Preço do milho fica em R$ 62,24 na média nacional, mas impasse trava negócios
Produtores restringem vendas após alta do dólar, enquanto compradores adquirem lotes pontuais e aguardam preços menores; Chicago segue pressionada pela colheita dos Estados Unidos
Publicado em: 06/11/2026 às 18:00hs
O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com comercialização lenta, diante da distância entre os preços pretendidos pelos vendedores e os valores oferecidos pelos compradores. Segundo a Safras & Mercado, a cautela dos dois lados limitou os negócios, apesar de ajustes positivos nas cotações de algumas praças.
Em 5 de novembro, o preço médio nacional da saca ficou em R$ 62,24, alta de 0,21% em relação aos R$ 62,11 registrados no fim da semana anterior. Nas regiões acompanhadas, predominaram referências estáveis.
Dólar leva produtores a reduzir vendas de milho
A recente desvalorização do real frente ao dólar influenciou a postura dos produtores, que reduziram as fixações de venda e passaram a dosar a oferta.
Esse comportamento favoreceu reações pontuais nos preços, mas não foi acompanhado por maior disposição de compra.
Segundo a consultoria, os consumidores mantiveram aquisições restritas a lotes específicos. A percepção de abastecimento confortável e a expectativa de novas quedas nas cotações contribuíram para essa estratégia.
Cotações regionais variam de R$ 55 a R$ 70 por saca
Entre as praças informadas, Erechim, no Rio Grande do Sul, manteve o milho em R$ 70 por saca, enquanto Rondonópolis, em Mato Grosso, permaneceu em R$ 55.
Em Campinas, na modalidade CIF, que inclui o frete até o destino, a referência ficou estável em R$ 67 por saca. Na Mogiana paulista, o preço continuou em R$ 62.
Uberlândia, em Minas Gerais, registrou R$ 63 na venda, e Rio Verde, em Goiás, manteve a saca em R$ 60.
Em Cascavel, no Paraná, a cotação ao produtor recuou de R$ 61,50 para R$ 60 por saca na comparação semanal.
Colheita americana mantém pressão sobre Chicago
No mercado internacional, os contratos de milho na Bolsa de Chicago enfrentaram mais uma semana de pressão.
De acordo com a Safras & Mercado, o avanço da colheita nos Estados Unidos ampliou a disponibilidade do cereal e pesou sobre as cotações, mesmo com sinais de demanda aquecida pelo produto norte-americano.
O cenário externo acrescenta um fator de pressão às negociações brasileiras, enquanto o câmbio influencia as referências domésticas.
Exportações e clima das lavouras entram no radar
Para as próximas negociações, a consultoria destaca três pontos de atenção: comportamento do dólar, ritmo das exportações brasileiras e condições climáticas para o milho de verão.
O plantio avança em bom ritmo, segundo a análise, e o desenvolvimento das lavouras passa a ganhar importância na avaliação da oferta futura.
No curto prazo, o equilíbrio entre a oferta disponibilizada pelos produtores e a necessidade de reposição dos consumidores seguirá determinante para destravar a comercialização.
Fonte: Portal do Agronegócio
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