Esmagamento de soja em Mato Grosso bate recorde de 10,42 milhões de toneladas até setembro
Processamento cresce 4,74% nos nove primeiros meses de 2026; Imea projeta novo recorde anual, com 13,66 milhões de toneladas.
Publicado em: 30/10/2026 às 10:50hs
O esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 10,42 milhões de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, o maior volume da série histórica para o período. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o resultado representa crescimento de 4,74% em relação aos nove primeiros meses de 2025.
A expansão foi sustentada pela maior disponibilidade de matéria-prima nas últimas duas safras e pelo melhor aproveitamento da capacidade instalada das indústrias. A oferta elevada do grão permitiu manter o ritmo de processamento, mesmo com a redução pontual registrada em setembro.
Imea prevê esmagamento de 13,66 milhões de toneladas em 2026
Para o fechamento do ano, o instituto estima que as indústrias mato-grossenses processem 13,66 milhões de toneladas de soja, avanço de aproximadamente 5% sobre 2025. Se confirmada, a projeção estabelecerá um novo recorde anual.
De acordo com Laysa Avalos, coordenadora de inteligência econômica do Imea, a combinação entre disponibilidade do grão e eficiência industrial explica o desempenho.
“A maior disponibilidade de soja permite que as indústrias mantenham volumes elevados de atividade, enquanto o uso mais eficiente da capacidade instalada favorece o avanço do processamento”, afirma.
Manutenção das indústrias reduz processamento em setembro
Em setembro, o esmagamento estadual somou 1,01 milhão de toneladas, queda de 12,80% em relação a agosto.
Segundo o Imea, o recuo foi influenciado pelas paradas anuais de manutenção das unidades industriais. A redução mensal, contudo, não impediu que o acumulado de janeiro a setembro alcançasse o melhor resultado já registrado.
O desempenho mostra a importância de distinguir as oscilações operacionais de um mês da trajetória de crescimento observada no ano.
Industrialização amplia agregação de valor à soja
O avanço do esmagamento aumenta a transformação da produção agrícola dentro do próprio estado. O processo gera principalmente óleo e farelo de soja, produtos que abastecem diferentes cadeias industriais e agropecuárias.
O óleo é utilizado na alimentação humana e na fabricação de biodiesel. Já o farelo integra a produção de rações destinadas a aves, suínos, bovinos e outros animais.
Para Laysa, ampliar essa atividade fortalece a cadeia produtiva estadual e abre oportunidades de agregação de valor ao grão. A coordenadora também destaca os efeitos sobre a logística, os serviços ligados ao processamento e a geração de empregos e renda em Mato Grosso.
Fonte: Portal do Agronegócio
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