Colheita de soja chega a 64% nos EUA; milho permanece abaixo da média histórica
Avanço dos trabalhos amplia a oferta de grãos, enquanto projeções de produtividade do USDA geram debate no mercado.
Publicado em: 29/10/2026 às 16:00hs
A colheita de soja nos Estados Unidos alcançou 64% da área na semana encerrada em 18 de outubro, segundo o relatório Crop Progress do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), citado pela Terra Agro Insights.
O avanço de 18 pontos percentuais em uma semana aproximou os trabalhos da média de cinco anos, de 65%, e superou a expectativa de 62% dos analistas consultados pela Bloomberg.
No milho, a colheita chegou a 44%, após avanço semanal de 11 pontos percentuais. Apesar da recuperação, o ritmo permaneceu abaixo da média histórica de 52%.
Atraso do milho se concentra no oeste do cinturão agrícola
Em Iowa, principal estado produtor de milho, apenas 26% da área havia sido colhida, diante de uma média de 50%. O excesso de umidade na camada superficial do solo atingia 24% das áreas.
Nebraska, Minnesota, Dakota do Sul e Ohio também apresentavam atraso. Illinois seguia em situação diferente, com 63% colhidos, acima da média de 58%.
A maturação alcançou 95% das lavouras americanas de milho. A proporção de áreas classificadas como boas ou excelentes permaneceu em 56%.
Tempo seco acelera retirada da soja
A soja apresentou desempenho mais adiantado no Sul e no Delta. O Mississippi chegou a 96% de colheita, enquanto Arkansas e Tennessee registraram 87% e 75%, respectivamente.
Em contrapartida, Iowa, Nebraska e Ohio continuavam abaixo das respectivas médias históricas.
O tempo seco favoreceu a entrada das máquinas, embora a falta de umidade também tenha prejudicado a produtividade em algumas regiões, segundo a avaliação meteorológica reproduzida no boletim.
Estimativa de safra americana divide avaliações
No relatório de 9 de outubro, o USDA elevou a produtividade do milho para 181,2 bushels por acre e a produção para aproximadamente 407 milhões de toneladas. Os estoques finais projetados passaram de 39,8 milhões para 47 milhões de toneladas.
Para a soja, o departamento estimou produtividade recorde de 53,1 bushels por acre e produção de 124,2 milhões de toneladas.
A Pro Farmer, entretanto, questionou aspectos da revisão do milho, incluindo mudanças na composição da amostra de Nebraska. A consultoria também apontou que o fortalecimento dos preços no mercado físico americano não indicava a mesma folga sugerida pelo balanço oficial.
Para o Brasil, a entrada da produção dos Estados Unidos amplia a concorrência nas exportações. O tamanho efetivo da safra americana permanece entre os fatores centrais para a formação dos preços internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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