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Soja

Emater/RS-Ascar amplia monitoramento da ferrugem asiática da soja para 100 pontos no Rio Grande do Sul

Programa Monitora Ferrugem RS reforça a vigilância fitossanitária na safra 2026/2027, incorpora inteligência artificial e prevê o envio de alertas diretamente aos produtores rurais.


Publicado em: 13/10/2026 às 10:30hs

Emater/RS-Ascar amplia monitoramento da ferrugem asiática da soja para 100 pontos no Rio Grande do Sul

O monitoramento da ferrugem asiática da soja ganhou reforço no Rio Grande do Sul com a ampliação da rede de coletores de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável por uma das doenças mais prejudiciais à cultura. Na safra 2026/2027, o Programa Monitora Ferrugem RS passa a contar com 100 pontos de coleta distribuídos pelo Estado, ampliando a capacidade de acompanhar a presença do patógeno e fornecer informações para orientar o manejo nas lavouras.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e pela Emater/RS-Ascar. Além de expandir a cobertura territorial, o programa incorpora novas tecnologias para aprimorar a identificação de esporos, agilizar a divulgação dos resultados e aproximar as informações técnicas dos produtores rurais.

Monitoramento da ferrugem asiática avança na safra 2026/2027

Criado na safra 2019/2020, o Monitora Ferrugem RS começou com acompanhamento em 24 municípios. Desde então, a rede evoluiu até alcançar os atuais 100 pontos de coleta, consolidando uma estrutura estadual de vigilância fitossanitária voltada à cultura da soja.

A ampliação permite acompanhar a ocorrência de esporos do fungo em diferentes regiões produtoras. Essas informações ajudam agricultores, agrônomos e equipes de assistência técnica a compreender melhor a dinâmica da doença e a avaliar o momento adequado para adotar medidas de controle.

A ferrugem asiática está entre os principais desafios fitossanitários da sojicultura brasileira, pois pode provocar desfolha precoce, comprometer o enchimento dos grãos e reduzir a produtividade quando as condições são favoráveis ao desenvolvimento da doença.

Por isso, o acompanhamento da presença do patógeno é uma ferramenta importante no planejamento fitossanitário, especialmente quando associado à observação das condições climáticas, ao estádio de desenvolvimento das plantas e às recomendações técnicas para cada lavoura.

Inteligência artificial e novas tecnologias reforçam o programa

A safra 2026/2027 marca uma nova fase de modernização do Monitora Ferrugem RS. Entre as mudanças previstas estão a utilização de novos modelos de coletores, a adoção de uma identidade visual renovada e o desenvolvimento de uma nova página para divulgação dos resultados.

Outra novidade é a incorporação da inteligência artificial como ferramenta de apoio à identificação dos esporos. A tecnologia deverá auxiliar o processo de análise, contribuindo para o trabalho dos profissionais envolvidos no monitoramento.

O programa também está desenvolvendo um sistema para enviar os resultados diretamente aos telefones celulares dos produtores rurais e de outros públicos atendidos pela assistência técnica. A expectativa é disponibilizar esse recurso durante a safra, facilitando o acesso às informações e ampliando seu alcance no campo.

Segundo Elder Dal Prá, coordenador da área de Culturas e Defesa Sanitária Vegetal da Emater/RS-Ascar, o sistema permite acompanhar a ocorrência de esporos do fungo e disponibilizar dados que apoiam a definição de estratégias de manejo, principalmente na avaliação do momento oportuno para medidas de controle.

A proposta é fortalecer a tomada de decisão com base em informações técnicas, contribuindo para um manejo mais eficiente da ferrugem asiática da soja.

Região de Santa Rosa terá 11 pontos de coleta

Dos 100 coletores instalados no Rio Grande do Sul, 11 estão vinculados à região administrativa de Santa Rosa, importante área de produção de soja no Estado.

Os equipamentos estão distribuídos pelos seguintes municípios:

  • São Paulo das Missões;
  • Garruchos;
  • Bossoroca;
  • São Luiz Gonzaga;
  • Santo Ângelo;
  • Giruá;
  • Santa Rosa;
  • Três de Maio;
  • Novo Machado;
  • Santo Antônio das Missões;
  • São Miguel das Missões.

A região deverá cultivar mais de 784,5 mil hectares de soja na safra 2026/2027, o que reforça a importância do acompanhamento fitossanitário para a sustentabilidade da produção e a redução dos riscos associados à doença.

A presença dos coletores permite reunir informações sobre a ocorrência de esporos em diferentes localidades, oferecendo subsídios adicionais para o trabalho de produtores e profissionais responsáveis pela orientação técnica das lavouras.

Coletas serão realizadas semanalmente até março de 2027

O cronograma do programa prevê a substituição semanal das lâminas utilizadas na coleta dos esporos. A instalação dos equipamentos e a colocação das primeiras lâminas ocorreram em 5 de outubro de 2026.

A partir dessa etapa, as lâminas serão substituídas às segundas-feiras e encaminhadas aos laboratórios parceiros para análise. O calendário de coletas está previsto para seguir até 8 de março de 2027.

O procedimento permite acompanhar a presença do fungo ao longo do ciclo da safra, gerando informações periódicas sobre a situação fitossanitária nas áreas monitoradas.

A interpretação dos resultados deve considerar que a detecção de esporos indica a presença do patógeno no ambiente, mas não significa, isoladamente, que a doença já esteja instalada na lavoura. A avaliação das condições climáticas, do desenvolvimento da cultura e dos demais fatores de risco continua sendo fundamental para definir as medidas de manejo.

Universidades e instituições de pesquisa participam das análises

O funcionamento do Monitora Ferrugem RS conta com a participação de uma rede de instituições de ensino, pesquisa e assistência técnica responsáveis pelas análises das lâminas coletadas.

Participam do programa:

  • Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi);
  • Emater/RS-Ascar;
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS);
  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM);
  • Universidade Federal do Pampa (Unipampa);
  • Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS);
  • Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), Campus Vacaria;
  • Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus Santiago;
  • Sociedade Educacional Três de Maio (Setrem);
  • Empresa Madalosso Pesquisas.

A colaboração entre essas instituições contribui para a realização das análises e para a disponibilização de informações aos agricultores e aos profissionais que atuam na assistência técnica rural.

Como consultar os resultados do monitoramento

Após a análise das lâminas, os resultados são disponibilizados aos produtores rurais e aos profissionais da assistência técnica.

As informações podem ser consultadas na página do Programa Monitora Ferrugem RS, no site da Emater/RS-Ascar, e também por meio do aplicativo para smartphones.

O acesso aos dados permite acompanhar a evolução do monitoramento durante a safra e utilizar as informações como apoio ao planejamento fitossanitário.

Monitoramento é aliado no manejo da ferrugem asiática

Com 100 pontos de coleta, análises realizadas por instituições parceiras e a incorporação de novas tecnologias, o Monitora Ferrugem RS amplia sua atuação na vigilância da ferrugem asiática da soja.

A expansão da rede e o aprimoramento dos canais de divulgação fortalecem o acesso dos produtores a informações relevantes para a tomada de decisão. Na safra 2026/2027, o acompanhamento da ocorrência de esporos, integrado à assistência técnica e às práticas recomendadas de manejo, será um recurso importante para apoiar a proteção das lavouras gaúchas.

Para o produtor rural, acompanhar os resultados do monitoramento e seguir as orientações técnicas é fundamental para avaliar os riscos e planejar as medidas de controle da doença ao longo do ciclo da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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