem atingir 8 milhões de toneladas em setembro, alta de 15%, aponta ANEC

As exportações brasileiras de soja devem alcançar 8,02 milhões de toneladas em setembro de 2026, conforme a programação atualizada de embarques nos portos. O volume representa crescimento de 15% sobre as 6,97 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2025.

O levantamento, emitido em 21 de setembro e baseado no line-up dos portos, também projeta embarques de 5,97 milhões de toneladas de milho e 2,22 milhões de toneladas de farelo de soja.

Considerando soja, farelo, milho, DDGS e sorgo, as exportações programadas para setembro totalizam 17,04 milhões de toneladas. O resultado supera em 6,25% as 16,04 milhões de toneladas movimentadas no mesmo período do ano anterior.

Os números integram o acompanhamento estatístico da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), elaborado com informações da Cargonave.

Projeção da soja é revisada para 8,02 milhões de toneladas

A estimativa atual para as exportações de soja ficou aproximadamente 301 mil toneladas abaixo da projeção apresentada na semana anterior, quando a ANEC previa 8,32 milhões de toneladas.

A revisão representa redução de 3,62%, mas não altera a expectativa de crescimento anual. Caso a programação seja confirmada, os embarques superarão em pouco mais de 1 milhão de toneladas o volume de setembro de 2025.

Entre janeiro e setembro, incluindo a estimativa do mês atual, as exportações brasileiras de soja somam 102,31 milhões de toneladas. No mesmo intervalo de 2025, o país havia movimentado aproximadamente 95,08 milhões de toneladas.

A diferença corresponde a uma expansão de 7,6%, ou cerca de 7,23 milhões de toneladas.

Milho tem estimativa elevada para 5,97 milhões de toneladas

A projeção de exportação de milho em setembro foi revisada para cima. O volume programado passou de 5,74 milhões para 5,97 milhões de toneladas, acréscimo de aproximadamente 234 mil toneladas, ou 4,08%.

Apesar da revisão positiva, o resultado mensal permanece abaixo do registrado em setembro de 2025. Na comparação anual, a previsão indica queda de 14,48% diante das 6,98 milhões de toneladas embarcadas há um ano.

De janeiro a setembro de 2026, as exportações brasileiras de milho chegam a 20,12 milhões de toneladas. O resultado reflete um fluxo mais lento principalmente em julho, agosto e setembro, meses tradicionalmente importantes para o escoamento do cereal brasileiro.

Farelo de soja deve crescer 12,9% em setembro

Os embarques de farelo de soja estão projetados em 2,22 milhões de toneladas neste mês. A estimativa representa avanço de 12,9% sobre as 1,96 milhão de toneladas exportadas em setembro de 2025.

Em relação ao relatório anterior, entretanto, houve uma pequena revisão negativa de 25,3 mil toneladas, ou 1,13%.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as exportações do derivado atingem 19,59 milhões de toneladas. O desempenho foi favorecido pelos volumes registrados entre abril e julho, quando os embarques mensais ficaram acima de 2,3 milhões de toneladas.

O crescimento reforça a importância da demanda internacional pelo farelo brasileiro, utilizado principalmente na alimentação animal.

Programação semanal supera 4,5 milhões de toneladas

Entre 20 e 26 de setembro, a programação dos portos indica embarques de aproximadamente 4,51 milhões de toneladas dos produtos acompanhados.

A soja lidera o fluxo semanal, com 2,06 milhões de toneladas previstas. O volume supera em 9,45% as 1,88 milhão de toneladas movimentadas entre 13 e 19 de setembro.

Para o milho, estão programadas 1,56 milhão de toneladas, alta de 17,86% em relação às 1,32 milhão de toneladas da semana anterior.

O farelo de soja apresenta a maior expansão proporcional. A previsão alcança 687,7 mil toneladas, ante 359 mil toneladas no intervalo anterior, crescimento de 91,6%.

Os embarques programados de sorgo somam 206,7 mil toneladas, avanço de 18,4%. Não há carregamentos de trigo ou DDGS previstos para o período analisado.

Paranaguá lidera programação semanal de soja

O Porto de Paranaguá aparece com o maior volume de soja programado para a semana, com 485,3 mil toneladas. Santos ocupa a segunda posição, com 444,7 mil toneladas, seguido por Rio Grande, com 400,5 mil toneladas.

Também estão previstos embarques por São Luís/Itaqui, com 314,8 mil toneladas; São Francisco do Sul, com 129,7 mil; Itacoatiara, com 81,5 mil; Barcarena, com 80,1 mil; Aratu/Cotegipe, com 68,6 mil; e Vitória, com 54,2 mil toneladas.

No farelo de soja, Santos concentra 381,8 mil toneladas, mais da metade da programação semanal. Paranaguá aparece com 145,3 mil toneladas e Rio Grande, com 141,6 mil toneladas.

Santos concentra embarques de milho

O Porto de Santos também lidera a programação do milho, com 559,7 mil toneladas previstas entre 20 e 26 de setembro.

Barcarena aparece em seguida, com 274,3 mil toneladas. Paranaguá soma 139 mil toneladas; Santarém, 135,8 mil; São Francisco do Sul, 130 mil; São Luís/Itaqui, 126,7 mil; Vitória, 107,5 mil; e Itacoatiara, 87,9 mil toneladas.

Antonina tem programação de 18,9 mil toneladas. A ampla distribuição entre portos das regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste evidencia a diversificação das rotas utilizadas pelo agronegócio brasileiro.

China absorve 70% da soja brasileira

Entre janeiro e agosto de 2026, a China respondeu por 70% das exportações brasileiras de soja, mantendo-se como principal destino da oleaginosa.

Espanha aparece na segunda posição, com 4%, seguida por Tailândia, Turquia e Paquistão, cada um com participação de 3%. Holanda, México e Irã absorveram 2% cada.

No milho, o Egito liderou as compras com 28% do volume brasileiro. O Irã respondeu por 14%, seguido por Vietnã, com 12%; Espanha, com 6%; e China e Argélia, com 5% cada.

O mercado do farelo de soja apresenta maior diversificação. A Indonésia concentrou 17% dos embarques, enquanto Holanda e Tailândia ficaram com 11% cada. Irã respondeu por 10%, Espanha por 7% e Polônia, França e Coreia do Sul por 6% cada.

Exportações mantêm ritmo forte, mas line-up pode mudar

A programação indica que setembro deverá terminar com crescimento dos embarques totais, sustentado principalmente pela soja e pelo farelo. A redução do milho frente a 2025 limita uma expansão mais intensa.

Como os dados são baseados no line-up, os volumes ainda podem sofrer alterações em razão de mudanças nas escalas dos navios, condições meteorológicas, disponibilidade de cargas e operação dos terminais.

Mesmo após a revisão semanal de 2,02% para baixo no volume total previsto, a estimativa de 17,04 milhões de toneladas mantém setembro acima do resultado observado no mesmo mês do ano passado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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