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Milho e Sorgo

Exportações de milho reagem em setembro, mas ritmo ainda fica 17% abaixo de 2025

Brasil embarcou 2,29 milhões de toneladas nos oito primeiros dias úteis do mês; preço médio subiu 15,7% e ajudou a limitar a queda da receita


Publicado em: 15/09/2026 às 17:00hs

Exportações de milho reagem em setembro, mas ritmo ainda fica 17% abaixo de 2025
Foto: APPA - Paranaguá

As exportações brasileiras de milho ganharam ritmo na segunda semana de setembro, mas continuam abaixo do desempenho registrado no mesmo período do ano passado. Nos oito primeiros dias úteis do mês, o País embarcou 2,29 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A média diária alcançou 286,2 mil toneladas, volume 16,7% inferior às 343,8 mil toneladas por dia contabilizadas em setembro de 2025. Apesar da diferença negativa, os dados mostram uma recuperação gradual dos embarques depois do desempenho mais fraco observado em agosto.

O avanço das cotações internacionais também contribuiu para reduzir o impacto sobre o faturamento. O preço médio do milho exportado chegou a US$ 229,54 por tonelada neste início de setembro, alta de 15,7% na comparação anual.

Ritmo dos embarques melhora na segunda semana

A diferença entre os volumes exportados em 2025 e 2026 diminuiu ao longo de setembro. Na primeira semana do mês, a média diária estava 18,1% abaixo do resultado do ano passado, com 281,6 mil toneladas embarcadas por dia.

Considerando somente os quatro dias úteis acrescentados ao levantamento mais recente, a média ficou próxima de 291 mil toneladas diárias. O resultado mostra aceleração em relação ao início do mês, embora ainda seja insuficiente para igualar o ritmo de setembro de 2025.

A continuidade dessa recuperação será determinante para o desempenho do milho brasileiro no mercado internacional durante os últimos meses do ano.

Exportações superam desempenho de agosto

Mesmo abaixo do volume registrado há um ano, o ritmo de setembro permanece superior ao observado em agosto.

No mês passado, o Brasil exportou, em média, aproximadamente 221,7 mil toneladas de milho por dia. O resultado ficou 32% abaixo do registrado em agosto de 2025.

A média diária de setembro supera a de agosto em cerca de 64,5 mil toneladas, uma diferença próxima de 29%. O avanço sinaliza melhora no fluxo de embarques, mas ocorre sobre uma base mensal enfraquecida.

Preço do milho exportado sobe 15,7%

A valorização do produto brasileiro no exterior ajudou a compensar parte da retração no volume.

Nos oito primeiros dias úteis de setembro, o preço médio da tonelada exportada foi de US$ 229,54, aumento de 15,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Com a combinação entre menor quantidade embarcada e maior preço médio, a receita diária das exportações ficou 3,7% abaixo da registrada há um ano. A diferença financeira foi, portanto, significativamente menor do que a queda de 16,7% observada no volume.

O resultado mostra que a valorização do milho reduziu os efeitos do menor ritmo de comercialização externa sobre o faturamento dos exportadores.

Projeção aponta 41 milhões de toneladas no ano

O desempenho de setembro mantém o mercado atento às projeções para as exportações brasileiras de milho em 2026.

A HeadPoint estima atualmente embarques próximos de 41 milhões de toneladas no acumulado do ano. Segundo Luiz Fernando Gutierrez, coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, a manutenção de volumes abaixo do esperado poderá provocar revisões nessa projeção.

Para alcançar o número estimado, o programa exportador precisará ganhar consistência nos próximos meses. O resultado dependerá da demanda internacional, da competitividade do milho brasileiro, da disponibilidade interna e do ritmo de embarques nos portos.

Recuperação ainda precisa ganhar força

Os dados da Secex indicam que setembro começou melhor do que agosto e apresentou nova aceleração na segunda semana. Entretanto, a diferença em relação ao ano passado permanece relevante.

A evolução dos próximos dias mostrará se o Brasil conseguirá reduzir ainda mais essa distância e manter a projeção anual de 41 milhões de toneladas.

Enquanto o volume avança de forma gradual, os preços mais elevados continuam oferecendo sustentação à receita. O cenário combina, portanto, uma recuperação nos embarques com a necessidade de maior velocidade para que as exportações brasileiras de milho se aproximem dos níveis registrados em 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

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