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Análise de Mercado

Adjuvantes agrícolas ajudam a reduzir perdas na pulverização e aumentam a eficiência dos defensivos

Tecnologias que melhoram o espalhamento, a retenção e a absorção das gotas podem otimizar o uso de defensivos agrícolas; escolha do adjuvante deve considerar o clima, a composição da calda e as características da aplicação.


Publicado em: 29/10/2026 às 14:30hs

Adjuvantes agrícolas ajudam a reduzir perdas na pulverização e aumentam a eficiência dos defensivos

A busca por maior eficiência na aplicação de defensivos agrícolas tem ampliado a atenção dos produtores rurais para o uso de adjuvantes. Essas soluções auxiliam no desempenho da pulverização, contribuindo para reduzir perdas por evaporação e deriva, melhorar a deposição das gotas nas plantas e favorecer o aproveitamento dos ingredientes ativos.

Em uma safra de grãos com produção estimada em 366,6 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o uso eficiente dos insumos é um dos fatores que podem contribuir para a produtividade e a rentabilidade no campo.

Segundo Rafael Stellato, gerente de produtos da BRANDT Brasil, o resultado de uma aplicação depende de diferentes variáveis, que vão desde a preparação da mistura até a chegada das gotas ao alvo.

“Tamanho das gotas, espalhamento, retenção, evaporação e deriva estão entre os pontos de atenção para que os recursos fitossanitários atuem sobre os alvos — insetos, fungos ou plantas daninhas”, explica o especialista.

Nesse contexto, os adjuvantes agrícolas ganham importância como ferramentas complementares ao manejo fitossanitário, desde que sejam selecionados de acordo com as necessidades de cada operação e as recomendações dos fabricantes dos defensivos.

Como os adjuvantes agrícolas melhoram a pulverização

Os adjuvantes são produtos adicionados à calda de pulverização para modificar determinadas propriedades físicas ou químicas da mistura e melhorar características da aplicação.

Dependendo de sua composição e finalidade, podem contribuir para o espalhamento das gotas sobre as folhas, a umectação, a retenção da calda, a estabilidade da mistura e a redução de problemas como espuma e deriva.

Esses efeitos são importantes porque a eficiência de um defensivo não depende apenas da escolha do ingrediente ativo. O produto também precisa alcançar o alvo biológico em condições adequadas para exercer sua função.

Formulações mais concentradas e moléculas de elevada atividade exigem atenção à qualidade da aplicação, à regulagem dos equipamentos e às condições ambientais.

“O adjuvante adequado atua justamente nesse processo ao favorecer a formação e o espalhamento das gotas, sua deposição e retenção nas plantas e a absorção dos ingredientes ativos”, destaca Stellato.

O especialista ressalta, porém, que o desempenho depende da combinação entre produto, calda, equipamento, cultura e condições de aplicação. Por isso, a utilização de adjuvantes não substitui a regulagem correta do pulverizador nem as boas práticas de manejo.

Temperatura e umidade influenciam a eficiência dos defensivos

As condições climáticas estão entre os principais fatores que interferem na qualidade da pulverização agrícola.

Temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar podem acelerar a evaporação das gotas, reduzindo a quantidade de produto que chega às plantas. O vento, por sua vez, pode favorecer a deriva, transportando as gotas para fora da área pretendida.

Essas perdas comprometem a distribuição do defensivo e podem diminuir a eficiência do controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

Em determinadas condições, adjuvantes formulados com ésteres metílicos de óleo vegetal ou óleo mineral podem ajudar a proteger as gotas e reduzir perdas por evaporação. O benefício, entretanto, depende da formulação utilizada, das condições ambientais e da compatibilidade com os demais componentes da calda.

A decisão de pulverizar também deve considerar os limites climáticos indicados para os produtos e as orientações técnicas aplicáveis. O uso de adjuvantes não elimina os riscos associados a condições meteorológicas inadequadas.

Escolha do adjuvante deve considerar a composição da calda

Um dos principais cuidados na utilização dessas tecnologias é identificar qual problema precisa ser resolvido antes de escolher o produto.

Cada adjuvante apresenta características específicas, e a inclusão de uma solução inadequada pode comprometer o resultado da aplicação. Entre os fatores que devem ser avaliados estão o pH da calda, a compatibilidade entre formulações, a qualidade da água e as exigências dos defensivos utilizados.

Stellato alerta que a escolha não deve ocorrer de forma automática, sem considerar a finalidade da operação.

Um exemplo é a utilização de produtos que reduzem o pH da calda em misturas com fungicidas que exigem condições mais próximas da neutralidade. Dependendo das características da formulação, uma alteração inadequada pode interferir na estabilidade ou no desempenho do produto.

A recomendação é verificar as instruções de uso, realizar testes de compatibilidade quando indicados e consultar um profissional habilitado sempre que houver dúvidas sobre a mistura.

BRANDT destaca soluções para diferentes necessidades da aplicação

A BRANDT Brasil possui em seu portfólio adjuvantes desenvolvidos para atender a diferentes demandas da pulverização agrícola.

Entre as soluções apresentadas pela empresa está o BRANDT Insider, formulado com éster metílico de óleo vegetal e surfactantes. Segundo a fabricante, o produto favorece o espalhamento, a umectação e a penetração das gotas sobre as folhas, além de contribuir para o controle da deriva nas condições de uso recomendadas.

Outra opção é o BRANDT TriTek, que combina óleo mineral de alta pureza e surfactantes não iônicos em uma formulação pré-emulsionável. De acordo com a empresa, a tecnologia facilita a incorporação à calda e contribui para a estabilidade da mistura e a distribuição do produto durante a pulverização.

O portfólio inclui ainda soluções destinadas a necessidades como controle de espuma, estabilidade da calda, espalhamento, retenção e limpeza de equipamentos.

A seleção deve considerar o objetivo da aplicação, as características dos defensivos utilizados e as recomendações técnicas de cada formulação. Os resultados podem variar conforme a cultura, o equipamento, o ambiente e o manejo adotado.

Pulverização eficiente pode favorecer a rentabilidade no campo

A melhoria da qualidade da aplicação é uma das estratégias para aproveitar melhor os recursos fitossanitários utilizados na agricultura.

Ao reduzir perdas evitáveis e favorecer a chegada do produto ao alvo, o manejo adequado pode contribuir para a eficiência do controle de pragas e doenças, além de diminuir a dispersão indesejada de produtos no ambiente.

O resultado econômico, contudo, depende de um conjunto de decisões: escolha do defensivo, seleção do adjuvante, qualidade da água, regulagem do pulverizador, condições climáticas e momento da aplicação.

“A melhoria da qualidade da pulverização de insumos agrícolas proporciona menos perdas, reduz a emissão no ambiente e oferece mais eficiência no controle de pragas e doenças. Quando os produtos são aplicados de forma adequada e chegam ao alvo nas condições ideais, o agricultor consegue aproveitar melhor as tecnologias utilizadas no campo. E isso também se reflete em rentabilidade superior”, conclui Rafael Stellato.

Para o produtor rural, o principal caminho é tratar a tecnologia de aplicação como parte do planejamento fitossanitário. A escolha criteriosa dos adjuvantes, associada às boas práticas de pulverização, pode ajudar a melhorar a eficiência operacional e o aproveitamento dos investimentos realizados na lavoura.

Fonte: Portal do Agronegócio

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